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sexta-feira, 22 de julho de 2011

Dias noturnos


 Há dias em que o sol não aparecerá no céu,
A lua estará coberta pela neblina, sem luar,
E as estrelas estarão escondidas pelo véu
Da noite, sem luz, sem ter o que nos guiar.

Há dias nos quais parecerá tudo confuso,
E uma única lembrança boa, pode ser
A solução, uma coisa pequena, besta, sem uso...
Mas nem todos têm o que lembrar, mas o que esquecer.

Dias como esses, a esperança parece não existir,
Cresce a agonia, a gente diminui de tamanho,
Se questiona o porquê das coisas, com torpor.

E o desejo de encontrar aquilo que desejamos antes de dormir,
Ganha força, arrancando pedaços, alimentando o vazio estranho
O qual esperamos, de alguma forma, ser preenchido por amor.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Calor ou frio?


Para que esconder de todos, quem você realmente é?
Nem sempre ter personalidades diversas podem ajudar,
O importante é saber quem você é sem perder a fé.
Nem todos entendem o que se passa, e nem sempre mudar

É a melhor opção; mas então o que fazer? Simplesmente
Aceitar os fatos, como quem não tem escolha?
Não adianta fingir ser o que não é, porque o que se mente
Uma hora virá à tona, magoando todos da sua bolha.

Esqueça os ditados e as frases de clichê, são todas idiotas.
Quem não aprende com o passado não sabe viver
O presente, então nada de esquecer as antigas lorotas.

E sim, pode ser tarde demais para certas coisas acontecer.
Iludir-se é perda de tempo, é cômodo ao fácil, ao calor...
Quem sente frio sabe como é sofrer por amor.

Por que a felicidade de um está condicionada ao sofrimento de outro?

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Correntes invisíveis


Será que você sabe o que é estar acorrentado a alguém
Sem ter forças pra lutar contra o que sente vontade?
Como se estivesse à beira do abismo, e não visse nada além
De dúvida, na presente agonia que divide em duas metades

Aquilo que bate no peito, entre o tudo e o nada
Perto demais de desmoronar, perto demais de consolidar
O que tanto se deseja se pensa se preza, se mata?
Será que você sabe realmente o que é amar?

Como é olhar nos olhos teus, sentir agonia em não te ter,
Sentir o cheiro teu, afogar-me no mar de sonhos sonhados,
E lembrar-me de quão lindo é teu cabelo, com tua pele macia...

Como seria se fosse possível conjurar um amor sem perder
O sorriso verdadeiro; sentir o toque dos lábios teus nos meus;
Como seria não ter que se preocupar em esperar, todo dia.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Cortinas fechadas



Imagine-se na aurora, num cômodo de uma casa
Sentado numa poltrona, com um abajur pouco iluminador
Atravessando-a, sentindo cicatrizes em brasa
Usando como morfina, o álcool um tanto que animador

O qual não pára no copo, acompanhado da fumaça
Oriunda das pontas de cigarro que repousam no chão
Ainda acesas, conduzindo pensamentos de graça
Até o lugar onde o vazio dentro de cada um reina de imensidão

Lar da agonia, prisão de nossas mentes, cansadas de vagar
Sozinhas, a procura de alguma solução, algum fim
Algum basta que sele esse vazio, em cada um de nós
Mas nada parece surtir efeito, talvez pela dor de amar

Uma estranha, talvez por não se amar, um serafim
Corta as asas, abre mão da eternidade por entre os sóis
Do paraíso, como quem abdica da vida por amor
Para viver no frio das sombras, a espera

De um único momento o qual traga um pouco de calor
Traga um sorriso tão bonito como a primavera
Onde o silêncio termina, sem precisar de morfina
Marcando a vinda dela, do cômodo, abrindo a cortina.