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sábado, 25 de maio de 2013

Fome de vida


Andava absorto em pensamentos, e parei.
Parei para olhar as coisas que em mim moldei.
Moldei, sem saber ao certo o que estava fazendo.
Fazendo surgir futuras cicatrizes que foram nascendo.

E no fundo, não me importam nem doem mais.
Não fazem tanta diferença, se parar para pensar.
Mas no subconsciente, latejam forte demais.
Medos, inseguranças e defeitos surgirão se pensar.

E a cada decepção, eles vão se alimentando.
Alimentando de vida, e de lembranças passadas.
Então, lentamente, um sorriso torto vai se formando.

Moldes são fortes como muros altos de concreto.
Onde para derrubá-los, só com as próprias mãos.

Cimento, pedra, tijolo, carne, sangue, sorriso.

Jardim de Almas


Tenho procurado não pensar em mim.
Não pensar em felicidade.
Não pensar em coisas boas e afins.
Não pensar em nada, de verdade.

Tenho procurado ocupar minha mente.
Para fazer o tempo passar.
Para fazer isso tudo passar.
Pra fazer a vida passar menos dolorosamente.

Se me perguntas por que faço o bem,
Direi que é para trazer a felicidade para alguém.
E quem sabe, roubá-la um pouco para mim.

Se me perguntas por que ter um jardim,
Direi que é para trazer a felicidade para alguém.
E fazer dessa felicidade, a minha também.