Pesquisar este blog

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Um certo Alguém (iPod Note)

'Eu preciso de alguém', pensei comigo mesmo. Mas, não é um alguém comum. É um alguém que me traga um sorriso sincero, e que me olhe com uma certa pureza nos olhos, inocência e sensualidade. Alguém que me deseje como a Lua deseja o Sol, e como o pescador o Mar. E que esse alguém entenda a loucura que trago, e que veja que a saudade do antigo não é medo do novo, é apenas nostalgia.
E quando a noite se lançar, ela se lançará como cobertor de gelo sobre mim, faminto de seus lábios, de suas curvas, de seus olhos, de sua alma.

Sent from my iPod

Sei lá (iPod Note)

Não é engraçado, é triste. Às vezes, sinto-me meio... Sei lá. Talvez seja o vazio que já ocupou grande parte, e que quer tomar tudo...
Estava chovendo lá fora, e entraram algumas nuvens no meu quarto. De repente, começou a chover e parou. Quase me afoguei. Era uma chuva um tanto que salgada, e molhou meu travesseiro.
Com algumas horas, a chuva havia passado, mas o céu continuava cinza.
Quando me dei conta, um perfume doce havia invadido meu quarto, e os pontos da minha cicatriz começaram a se abrir, passou um filme onde começava feliz, mas não terminava feliz, em minha mente.
- Tem dias que tantas nuvens invadem meu quarto que eu nada vejo. Nuvens carregadas, nuvens vazias, nuvens vermelhas, nuvens negras, nuvens rosas, nuvens amarelas. E são nesses dias, que chove muito. O quarto fica desorganizado, molhado, e fica mofado. Não consigo controlar essa chuva que desce dos meus olhos, molhando o meu quarto sobre o travesseiro. -

Afinal, a gente nunca está só. A solidão sempre está presente para nos fazer companhia.

Sent from my iPod

Redobrando um amor aberto (iPod Note)

Como tudo na vida, isso também há de ter um fim. Não sei como, mas de certa forma ainda sinto tudo vivo e forte em mim. Talvez seja culpa do frio, talvez sejam as lembranças, ou talvez os dois juntos. O aperto no peito é grande, e a saudade também. Fica entalado na garganta todas as coisas que antes dizia, mas que agora não são mais ditas.
E, eu descobri com o tempo, que nada acontece por acaso, e a gente só entende depois. Isso que eu sinto, é o que está dentro de mim, pedindo para sair. Se não a tivesse encontrado, não saberia o que é isso, pois nunca teria saído...
Mas, agora preciso encontrar um outro lar que abrigue todos os abraços, os beijos, os risos, os carinhos, os olhares, o calor de nossos corpos, e que possamos encontrar algum lugar no tempo para que nada disso se perca. E que dessa vez, seja diferente, onde sentir frio seja uma escolha, e que não haja espaço para o sofrimento.

Sent from my iPod

Caixa de gelo (iPod Note)

E antes que eu pudesse fechar a porta, ela já tinha saído. Discutimos durante muito tempo, e ela disse que só queria me dar um "oi". Eu não aguentava mais essas visitas inesperadas. Disse para nunca mais falar comigo, e que não a queria ver tão cedo... Ela então olhou para mim, riu, e disse que estava dentro de mim. Eu não tinha escolha, eu não tinha como tirá-la de dentro de mim. Eu e ela éramos uma única coisa, e nada mudaria isso.
Ela trouxe sua amiga para nos fazer companhia. E essa amiga, trouxe sua irmã. "Eu odeio visitas inesperadas" - Pensei comigo mesmo.-
Elas pareciam se divertir muito comigo, enquanto que eu... Ah! O que eu poderia fazer?
Então, ficaram com sede; e começaram a beber das minhas lágrimas. Bebiam e bebiam sem parar... Estavam sedentas...
O tempo passou, e sua amiga Depressinha foi embora com a sua irmã, Solidinha... Mas, não se deixe enganar pelos nomes, elas eram enormes, gigantes!
Sozinhos de novo, fiz de tudo para me deixar. Ela ria, ria e ria. Chamava-me de tolo, dizia que morava em mim, nascera em mim, e só me deixaria quando recebesse o segundo presente de Deus.
"Segundo presente de Deus"? -Pensei.-
E ela só sabia rir de mim. Ela disse que Deus nos dá a vida, e esse é o nosso primeiro presente. Perguntei então, sobre o segundo, e ela nada disse. Calou-se. Percebi então, que o segundo era melhor que o primeiro. - A única forma de me abandonar.-
O segundo e melhor presente de Deus é a Morte. Só está em segundo porque para recebê-lo, devemos estar vivos em primeiro lugar.
Ela era doce e ao mesmo tempo profunda. Tentadora, porém... Não podia roubar nada de Deus.
O tempo passa, e ela ainda habita em mim. Seu nome é Tristeza, e ela vive numa caixa de gelo, guardada no meu peito.

Sent from my iPod

Lenhador, lenha a dor (iPod Note)

Era um diferente. Se andassem para esquerda, iria para direita. Nem sempre ser diferente é bom; fácil; indolor.
Tinha o coração em brasas, mas as pessoas são geladas. E aos poucos, foi esfriando; foi faltando lenha para aquecer. Passou a procurar lenha, então. Fugiu para uma floresta. De início, pegava as lenhas podres das árvores já mortas no chão. Procurava, mas não encontrava lenha boa, porque as árvores eram jovens demais, e lenha jovem não dá boa chama. Tornou-se lenhador, mas sem lenha. Sentia frio, sentia dor.
E com o passar dos dias, dos meses, dos anos; decidiu pegar o seu coração e por num congelador. Quem sabe assim, congelasse sua dor. Ou talvez, quem sabe assim congelasse sua brasa, já pequenina, numa tentativa de não se apagar. Quem sabe assim, ganhasse mais tempo para encontrar uma lenha certa, e preservasse sua brasa no congelador. Quem sabe assim, formasse uma espécie de gelo quente; Gelo por fora, brasa por dentro.
E no decorrer do tempo, encontro algumas árvores saudáveis, mas de lenha ruim. Corto alguns galhos, tento acender uma fogueira, mas o fogo não se mantém, ele logo se apaga... Entrego, então, nas mãos de Deus, e peço que tenha piedade... Uma vez entregue à Deus, eu então dou Adeus à árvore, à lenha, e ao pequeno fogo.

Sent from my iPod

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Lagartas no Jardim

Começar não costuma ser fácil. O que diria para quem é pequeno.
Pequeno como uma lagarta, alimentando-se de folhas verdes, do jardim.
Por alguns, são vistas como pragas, são perseguidas, e mortas até com veneno.
Aos poucos ela cresce, e a natureza se encarrega de um casulo cor de marfim.

Quem diria que uma praga se transformaria em um ser de tantas cores.
Ninguém espera, no começo, que algo aparentemente ruim, não o seja.
Se lagartas se transformam em borboletas, por que paixões não em amores.
Na teoria sim, geralmente não. É na metamorfose que surge a peleja.

E nos momentos difíceis é onde a maioria deixa escapar.
Como no momento de um encontro, antecedendo o momento.
O encontro dos tímidos lábios, borboletas começam a se agitar;

Em nossos estômagos. Sim, não, talvez. Dúvida no vento.
E assim como toda coisa simples e bela, é frágil e inocente.
Há vários jardins envenenados; não deixe sua lagarta ficar doente.


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O deserto da esperança


Antes fosse fácil aceitar que sempre há uma pessoa no mundo que te espera.
Mas, a esperança é uma falsa ilusão, e me promete coisas como um sorriso e olhar.
Promete que quando encontrar o par de olhos, o passado e futuro se fundirão;
E a partir desse momento, tudo perderá a importância, e só existirá a certeza.

E teus olhos nos meus, lembrar-me-ia de que a amava antes mesmo de conhecê-la.
Ter esperança é como estar num deserto vazio, e então nos sentimos pequenos.
Tenho a miragem de uma mulher caprichosa, a qual me enlouquece profundamente.
Esqueço a sede, a fome, o calor de dia, o frio à noite, e a dor de andar em círculos;

Ouvi através de seu veludo, que os homens deveriam caminhar livres, como o vento.
O vento move o deserto, mas o deserto é o mesmo. A liberdade é o caminho.
Liberdade para caminhar por onde o coração guiar, e assim encontrar o tesouro.

E para encontrar, deve-se perder muitas vezes primeiro. E perdido, achar o perdido.
E só se perde estando num deserto grande, tendo esperança o suficiente para isso.
Porque no fundo, todos nós queremos ter alguém por quem esperar, e que nos espere.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Regador, rega a dor, com amor.


Às vezes, o silêncio de uma voz esconde gritos de agonia.
Gritos de dor, gritos de revolta, gritos de raiva, gritos roucos.
Roucos de não aguentar mais gritar, enquanto, ninguém ouvia.
Todos sempre cheios de si, porém vazios. Sempre foram poucos.

Absorto num silêncio estrondoso começa uma procura sem fim.
Procura-se uma amizade que acima de tudo seja sincera.
Mas, que seja uma ao menos. E que não haja espinhos no jardim.
Que seja quente, e possa colorir o preto e branco com a primavera.

Que suas raízes sejam firmes no solo, e que tenha uma essência.
Raízes firmes... Isso só o tempo pode oferecer, só o tempo irá dizer.
Não existem raízes tão firmes como as que já possuem uma vivência.

Por debaixo das folhas secas, elas ainda estão lá, porém difíceis de ver.
Os gritos diminuem, as folhas vão embora, e uma velha amizade reaparece.
O que foi não deixará de ser. E o que vier, a gente dá água pra ver se floresce.


quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Ser forte


Ser forte é não ter medo da morte.
Ser forte é não se importar com a inveja dos outros.
Ser forte é ajudar o próximo.
Ser forte é se preocupar mesmo com quem não se preocupa com você.

Ser forte é não depender da felicidade para viver.
Ser forte é saber ser frio, até com as pessoas que ama.
Ser forte é conseguir não chorar nos momentos de dor.
Ser forte é conseguir não deixar a esperança morrer.

Ser forte é não enganar o coração.
Ser forte é levantar depois de cair.
Ser forte é correr atrás de um sonho.

Ser forte é ser você mesmo.
Ser forte... É segurar a depressão.

Ser forte é tão difícil.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Seria se não fosse?

Tudo o quanto quero, por hora, não posso possuir.
É uma peça da vida, porém nem tanto engraçada.
Uma coisa é dormir. Outra coisa é dormir para dor ir.
Coisa forte, apertada, como no peito uma faca afiada.

Só um sorriso já basta para iluminar o meu dia.
E a questão é: por onde se esconde esse sorriso?
Isso é tão ruim como no frio tomar banho de água fria.
É uma esperança doente, de ver um pedacinho do paraíso.

O tempo passa e a saudade, do que não foi, aperta.
Que será daquilo que não foi, mas poderia ter sido?
Realmente, verdadeira tortura silenciosa, molhada.

Importa mais tudo que nada. O nada não se acerta.
De fato, tudo é uma coisa só quando não se é nada.
Verdade é que só seria se fosse dada uma chance.


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Há de passar o que não passa?

Toda dor que há nessa vida, há de passar. Toda paixão também.
Paixões vêm e paixões vão. Feridas saram e formam cicatrizes.
Cicatrizes são únicas, algumas inesquecíveis. Paixões também.
Paixões vêm e paixões vão. Por alguns momentos, felizes.

Nenhum encanto é tão pequeno que se vá por inteiro.
Por todos os cantos, encontram-se vestígios do que já foi.
Nenhum desencanto é tão grande que não seja ligeiro.
Porque quando o assunto é paixão, o que não é, já foi.

Um simples gesto, um simples riso, um olhar, um toque, um beijo,
Um abraço de pés, um conhecimento amplo de muitos dos desejos.
Como se de um farol se afastasse, e não pudesse ver seu lampejo.

Sabemos que está lá, mas não vemos mais. É triste, mas acontece.
Não importa o quanto doa. Não importa o quanto sangre, chore.
Cada instante é sempre e nunca morre.



Trancado


Tinha um vício um tanto sórdido, difícil de controlar, porém consciente.
Apaixonava-se, alimentava-se, aquecia-se, e por fim, desapegava-se.
Dava tudo e depois se retirava, compartilhando de seu vazio latente.
Verdadeiro câncer no qual se instala e destrói até matar. Matava-se.

Matava sua sede nas lágrimas puras das belas moças apaixonadas.
Saciava sua fome transformando corações em pequenas migalhas.
Monstro nato, vício sórdido, coração de gelo quente, muitas falhas.
Não satisfeito, as torturava em suas mentes... De fato, destroçadas.

Sofria com a sua solidão, com seu vício, com as moças, e chorava.
Chorava em silêncio, em sua alma, se é que possuísse uma.
Em sua mente, tremenda tempestade, suicidava-se e agonizava.

Era bom em sua essência, porém mau em sua natureza.
Punição maior ainda há para existir, por enquanto nenhuma.
Por enquanto, trancou-se, e nele só habita a tristeza.


domingo, 27 de outubro de 2013

O mar


Nas profundezas, turbulência.
Na superfície, calmaria.
Na maioria, água fria.
Na sua bruma, inocência.

Nas suas ondas, força.
Na sua cor, intensidade.
Na maioria, tempestade.
Na sua busca, moça.

Nas suas noites, ciúme.
Na maioria, chuva salgada.
Na lufada, perfume.

Na saudade, amada.
Na maioria, queria amar.
Mas seu nome, era  mar.