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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Amor é sofrimento ou sofrimento é amor?

Sentimento tão sublime é aquele chamado amor.
Mas até o sublime nos causa certo tormento...
Na ausência dele, possuídos somos pela querida dor.
Por mais belo que seja o amor, sempre há sofrimento.

Nos momentos em que o amor se ausenta, ele age...
Quando o sublime se afasta, ele assume o comando.
Ele se mistura ao vazio em meu peito e isso reage
De uma maneira que lágrimas vermelhas vão se formando...

O amor e o sofrimento juntos sempre caminham lado a lado.
Quando um descansa o outro já está tomando o seu lugar.
O sofrimento ensina a dar valor ao amor quando se pode amar.

Mas nem sempre sofrer é o melhor para se ter um aprendizado...
Esquecer os sofrimentos... É quase impossível apagá-los da memória...
Mas um amor verdadeiro... Não sei se isso é só mais uma história...


Já perdi a conta de quantas noites perdi pensando no amor... O que eu não aceitei é que quase sempre... quase sempre o sofrimento o acompanha... E eles revezam o papel de possuidor de nossos corpos... O amor é ternura, é calor... O sofrimento é funesto, é frio... É só sentirmos o amor que logo após certo tempo, sentiremos o sofrimento... O sofrimento pode vir de todos os lados... Pode vir do amor, pode vir de uma amizade, de um fracasso, da solidão, melancolia, erros cometidos... Infinitas possibilidades... Mas a sensação que o amor nos fornece... É única... É sem definição... Certa vez eu pensei que se é amor, não há sofrimento... e se há sofrimento, não é amor... Mas hoje eu penso... O amor é sofrimento ou será que o sofrimento é amor? E se o amor fosse tão bom assim, não saberíamos o que é sofrer por amor... Torna-se evidente, portanto, que o amor e o sofrimento andam juntos... São como água e vinho... Quem me dera se fossem como óleo e água...”

- Namur...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Não esta noite...

Temo deitar na cama e te encontrar nos meus sonhos...
E quando acordar, ter a sensação de que minha mente,
Enganou-me por mais uma noite solitária, vazia...
Mas por mais que eu sofra com tudo isso, não importa...

Eu durmo mesmo assim... Eu durmo só pra te encontrar...
O que importa é estar com você... Até nas ilusões...
Minha mente grita, implora para estar perto de você...
Ela não te perde por um simples instante... Não te perde...

Ela não esquece como é o doce aroma de tua pele...
Ela não esquece como é o formato de teus lábios...
Ela não esquece como é lindo o teu sorriso...
Ela não esquece que teus olhos são faróis...

Faróis que me guiam pela estrada que chamo de vida.
Ela não esquece que se eu te perder, eu vou me perder...
Ela não esquece que sem você, a dor é imensurável...
Ela não esquece que sem você, eu perco todo o brilho...

Recuso-me a dormir esta noite... Se amanhã acordar,
E olhar para o lado e não ver você... Não sei o que faço.
Esta noite encontrarei alguma maneira de controlar...
Controlar essa dor, essa raiva, que é estar longe de você...

Sinto uma carga pesada em minha pobre alma...
Quero aliviá-la... Quero tornar-me um ser feliz...
Quero que os erros tornem-se acertos desta vez...
Peço que todos me perdoem... Perdoem-me...

Juro mudar... Por mais estranho que isso me seja,
Eu mudarei por mim... Eu mudarei para o bem maior.
Eu mudarei por teus olhos... Pelos faróis de minha vida...
Eu mudarei por todos que me amam. Fá-los-ei orgulhosos.


- . . .

domingo, 11 de outubro de 2009

Mostre-me o porquê

Por que as noites não passam sem ter lágrimas derramadas?
Por que depois de me conhecer, temeste tanto as madrugadas?
Por que este inútil escrevente não faz tuas lágrimas pararem?
Por que este inútil não faz as cicatrizes fundas cicatrizarem?

Por que este ser que escreve não consegue fazer nada certo?
Por que este ser putrefeito não faz algo para ficar perto?
Por que quando teus olhos enchem d’água os meus os imitam?
Por que não consigo estraçalhar esse teu medo... Transmitam...

Por que todos cismam em transmitir todo o mal para cima de nós?
Por que tudo parece dar errado? Por quê?... Por que não funciona?
Por que ao invés de machucarmos, simplesmente não detona?

Por que eles não detonam essa bomba de ódio e dor?
Por que eles não me deixam ser feliz com meu amor?
Por que cismam de ecoar em minha mente gritando: ‘Babaca’?


- Babaca...

Botão

Era somente um simples botão de rosa no meu jardim.
A chuva chegava e nutria o solo com a água necessária...
E durante todos os dias eu dava a devida atenção diária.
Até que começou a chover demais, quase iniciando o fim.

Com o solo encharcado foi mais difícil cuidar do botão.
E minha roseira começou a ficar cada vez mais fraca.
Consegui sua segurança fincando junto a ela uma estaca.
E o botão começou a abrir, sua cor era a cor da paixão.

O sol rasgou as nuvens que estavam no céu, dilacerando-as.
Os raios foram o suficiente para adiantar seu desabrochar.
E ela era tão linda que as demais, com inveja, deixou-as.

Seus espinhos eram longos, fariam qualquer dedo sangrar.
Exceto o meu. Eu fui o único que assistiu ao seu crescimento.
E seria eu quem estaria com ela a todo e qualquer momento...


-Namur...

Soneto Proibido

O escuro da noite me engole como uma baleia...
O frio penetra minha alma com uma leve lufada.
A morte seduz como um canto de uma sereia.
E vou lutando contra as vontades que surgem pela madrugada.

As gotas negras da chuva caem em um ritmo melancólico.
A vida, esta grande ferida, uma hora há de parar de sangrar...
E com base nisso tudo é impossível não ficar neurótico...
Uma hora, ah que hora, sei que ela há de cicatrizar...

Tanto me importa se o que pensas é idiotice...
Tanto me importa se este não te agrada...
Deixe-me com teu pensamento de ‘babaquice’...

Deixe-me... Estou mesmo à espera da desejada...
A desejada hora que uma hora há de chegar...
A desejada hora que uma hora há. Mudar.

-Namur...

Anjo

Quando tudo parecia estar perdido, sem saída...
Surgiu um anjo para me salvar de toda a dor.
Mas o anjo era diferente... o anjo tinha uma vida...
Ele tinha o mesmo nome que o do meu amor.

Era meu anjo que trazia harmonia para minha alma.
Para todo e qualquer lugar, sempre sentia tua presença...
Quando a dor era incessante, ele tocava minha palma,
E sentia que sem ele, seria muita a minha diferença.

E chegou o momento de que sem ele não viveria mais...
E se eu o perdesse, eu estaria me perdendo também.
E a primavera – rosa-, o verão - sol-; não voltariam jamais...

Teu afago é tão angelical... Perdê-lo é ganhar meu réquiem.
Tê-la por perto meu anjo, para mim é algo essencial...
Suplico-te para que não abandone este mero mortal...


-Namur...