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sábado, 14 de novembro de 2009

O real em minha mente

Tão linda como a branca e maravilhosa Lua.
Tão macia e perfumada como uma pétala de rosa.
Tão perfeito é tocar na tua desejada pele nua...
Que me perco nesta louca latente linda prosa.

Tão gélida como a neve na doce manhã de inverno.
Tão sensível como a mais cara e rara porcelana...
Tão exato como o meu amor que será sempre eterno...
Tão impossível de aceitar que és apenas mera humana...

Tu és o sol do meu limitado e pobre sistema solar...
Tu és o raio de sol que toca meu rosto na manhã.
Tu és a única deusa mortal que consigo admirar...

Tu és como uma estrela nova, uma estrela anã.
Consegues brilhar tanto apesar de sua frigidez.
Só não consegues impedir de que a conquiste mais uma vez...

- Namur...

Frenesi

Finalmente agora eu sinto meu coração fundente.
Após tanto tempo vagando em intensa gangrena,
Deixo esta em que estão os iludidos inocentes...
Não serei mais um no qual a dor envenena...

Agora nasceu meu júbilo em que a vida há de compadecer...
Cansei de entre os homens viver sempre injuriado...
Agora, sinto-me impotente, sem saber o que fazer...
Cansei de entre as mulheres, viver sendo ludibriado...

Dúvida esta que surge temendo o sonho ser ilusão.
Dúvida essa que faz meu peito aceleradamente fulminar.
Será que tudo isso não é mera vertigem do meu coração?

Caso me engane, vida mórbida esta irá novamente me cruciar.
Caso me engane, a água vira vinho e me afogarei em meu cruor.
Será que novamente, outra vez serei cominuído pelo amor?

- Namur...

Fim da espera

E agora bate à porta
Aquele por quem estive esperando
Senti a alegria outrora morta
Confesso que medo tive de estar sonhando

Mas aqui estás sorrindo
Estendendo-me a mão como presente
E a angustia de sem ti viver sumindo
Como escuridão espantada pelo sol reluzente

Esse meu amor chegou como flecha
Acertou meu coração com completa suavidade
Sarando a ferida que agora fecha
Completando o meu alvo com felicidade

Finalmente aqui estás
Meu amado ser importante
Sinto um alívio com tua paz
Pois o teu amor meu torna a alegria um prazer constante.

- Vanessa.

Soneto revelador

E então com a mente vazia eu inicio esse poema.
Como a árvore em estado de crescimento, tu és o floema.
Um diferente dos demais, tal que sua função é a inversa...
Não me restando opção a não ser esperar essa perversa...

Perversa resposta que para minha alma traz agonia.
Consolo-me nestes versos e afogo-me na poesia,
Esta em que contigo posso viver qualquer aventura.
Não a verdade crua em que tu és a doença sem cura...

Doença essa em que de nada tudo quero sem paciência.
Doença essa que com uma lufada levou minha inocência.
Doença essa que apesar de me matar desejo mais e mais...

E do meu cruor nasce uma dor que não me da paz.
E do meu cruor nasce uma rosa linda e bela.
E de todo meu amor, coloco essa em sua janela...



- Namur...

Trovões

Inutilmente eu contava horas para te encontrar...
E meu céu agora negro com nuvens tão densas...
O azul se foi como o brilho do teu lindo olhar...
Agora nada me resta além de noites extensas...

Trovões rasgam o céu com o som ensurdecedor...
Tão rápidos que meus olhos mal conseguem ver...
Lembro-me das noites frias em que trocávamos calor...
E de muitas outras que certamente tu irás esquecer...

Alguns romances são como trovões que atravessam o céu.
Em seu início é tão brilhante como um lindo diamante.
E como um relâmpago ele desaparece destruindo o véu...

Após vem o grito de raiva que sai do peito arfante...
Perdido está meu confuso e tosco coração,
Se este não passou de mais um mero trovão...


-Namur...