Pesquisar este blog

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Soneto Incomum

"E de repente encontrava-se perdido,
Sem razões para lutar e continuar.
Cercado de erros e por eles iludido,
Caminho desvirtuado, a morte antecipar...

Não sabendo qual lugar o aguardava,
O fez sem hesitar, esperando o fim.
Quando presente se fez, descobriu que não amava
A si mesmo, manchando de sangue o próprio jardim...

Não se comparam dores. Na vida ou na morte
Não existe quem nunca as sentiu alguma hora,
Independente que seja fraco, ou forte...

E os ventos assopram e  não vai embora...
A solidão nunca o deixou sozinho,
E o sofrimento jamais o deixou sem carinho..."


domingo, 10 de abril de 2011

Meu poema de nós dois


São em noites como essa que os desejos invadem a mente,
Enlouquecendo os mais fracos, enganando os mais fortes...
E em devaneio meu, sussurros assopram que estou carente,
Esperando que alguém pergunte como estou, -Sem sorte-

Alguém que me faça estar caso não esteja; que revitalize
Esse corpo sórdido; que toque a alma sem encostar
Num simples gesto de olhar; quero alguém que realize
Não meus sonhos, mas que realize o meu desejo de amar...
(Pessoa)

Mas que não seja pela metade, disperso
Quero o amante, o amor verdadeiro, constante
A razão minha de estar neste universo
A respiração que não demora, ofegante

Que sua voz complete a desejada minha
Pele que vista meu frio e aqueça
Que não mais me deixe sozinha
Chegue amor, fique... permaneça.
 (Vanessa)

Poeira e ferrugem



Há seis anos comprei um violão na loja da esquina.
Hoje passo e o olho de soslaio, lembrando do passado:
Sentado na varanda, tentando chamar a atenção da menina
Com olhos doces, com cabelos soltos, a qual me deixou apaixonado...

Hoje vejo meu reflexo em meu negro violão cheio de poeira,
Passo o dedo e vejo sua cor viva, coberta com o passar do tempo...
Sinto-me como ele, abandonado, fracassado, sem maneira
De recomeçar, com as cordas enferrujadas, pelo úmido momento

Em que gotas de chuvas caíam de meus olhos sobre ele em meu colo,
Enquanto a menina passeava sem sequer perceber a minha presença...
Mas hoje resolvi dar um trato no meu violão, renovar as cordas, a poeira

Retirar... Comecei a aprender a dedilhar, e já faço meu predileto solo.
Está tudo novo, cordas novas, cor nova, tudo que poderia fazer a diferença,
Exceto uma coisa, talvez a mais importante...  Ela, que se foi por inteira...