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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Último dia

Nem todos conseguiram chegar até este dia.
O último dia do ano chegou e não voltará mais.
Hoje é o fim de doze meses de luta e de agonia
Que muitos conseguiram conquistar a sua paz.

Um ano que não será esquecido por mim.
Onde lutei, fui derrubado e consegui levantar.
Ano de altos e baixos com dores sem fim...
Por mais difícil que seja não conseguirá se não tentar.

Ano de superações, por mais que sejam sem valor...
Ano de experiências novas a cada novo amanhecer.
Ano de paixões, onde confundi a paixão com o amor.
Ano de paciência, pois, é preciso de tempo para acontecer.

Dois mil e nove foi um ano com grandes perdas.
Seja família, amigos, sonhos, amor, esperança...
Quando não podemos ir à direita, vamos à esquerda.
Desistir é fácil, ignorar também, e aceitar cansa...

Cansa a mente, cansa a alma, cansa o cansaço.
Mas a vida continua e só para na hora certa.
Anos difíceis são como amargos pedaços
De dor que um dia passarão da memória esperta.

Reserve uma hora das oito mil, setecentos e sessenta.
E reflita sobre o que passou e não cometa os mesmos erros.
Progrida, é para subir um degrau com calma, por que não tenta?
Para que se sentar nele e assistir novamente ao fúnebre enterro?

Viva, respire, sorria, ria, chore, sonhe, cresça, aprenda.
Mude e faça tudo o que quiser apenas não se arrependa.
O arrependimento só atrasa a mudança constante.
Então não desista, insista! Faça melhor nesse ano iniciante.

- “Os momentos ruins, a dor, o sofrimento, a tristeza, lágrimas, derrotas, sangue derramado. Dois mil e nove passou, e tudo isso deverá passar com ele. Faça de dois mil e dez um novo ano novo.”

-Namur.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Soneto da lembrança amarga

Tão dolorosa é a dor que o nosso corpo sente.
Mas não chega aos pés da dor de um coração doente.
Fizestes o que um dia eu previa que acontecesse...
Eu sabia que sabia que tu sabias que a dor nascesse...

Dei meu mais puro amor com gotas de sangue.
E agora ele fede tanto quanto um podre mangue...
O cheiro de sangue podre infesta o meu nariz.
E meu coração de pedra se quebrou como giz...

Como pode o amor ter me dado a vida e a tirado?
Como pode ser que ao amor eu tenha matado?
Como pode ser que palavras doam mais que a dor?

Mostrastes a mim o caminho de volta ao meu abismo.
Não luto contra, e perco-me, afogo-me em puro torpor.
Tento entender o porquê de tanto inútil sentimentalismo...

-Namur...

Graça é o nome da rosa

Amor meu era uma linda e vermelha rosa.
Disseram-me que era o amuleto da dor.
Eu apaixonadamente afoguei-me na maravilhosa
Utopia que no inicio parecia o mais puro amor...

Sangue meu derramado és pelos espinhos...
Ao que me parecia perfeito demais provou o contrário.
Órgão meu que me dá vida se desvia do caminho...
Os últimos suspiros chegarão e acabarão com o otário.

Tivestes meu amor em tuas pétalas macias...
Agora joga-me no abismo o qual eu a retirei.
Restaria correr atrás, mas não quero estes dias

Interferindo em meus gélidos e sangrentos pensamentos...
O que um dia foi um doce sentimento hoje é amarga lembrança
... Por me agarrar tão forte a rosa, sangrei ao ponto do fim.

-Namur...

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Pintor de céus

Sou o homem que diariamente pinta o céu.
Troco as nuvens de lugar, dando uma cor.
Uma pra lá, outra pra cá e o sol cor de mel.
Desenhar o entardecer não é pra qualquer pintor.

Momento mais indeciso é o do amanhecer...
Sem saber ao exato o que pôr na minha tela.
Do céu negro, a lua e as estrelas começo a recolher.
E lembro-me do dia em que a vi chorando na janela...

Quando vejo, o céu é cinza cor de tempestade.
E manchas aparecem distorcendo a pintura.
Trovões surgem rompendo a tranqüilidade...

Mas o dourado sol assusta a tempestade escura.
Pintar o céu é um prazer que me foi dado.
Realizo-o com prazer, ignorando não ser lembrado...


-Namur...

Vai e talvez volta

Como é melancólico o monótono movimento do oceano.
E como é tão fundamental para inúmeras realizações.
Quando sua água gelada toca meus pés me sinto humano.
Sensação que não há como mostrar ou dar descrições...

Percebo com o tempo que o oceano é como o meu amor.
Além de sua enorme beleza e de seu invejado tamanho.
Assim como o oceano ele tem sua maré, não é estranho
Que talvez ele vá e volte, ou que vá para evitar a dor.

Ultimamente é como se os dias fossem noites sem fim...
A maré ao invés de trazer às ondas as leva embora...
Sinto meu oceano sendo levado para longe de mim.

Noites escuras levam você para longe sem demora...
Desejo que a noite vire dia para que a maré volte.
E traga de volta o meu adorado e invejado oceano.

-Namur...