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sábado, 13 de junho de 2009

Astros não possuem corações

Somos como o Sol e a Lua. Tu és o Sol,
Eis a Lua. Quando você está a nascer,
Recolho minhas estrelas do horizonte, meu lençol.
Quando você está no céu, brilhando de prazer,

Eu estou quase invisível, logo ao outro lado do planeta.
Quando eu estou no sombrio céu da noite, você desaparece.
Por ter minhas quatro fases, quase sempre você me acha careta.
E somente apenas com datas marcadas, nosso eclipse acontece.

Nosso encontro não acontece há décadas...
Assim como das mais belas rosas, as pétalas
Hão de cair. Tais como dos lindos botões

Tornar-se-ão um dia, rosas. E destas rosas,
Suas pétalas hão de cair. Astros não possuem corações,
Por isso tu és, comigo, tão irrevogavelmente maldosa.


- A Lua.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

A descoberta do amor

Uma vez, algo estranho nasceu. O amor.
Ele nasceu tão despercebido que ninguém
Sequer desconfiava que ele fosse mais além,
Do que um simples e inexplicável momento de dor.

Com o passar dos dias, ele foi aumentando.
Quando encontrava teus olhos, ele disparava.
Quando sentia tua voz, ouvia teu cheiro; surtava.
Com certeza o amor devia estar se enganando.

Porém, não estava. Sentia-se na alma,
O desejo imensurável de encontrar-te.
Tua ausência era somente mais um trauma.

Não importa para onde o amor vá, em toda parte
Ele encontra uma maneira de ti se lembrar.
E eu, sempre encontro uma nova maneira de te amar.

- Como sempre, Omar.

Soneto vermelho

Quando começo a escrever,
O papel não pára de sangrar.
Eu tento poder conter e
Só consigo em seu sangue, me afogar.

Quanto mais eu o rasgo, mais está a escorrer...
Isto aqui já se tornou um mar de tanto sangrar.
E eu nado, faço de tudo para na superfície me manter,
Mas há uma força que me deseja ver afundar.

Não há mais com o que se preocupar.
Daqui a pouco não precisarei respirar.
Assim terei finalmente meu silêncio.

E o Anjo da Morte virá buscar minha alma,
Se é que eu a possuo dentro desta podre e
Medíocre carnificina ridícula que sou.


-
...

Não há sol todos os dias

Por onde anda aquela tua esperança?
O sol hoje nem sequer apareceu no céu.
Nem lhe dei a aliança e tu já puseste o véu.
Quando o céu está cinza, o sol descansa.

O tempo começa a esfriar...
E a nossa pobre melancolia,
Entre o silêncio está a brotar.
Gotas de chuva caem em sincronia

Com nossas lágrimas. E o frio não cessa.
Sinto meu coração como uma pedra de gelo.
E a última gota que está a cair, se apressa.

E então eu descubro teu rosto do teu cabelo.
E o sol mais uma vez descobre o céu da tempestade.
E eu descubro que é teu amor minha necessidade.


- Omar.

A garota e o coração

Era uma vez uma garota e um coração.
Quando para perto de mim se aproximou,
Seu lindo e pequenino coração de porcelana
Começou a rachar, e quando me dei conta, se quebrou.

Tento de todas as formas juntar seus pedaços...
Mas o vento chegou primeiro e levou tudo fora.
Como se ele estivesse entre meus protetores braços,
E de repente, de alguma maneira, estivesse indo embora.

Agora só resta uma garota sem coração.
E o monstro que dela o arrancou,
Permanecerá, à noite, na escuridão.

E o monstro que este soneto começou,
Há de permanecer destruindo corações.
E para cada pequenino coração, duas canções.


- O Monstro.

2 minutos

Responda-me sem demora.
O que fazer se falta inspiração?
Depressa, antes que chegue a aurora
E me imponha à iluminação.
(Vanessa)

Responda-me sem demora.
O que fazer quando se engana?
Depressa, antes que agora
Eu me engane em relação a quem me ama.

Responda-me sem demora. {...}
Já se passaram não horas,
E também não dias. Talvez um ano.

Tua demora acabou com meu plano.
Mostrou-me que não adianta esperar
Por algo que de sonhos, não se pode conjurar.
(Omar)