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sexta-feira, 6 de março de 2009

Caminhos Opostos

Tudo queremos
E nada temos.
Tudo tememos,
Por podermos.

O tudo e nada, fogo e gelo.
O nada e tudo, sonho e pesadelo.
Por algum lugar anda ela.
E conseqüente da demora, seqüela.

Pelo rosto sem emoção,
Corre uma gota.
Pelo vazio coração,

Que guarda uma garota.
Qualquer que seja o caminho,
Chegará a um único destino.



Omar Namur

Ser Desumano

Morte, traição, egoísmo, inveja, guerra, sexo.
Tais coisas que em nosso mundo claramente existe,
Deixam-me não mais e não menos do que perplexo.
Sentimo-nos bem em gozar, que se dane o ser triste.

Esquecemos de o próximo ajudar.
Esquecemos que o bem é a moeda para o mal.
Esquecemos que é crime usurpar, matar.
Esquecemos que é de outro mundo o preconceito racial.

O tudo nunca é o suficiente.
Nós acabamos de tudo esquecer.
A culpa é do Sr. Presidente?

NÃO. Nós é que não sabemos viver.
Esquecemos de agir como seres pensantes.
A grande maioria, pedaços de merda ambulantes.



II


O que há no inocente para tornar-se culpado?
Cada dia as pessoas idolatram o derramado sangue.
Há miséria demais em todo o espaço ocupado.
A cada dia as pessoas acham “maneiro” formar uma gangue.

Queremos violência, armas, criminosos.
Queremos cada vez mais crimes dolosos.
Queremos ver mortos, dor, tragédia.
De tudo que vemos rimos, achamos comédia.

Quando acontece com quem ri,
A história é outra. A graça evapora.
Nunca mais volta, ela vai embora.

A realidade é diferente?
A verdade é que somos doentes.
Destruímos o ambiente o qual estamos subsidiados a viver.

Somos idiotas o suficiente pra defecar no ambiente em que se mora; ignorantes, arrogantes, frios, a ponto de achar graça da triste realidade, a realidade que um dia chegará à vida de quem não sabe viver; Cínicos por achar que a culpa nunca é nossa, alias, nunca somos culpados, “Eu”? “Não fiz nada!”, bando de hipócritas; NÓS, seres Desumanos, acabaremos pondo fogo no próprio rabo, estando cada vez mais perto de nossos ancestrais, meros ANIMAIS NÃO PENSANTES.


Omar Namur

Possuidor

Sim sou um ser possuidor.
Apesar de nada possuir,
Apenas a minha dor...
Que eu mesmo pude construir

Somente observando o anoitecer.
É quando percebo o vazio lugar,
É quando sinto o meu apodrecer...
É quando eu quero você no seu lugar.

Onde é frio e pode-se sentir calor...
É aonde você gostaria de estar.
Aonde nada pode destruir

O sincero sentimento chamado amor.
Onde o perfeito não deve acabar.
Onde eu possa ver-te sorrir...

É onde dúvida alguma existe.
É onde alguma certeza existe.

Omar Namur

Imensa pequena ínfima descoberta

Apenas hoje percebi minha demência,
Minha enorme, grande, infinita teimosia.
O passar dos dias me mostra sua decadência.
Refugio-me na noite mal iluminada, sombria.

Diferente do maravilhoso jardim de Adão e Eva,
A minha terra não é provida de insumo.
Vago pelo dia vazio, pela noite com trevas.
Agora nada que planto serve para meu consumo...

As noites parecem não ter mais fim.
Por apenas uma razão eu ainda respiro.
Os dias não fazem mais sentido para mim.

Darei eu meu seco, fraco, fúnebre suspiro?
Passo fome. Sinto frio. Má idéia não seria morrer.
Mas apenas seu amor é capaz de aqui me prender.


O.N.Á.B.