Pesquisar este blog

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Subimerso

De uma hora pra outra é como se meu peito ficasse vazio,
Como se me invadisse a tristeza e tomasse conta de mim.
Derramando lágrimas inocentes formando um longo rio
De perguntas e sofrimentos que não consigo ver seu fim.

Há poucos segundos pensei que não conseguiria escrever,
Afinal, não sei os motivos pelos quais estou aqui agora...
Não sei o motivo pelo qual ainda respiro. Foi-se embora
Minha força, não sei mais pelo que lutar... Como trazer

De volta a minha alma ao meu corpo febril desamparado?
Mostre-me Oh Deus, mostrai-me vossos caminhos de luz
Que me guiarão para outro lugar, onde seja reanimado

Para vida, para que a veja não como minha cruz,
Mas como fonte de esperança que irá completar
O vazio, trazendo de volta o brilho a este lugar.



Imerso

Sinceramente já não sei mais o que escrever
Nessas linhas que gostariam de me calar
Ao menos por um tempo, sem ter de escutar
As idiotices que eu penso, que eu tento esquecer.

Quanto mais tento fugir, mais o motivo pelo qual,
Surge em minha mente, relembrando-me do desejo...
E quanto mais tento fugir, a dor mais se torna real,
E só aumenta a vontade fugir para ter teu beijo...

Quanto mais relembro, mais a carne não funciona.
Quanto mais penso, mais as coisas não fazem sentido.
E quanto mais mais, menos. Assisto na poltrona

Uma noite se tornar dia, um copo se esvaziar, um homem iludido.
Quando a última estrela sumir do céu, para longe irei correr,
Fugir, deixar para trás tudo aquilo que o tempo não me fez esquecer.




domingo, 19 de setembro de 2010

A mentira mais bela: Amor

Não sei por onde começar, mas já não me controlo.
Não entendo mais o que sinto, se é bom ou ruim,
Se é ilusão ou verdade. Quanto mais tento mais embolo
As linhas que me levam à realidade de um poço sem fim.

Procuro fragmentos que possam me libertar
Da solidão, das lágrimas, dos pesadelos incontáveis;
Buscando nelas, o que nunca sei se irei encontrar.
Por que então continuar estes versos imensuráveis

Nesta noite que certamente será eternamente
Longa, repletas de gritos em meu peito, de arranhões
No piso do quarto, choro sufocado no travesseiro

Encharcado? Não sei mais se tudo isso é fruto da mente,
Ou se é da visão que tenho de mim e minhas aberrações
Que sem dúvidas a leva de mim, matando-me por inteiro...

Busco nelas o que sei que não irei encontrar,
Por simples desencargo de não ter tentado...
E a cada boca, só consigo os olhos fechar,
E sentir-me vazio, traído e enganado...

O que sinto não tem definição, não tem conceito
Que diga o que é, não tem cura, não tem explicação.
Falho erroneamente tentando achar um único defeito
Em teu sorriso, na tua pele, em teu todo de tentação.

É tarde demais para negar o que ela se tornou pra mim.
É tarde demais para buscar um caminho cuja volta
Não existe mais, e que não quero encontrar sem um ‘sim’

Para esse sentimento não correspondido pela revolta
Que o destino me trouxe. Não adianta mais fugir da dor,
Não adianta mais esquivar dos fatos que comprovam o amor.


-Namur ...