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sábado, 25 de junho de 2011

No nefir



Dias ruins todos já tivemos, ou teremos. Mas dias negros, estes sim,
São poucos os que podem dizer algo a respeito. Há um lindo som
O qual ecoa por dentro as vozes das pessoas, um eco sem fim;
Onde se escutam as asas batendo, gritos inaudíveis, e um tom

Avermelhado escorrendo pelo corpo, invisível aos olhos de quem assiste,
Nítido aos de quem sofre. Poucos sabem como é de fato, o tão famoso.
Não é cavernoso, nem com demônios, muito menos quente, mas triste.
Cada um com o seu, sabendo pessoalmente onde e como é doloroso.

Está em nossas mentes, a todo instante, tão perto e ao mesmo tempo longe.
Impossível de se ver, impossível não se sentir. Quando anjos roubam a esperança,
Com suas espadas reluzentes, e quando as igrejas pegam fogo fogem os monges.

O medo os consome, o fogo os condena. A mente queima, e a lança
Permanece incrustada na pútrida carne. A fé esgota-se e a insensatez
Domina. Anjos trazem paz, caos. Dias como este, terás uma vez.

.

Ela


Sei que ela tem altos e baixos, vai e vem, e no final dizem dar certo...
E ainda escuto dizerem; quão bom é o calor do sol numa manhã de inverno,
Ou como é abraçar aquele alguém que nos provoca taquicardia, mesmo perto
Não estando; Provar deste sentimento amargo e gostoso que reza ser eterno.

Sentir ódio de si mesmo por se apaixonar sempre pela pessoa errada,
Simultaneamente, alimentar esperanças repletas de adrenalina.
Ter a sensação de conquistar os sonhos de maneira sempre desejada,
E rezar sempre que fraquejar e surgir a tão desesperadora neblina...

Quão bom é poder deitar-se sobre a cama e cair nos braços do sono,
Sem nada em mente, simplesmente pensando estar imune de pesadelos...
Acordar e ver ao redor que tudo está como antes, sem abandonos.

Pode até ser verdade, viver sem ter medos ou enfrentá-los... Um apelo
A Deus sempre alivia a alma, desde que se acredite que Este sim existe.
Não é que ela não me atraia, o problema todo é que eu sou triste.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Linhas duvidosas da decepção



Imagine um lugar plano, com uma grama verde e rasteira;
Onde há árvores cujos galhos quase alcançam o chão,
E em seus troncos, há uma espécie de cipó verde na madeira,
Estes se estendem pelo tronco, sem motivo ou razão...

Céu cinza, vento suave, o qual derruba folhas sobre meu cabelo,
Tocando minha alma com sutileza, fazendo as feridas arder;
A mata atrás de mim parece chamar-me, induzindo-me ao pesadelo...
Sentado na grama, segurando o chão para não me perder.

Semanas apagadas de minha memória passam como flashes,
E dias inesquecíveis foram esquecidos, momentos comuns
Lembrados; e o som o qual surge do cipó quando se meche,
Meche com meus ouvidos, e a cabeça sem sentido algum...

Encontro uma pedra suja de musgo, faz-me lembrar
Que por mais gélida e sem forma, o musgo inda está com ela...
Jogo-a para longe, na tentativa falha de outras coisas expulsar,
Inutilmente, como se do cravo, a rosa cor de canela...

Raios de sol encontram uma brecha por entre as nuvens densas,
Indo de encontro à grama úmida, dando vida, aquecendo a alma...
Lembrando-me como fora o dia no qual era a escuridão imensa,
Disposto a desperdiçar tudo, imprudente, por falta de calma...

Por ver tudo em preto e branco, sem movimento talvez,
Questionando-me o porquê de acordar do sono,
“Por que não havia chegado ainda a minha vez?”,
Eis um porque que até hoje me tira o sono...

O sol se põe, e a chuva começa a se mostrar forte,
Molhando a grama, a pedra, alimentando o musgo verde,
Umedecendo minhas roupas, tirando-me a sorte,
Misturando chuva com lágrimas; mostrando-me o auriverde

De seus cabelos longos, entre sorrisos mudos, olhares de soslaio,
Cheiro de rosas do campo, e pele macia como veludo...
E dos seus olhos, tiro a dúvida... Dar-me-ia o sol um raio?
Parto de lá, e em casa, ainda no chuveiro quente, lembro de tudo...

A esperança não decepciona.” Rom.5:5



-Será mesmo?-