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sábado, 24 de julho de 2010

Chuva que não molha, felicidade só


Era apenas um garoto que vivia sempre olhando o nada,
Sempre pensando no que seria, sem saber o que vai dar.
Cabeça dura, decepcionando todos que o amava...
Fazendo todos, ao menos uma vez na vida chorar.

Escolheu a solidão para não fazer ninguém sofrer,
Mas viu que só a vida era sem graça, sem razão...
Nisso sofria ele mesmo, e para a dor esquecer,
Decidiu aprender a tocar um velho e preto violão.

Nomeou-o Michael, mas troucou para Carrie Lilith Raja.
Sua música foi uma terapia, um entorpecente encorajador.
Mas para ele, Lilith mostrou que tudo pode melhorar...

Agora sua vida tinha música, mas ainda não tinha cor.
E atualmente nada mudou, ele ainda está a superar
O problema que nunca sequer passou...

"Carrie: mulher feminina.
Lilith: dama da noite.
Raja: esperança."

-Namur...

"Chuva que não molha, não existe.
Chuva que não molha, felicidade só
Não existe felicidade só."

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Estranho seria se não fosse




I


Não é que eu nunca sinta sono de madrugada,
Não é que eu esteja sempre muito pensativo,
Não é que eu sempre não queira nunca nada,
Não é que para tudo eu tenha um motivo...

Ainda costumo beber água sem vontade alguma,
Ainda costumo me afogar em bebida quando só,
Ainda costumo não me interessar por mulher nenhuma,
Ainda costumo o mesmo, não preciso que sintam dó...

Não parece, mas tudo tende tediosamente a se repetir,
Não parece, mas há pessoas que ainda acreditam...
Não parece, mas tudo pode melhorar se ela sorrir...

Não é que eu não queira ver um novo caminho...
Ainda costumo pensar que um dia será verdade,
Não parece, mas se não for com você, sozinho.

II

Não é que eu nunca sinta sono de madrugada,
Mas é que pensar tanto nela é deixar se contagiar
Com um sentimento que não trocaria por nada,
Muito menos por horas de sono, pra variar...

Ainda costumo não me interessar por mulher nenhuma,
Por que nenhuma tem o calor que ela tem, nenhum sorriso
Consegue abraçar minha alma como a mais pura bruma...
Nenhuma delas consegue me elevar até o pobre paraíso.

Não parece, mas há pessoas que ainda acreditam...
Ainda acreditam que o amor existe e irá aparecer
Na hora certa, quando as duas almas se sintam

Prontas... Não é loucura não querer outro caminho,
É loucura deixar um sentimento desses desaparecer.
Por que fugir se nela encontrei o meu doce ninho?



-Namur...

terça-feira, 20 de julho de 2010

O Jovem e o V e n t o

Lembro quando era criança, e que acreditava que o vento
Era capaz de trazer palavras, pessoas, e levá-las também...
Lembro que eu pedi para que levasse algo para um alguém,
Três palavras e sete letras, encharcadas de puro sentimento.

Mas na verdade nunca tive a certeza de que foi entregue,
Afinal, para que se era somente uma inocente criança?
Nunca diga nunca, mas tão cedo saberei, mas a vida segue,
Queiramos ou não. Como criança, guardo ainda a esperança

De que aquele algo tenha sido enviado sem ter se perdido
Pelos caminhos percorridos pelo vento, e a cada dia
Mais se aproxima daquele que tanto tinha pedido.

Lembro que conversávamos, mas ele não prometia nada.
Não o via, mas sabia que estava comigo, pois o sentia...
Diferente não era com ela, que sem saber era amada.

-Namur...

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Balde d'água fria



Impressionante como tudo pode mudar durante
Um belo banho quente com sabonete de erva-doce.
Como nossa alma é lavada e as dores desse instante
Esquecidas, como se tudo o que é agora não fosse.

Comumente incomum consegue ser tão sedosa
A tua pele de porcelana, com teus cabelos molhados
Por cima, formando uma pintura maravilhosa.
Por que lutar contra só por que são cacheados?

Não me interessa se não são lisos, o vapor quente
Do chuveiro não me permite ver o desenho feito
Nas tuas costas formado pela espuma estranhamente

Perfumada como tua pele. Como pode algo tão perfeito
Estar diante de mim, com suas curvas úmidas belas
Se eu não estiver ,mais uma vez, em delírio, sonhando?


-Namur...

Impreterivelmente única

Não há razão pra deixar preso o que pede liberdade,
Então se dane se o que vou dizer é ridículo e tosco.
Não suporto ver toda a sua gigantesca felicidade,
Hoje decidi que farei parte dela, cansei do fosco.

Use-me, faça o que quiser, mas deixe que o amor
Minuciosamente se mostre capaz de te mostrar
A grandeza que há nesse sentimento cheio de cor,
Longe, bem longe de tudo que a faria um dia chorar.

E não me peça sequer nenhuma vez para esquecê-la.
Minto quando digo que o faria. Fá-la-ei prisioneira
Dos meus braços, sem nunca soltá-la, mas aquecê-la

Eternamente com esse amor pra vida inteira...
Longe de tudo que a faria um dia mulher triste,
Agora mostrarei que comigo tristeza não existe.



-Namur...

domingo, 18 de julho de 2010

Prisão sem grades

Preso entre quatro paredes, sem ter pra onde ir...
Com apenas uma janela para que possa respirar,
É uma prisão onde a luz do sol não pode se sentir.
Prisão única, onde novos detentos não se podem abrigar.

Só há uma chave que possa quebrar essas correntes,
Só há uma chave que possa abrir esta imunda cela.
Aqui não há mais espaço para almas subitamente doentes.
O único sonho que tenho é poder alcançar a janela...

Por que sonhamos mais alto do que podemos alcançar?
Talvez porque o culpado disso seja o inocente vento...
Por não poder vê-lo, porque se não vir não pode se amar.

Amamos o que vemos, por isso odeio essa fria.
A pior prisão não é feita de pedras tijolo e cimento...
A pior prisão é aquela que a nossa mente cria.

-Namur...