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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Último dia

Nem todos conseguiram chegar até este dia.
O último dia do ano chegou e não voltará mais.
Hoje é o fim de doze meses de luta e de agonia
Que muitos conseguiram conquistar a sua paz.

Um ano que não será esquecido por mim.
Onde lutei, fui derrubado e consegui levantar.
Ano de altos e baixos com dores sem fim...
Por mais difícil que seja não conseguirá se não tentar.

Ano de superações, por mais que sejam sem valor...
Ano de experiências novas a cada novo amanhecer.
Ano de paixões, onde confundi a paixão com o amor.
Ano de paciência, pois, é preciso de tempo para acontecer.

Dois mil e nove foi um ano com grandes perdas.
Seja família, amigos, sonhos, amor, esperança...
Quando não podemos ir à direita, vamos à esquerda.
Desistir é fácil, ignorar também, e aceitar cansa...

Cansa a mente, cansa a alma, cansa o cansaço.
Mas a vida continua e só para na hora certa.
Anos difíceis são como amargos pedaços
De dor que um dia passarão da memória esperta.

Reserve uma hora das oito mil, setecentos e sessenta.
E reflita sobre o que passou e não cometa os mesmos erros.
Progrida, é para subir um degrau com calma, por que não tenta?
Para que se sentar nele e assistir novamente ao fúnebre enterro?

Viva, respire, sorria, ria, chore, sonhe, cresça, aprenda.
Mude e faça tudo o que quiser apenas não se arrependa.
O arrependimento só atrasa a mudança constante.
Então não desista, insista! Faça melhor nesse ano iniciante.

- “Os momentos ruins, a dor, o sofrimento, a tristeza, lágrimas, derrotas, sangue derramado. Dois mil e nove passou, e tudo isso deverá passar com ele. Faça de dois mil e dez um novo ano novo.”

-Namur.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Soneto da lembrança amarga

Tão dolorosa é a dor que o nosso corpo sente.
Mas não chega aos pés da dor de um coração doente.
Fizestes o que um dia eu previa que acontecesse...
Eu sabia que sabia que tu sabias que a dor nascesse...

Dei meu mais puro amor com gotas de sangue.
E agora ele fede tanto quanto um podre mangue...
O cheiro de sangue podre infesta o meu nariz.
E meu coração de pedra se quebrou como giz...

Como pode o amor ter me dado a vida e a tirado?
Como pode ser que ao amor eu tenha matado?
Como pode ser que palavras doam mais que a dor?

Mostrastes a mim o caminho de volta ao meu abismo.
Não luto contra, e perco-me, afogo-me em puro torpor.
Tento entender o porquê de tanto inútil sentimentalismo...

-Namur...

Graça é o nome da rosa

Amor meu era uma linda e vermelha rosa.
Disseram-me que era o amuleto da dor.
Eu apaixonadamente afoguei-me na maravilhosa
Utopia que no inicio parecia o mais puro amor...

Sangue meu derramado és pelos espinhos...
Ao que me parecia perfeito demais provou o contrário.
Órgão meu que me dá vida se desvia do caminho...
Os últimos suspiros chegarão e acabarão com o otário.

Tivestes meu amor em tuas pétalas macias...
Agora joga-me no abismo o qual eu a retirei.
Restaria correr atrás, mas não quero estes dias

Interferindo em meus gélidos e sangrentos pensamentos...
O que um dia foi um doce sentimento hoje é amarga lembrança
... Por me agarrar tão forte a rosa, sangrei ao ponto do fim.

-Namur...

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Pintor de céus

Sou o homem que diariamente pinta o céu.
Troco as nuvens de lugar, dando uma cor.
Uma pra lá, outra pra cá e o sol cor de mel.
Desenhar o entardecer não é pra qualquer pintor.

Momento mais indeciso é o do amanhecer...
Sem saber ao exato o que pôr na minha tela.
Do céu negro, a lua e as estrelas começo a recolher.
E lembro-me do dia em que a vi chorando na janela...

Quando vejo, o céu é cinza cor de tempestade.
E manchas aparecem distorcendo a pintura.
Trovões surgem rompendo a tranqüilidade...

Mas o dourado sol assusta a tempestade escura.
Pintar o céu é um prazer que me foi dado.
Realizo-o com prazer, ignorando não ser lembrado...


-Namur...

Vai e talvez volta

Como é melancólico o monótono movimento do oceano.
E como é tão fundamental para inúmeras realizações.
Quando sua água gelada toca meus pés me sinto humano.
Sensação que não há como mostrar ou dar descrições...

Percebo com o tempo que o oceano é como o meu amor.
Além de sua enorme beleza e de seu invejado tamanho.
Assim como o oceano ele tem sua maré, não é estranho
Que talvez ele vá e volte, ou que vá para evitar a dor.

Ultimamente é como se os dias fossem noites sem fim...
A maré ao invés de trazer às ondas as leva embora...
Sinto meu oceano sendo levado para longe de mim.

Noites escuras levam você para longe sem demora...
Desejo que a noite vire dia para que a maré volte.
E traga de volta o meu adorado e invejado oceano.

-Namur...

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Perguntas ao vento

Quem sou eu para poder mudar o passado?
Quem sou eu para poder mudar alguém?
Quem sou eu para acabar com um sonho sonhado?
Quem sou eu para citar o que é do mal e do bem?

Quem sou eu para acreditar que há inocência?
Quem sou eu para ser o vilão da tua história?
Quem sou eu para acabar com a tua prepotência?
Quem sou eu para apagar o passado de tua memória?

Quem sou eu para negar o rigor do meu destino?
Quem sou eu para separar verdadeiramente o errado do certo?
Quem sou eu além de um surdo, medroso, e sujo menino?

Quem sou além de quem procura o caminho mais perto?
Quem sou e quem serei quando o pesado tempo passar?
Quem sou e quem hei de ser quando o sonho ou pesadelo acabar?

-Quem sou afinal das contas?

Sou aquele quem faz perguntas ao vento... Perguntas que são levadas... E as respostas, jamais trazidas...”

Após o fim, o novo começo

Há demônios tão sufocantes como o enorme mar.
Há motivos para deles, medrosamente fugir...
Pois por que valeria se arriscar e se afogar?
É tão mais fácil de tudo e todos sucumbir...

Quando os enfrentamos sentimos insegurança...
Sentimos medo. Não sei dizer do que exatamente.
Fazem-nos sentir pequenas e inocentes crianças...
Torturando amargamente nossas pobres mentes...

Fazendo-nos implorar pela grande salvadora, derrota.
Dilaceram nossos corações como o fogo a madeira...
Por todo instante, adoram nos ver como idiotas...

Porém ontem, derrotei o meu de alguma maneira...
Vejo que o maior se fora, e que há outros ao redor...
O resto é somente resto, e sei que já passei o pior...

-Namur...

Quando nos iludimos ter somente um problema e o derrotamos, vemos que há outros... Não são tão grandes como aquele, mas sempre há outros... Quando derrotamos o maior demônio, parece que encontramos o fim... Mas este grande se fragmenta e gera outros pequenos demônios. Não são tão perturbadores como o maior, mas às vezes dão um trabalho... Trabalho curto, não tão difícil de realizar. ”

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Queijo

Não sei por que, mas quando penso em você penso em queijo.
É uma palavra que rima com o que eu adoro te encher...
É engraçado como eu penso nas coisas... Como penso no seu beijo...
Vejo desejo no queijo que teu beijo o melhor do vilarejo há de ser...

Como poderia esquecer que no meio da pista há um cone?
Amo a tua cor de queijo minas como rato queijo na gaiola...
Mas de mim você me tornou um queijo provolone...
Que futuramente certamente me tornaria um gorgonzola...

E meu ódio nasceu e derreteu e virou requeijão...
Meu queijo agora é macio e fácil de passar no pão.
Não é mais queijo mussarela que é quebradiço...

Mas a inveja contra meu queijo lançou um feitiço...
E em meu queijo eu vejo que toca sertanejo...
É um queijo do interior, interior do coração que desejo...


-Namur...


Dedico esse poema para alguém que me disse tudo quando precisava... E ele disse: QUEIJO!
O nome dele, Murillo.

Cão sem dono

Sinto-me o cachorro largado, sem dono...
Numa noite de chuva, sem ter pra onde ir...
Todos me largaram, e vivo o abandono...
Não tenho casa, não tenho onde dormir...

Eu passo e não me chamam, pois não tenho nome...
E vou vagando na noite como um cão vagabundo...
Busco um pedaço de pão para enganar a minha fome...
Tomo banho de chuva, mas continuo imundo...

E essa procura sufocante por um lar...
Só aumenta a dor que é nunca encontrar...
Madrugada que parece nunca encontrar o fim...

A fome aumenta e derrubo algumas latas de lixo...
Mas não encontro o que consumir, e assim,
Sinto-me um vagante vagabundo, verdadeiro bicho.


-Namur...

Amor... Fé demais...

É ruim saber que um dia fizemos alguém descer...
É ruim saber que um dia fizemos alguém sofrer...
É ruim saber que um dia fizemos alguém esperar...
E é ruim saber que um dia não poderemos mais ajudar...

É angustiante te ver diante de mim, parada...
É atormentador te ver diante de mim calada...
Como se morasse num distante e vazio vilarejo,
Como se estivesse sempre à espera de um beijo...

Precisei um dia que alguém me desse um abraço...
Precisei um dia que me ajudassem a encontrar o pedaço,
Que em mim faltava para poder encontrar a felicidade...

Que em mim martelava por sempre sentir saudade...
Não sei o que faço já que sou a fonte de toda a dor...
Não sei o que faço já que eu perdi a estrada do amor...


-Namur...

Sangue de sofredor

Engraçado como a felicidade é tão frágil...
Demoramos às vezes uma vida inteira,
Para numa hora ela ir embora fácil...
Mas de qualquer maneira,

A dor sempre destrói a felicidade...
E a felicidade inibe momentaneamente a dor...
Um único segundo sem piedade,
É o suficiente para acabar com o amor...

E madrugadas passamos sem dormir...
Perdemos noites derramando dores,
Implorando para a dor sumir...

Derramamos sangue puro de sofredores...
Tememos que não se inicie a matança,
Pois já não temos o que chamam de esperança.

-Namur...

sábado, 19 de dezembro de 2009

- IDA

Verás algo que não entenderás nestes versos...
E que talvez não goste de palavras sofridas...
Já que no mar de mágoas estou submerso,
Aqui não há mais porque surgir novas feridas.

Porquanto que esperes sarar a cicatriz,
Onde verás que não é pútrida a velha vida.
Reconheço ser complicado entender o que fiz...
Que sinto logo após ver a realidade cuspida...

Um dia espero não me tornar um louco suicida,
Espero também poder ver a verdade não distorcida...
Recorte de sua memória a minha chegada e partida...

Interponha-me nos seus medos e encontre a saída.
Minta para mim e diga que não se sente dolorida...
Até que ponto permanecerei nesta rima puída?


-Namur...

Reflexo funesto

Nada é possível de se perder quando não se tem tudo.
Ao que me parece estar perdido numa gélida floresta,
Onde eu não vejo meu reflexo humildemente mudo...
Veria talvez se não tivesse tamanha doença que me infesta.

E quando encontro a saída busco rapidamente um espelho,
Júbilo falso que mata enfiando em minha garganta a garra...
O que muda é que nada muda... Pego meu inútil aparelho,
Resplandecendo como prata, cano longo como barra...

E como não esperava, vejo o reflexo em meu cruor...
Florido é o jardim o qual avisto sem muita demora.
Lentos são os meus passos para perto de quem me adora.

Espero que piedade tenha de mim o glorioso Senhor...
Xingo por fazer de tudo para ver meu pobre reflexo...
O que não vale à pena, e só há de me deixar perplexo...


-Namur...

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O amor existe para se amar...
Amar algo ou alguma pessoa...
Mesmo que não o veja pairar,
O amor nunca fica a toa...

Reprima-o e veja o que é a dor...
É normal sofrer sem querer se culpar...
Parte da natureza a culpa ser do Senhor...
Apesar de o culpado não se enxergar.

Resta ao resto não cair à tentação...
A ilusão é sempre a mais procurada.
A realidade é sempre a mais rejeitada...

Mesmo sabendo estar enganando o coração,
As pessoas preferem se enganar e viver o irreal,
Responsabilizando-se pelo que um dia será fatal...


-Namur...

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Meio Amargo

É tão negro, é tão delicioso como o chocolate meio amargo.
Que a boca antes doce, com o tempo, torna-se amarga...
Meu vazio é tão negro, e com o tempo se torna mais largo...
E o tempo torna cada vez mais pesada a minha carga...

Diferente do chocolate, o vazio não termina...
E ele se funde ao chocolate e me alucina...
Deixar-me-ia largado no chão tendo uma overdose,
E para não sentir o vazio, peço-te mais uma dose...

Assim como meu coração o amor sempre parte,
Eu quero me afundar nesse nosso chocolate...
Chocolate negro, como as tuas lembranças...

Que a minha deliciosa e dolorosa esperança,
Foi como comer chocolate, foi bom de destruir...
Agora vejo que essa overdose para sempre me fará dormir...


Seria o chocolate um meio amargo? Ou seria meio amargo um chocolate?


- Namur...

sábado, 12 de dezembro de 2009

Um doente otimista

Na vida é imprescindível a presença da amizade...
E nela não somos capazes de viver sem o amor...
Já que isso é o que todos dizem, deve ser verdade...
Não precisamos aprender a viver com a dor,

Basta saber lhe dar com ela nos momentos exatos...
E eu não encontro as amizades e nem o amor procurado...
Meus desejos inúteis já não correspondem aos fatos...
E já estou farto de ter que esperar por algo não esperado...

Minha paciência foi embora junto com a esperança...
E em meu peito o amor já cravou a sua dolorida lança...
Que meu pobre coração fez lentamente parar de bater...

Não sei quanto tempo custará para me acostumar,
Pois esquecer o amor não é tarefa fácil de fazer...
Não importa meu coração, nunca deixarei de procurar...


-Namur...

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

São só palavras assassinas

Tuas palavras ferem minha’lma constantemente.
Fazendo-a sentir se cada vez menor e insignificante...
Terei que deixá-la certamente
Para que não a mate a qualquer pequeno instante.

Demoníaca és quando as solta sem pensar.
E não consigo controlar os meus sentidos...
Inúteis lágrimas descem sem parar
Relembrando o que foi gritado aos meus ouvidos...

E ninguém pode me encontrar pelos cantos...
Ninguém pode ouvir o meu inútil pranto.
Só havia uma que não me deixaria sucumbir...

Já que preciso juntar os meus pedaços,
Tentarei a todos completamente destruir...
Quem sabe, provar-te-ei não ser feito de aço.


-Namur...

Desejos de um tolo poeta

Gostaria de ser grande o bastante para te envolver...
Gostaria de ser pequeno o bastante para estar contigo...
De ser permanente em teu corpo para não me esquecer...
Mas me sinto a esmola dada ao um coitado mendigo...

Consigo ao mesmo tempo teu sangue amar e odiar...
Amo-o por deixar-te viva a cada finito e longo segundo...
Odeio-o, pois isto é algo que nunca poderei te dar.
Admiro-o, pois está contigo a todo tempo, até o fim do mundo...

Queria ser tua roupa para poder deixá-la bela...
Queria ser uma rosa em cima da tua janela,
Para poder ver surgir de teu rosto um sorriso

Ao me ver, e me pegasse para sentir meu cheiro...
Gostaria de poder te mostrar o nosso paraíso...
Gostaria de ser sempre o teu primeiro...



-Namur...

sábado, 5 de dezembro de 2009

Tentativa inútil

Eu tentei matar a dor e acabei me afogando nela...
Olho em meu dedo teu nome gravado na aliança...
Busco ao redor a tua presença e acendo uma vela...
Mergulho na bebida como um doce atrai criança...

Em meu peito tua falta abre uma dolorida cratera...
O frio chega e traz consigo a esperada melancolia...
Pensei que lágrimas não cairiam do rosto de uma fera...
E a bebida não funciona para amenizar a minha agonia...

Funciona apenas para como uma merda me deixar...
Uma merda largada no chão duro ao lado da cama...
Merda essa que sequer consegue dele se levantar...

Uso álcool para apagar de meu corpo as chamas...
E elas crescem como a vontade de te sentir...
Não consigo mais sem tu ao meu lado dormir...

- Namur...

Acorde-me do pesadelo

Nestes versos meus busco apenas o teu doce amparo...
Já que me deparei com a distância e o meu despreparo
Eu preciso de algo que me faça sentir a tua presença.
Eu preciso de algum lugar ao qual meu amor pertença.

Numa folha como esta, perfeita demais como você.
Pura como a água cristalina que todo mundo vê.
Um local onde posso me expressar sem ter medo.
Onde não há tarde demais, muito menos cedo...

E minha busca é falha, pois não é possível comparar
Tu com nenhuma outra coisa viva neste planeta...
Tu és a coisa mais bela que meus olhos podem enxergar...

És o motivo pelo qual algo estúpido eu não cometa.
E nesta noite dormirei novamente sozinho...
Sentindo a falta do teu doce e delicado carinho.

-Namur...

O envelhecer das rosas



Quem diria que um dia uma fraca e pequenina roseira
Daria rosas tão belas cujo perfume é encantador...
Toco suas pétalas macias e lembro-me de meu amor...
Lembro e relembro-me de minha rosa a tarde inteira...

Tão jovem tão cheia de brilho, tão cheia de vida...
Que sua cor é intensa, viva de um tom reluzente.
Não há agora algum outro e melhor presente
Do que para meu viver essa rosa ter sido trazida...

O invejoso senhor do tempo então começa a agir...
E minha rosa vai perdendo o brilho e a cor...
E de minha rosa as pétalas já começam a cair...

Jamais pensei que tamanha beleza iria se for...
Vejo tristemente suas lindas pétalas murchar...
E só consigo inutilmente os meus olhos fechar.


-Namur...

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

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Ser ou não justo... Quem sou eu para achar o que é ou não?
Minha’lma queimando está em tua amargurada prisão...
Trouxestes-me ao abismo somente para não ficar sozinha...
Não dão valor quando se tem algo que já se tinha...

Minha cabeça imersa está em tanto torpor e agonia...
Minha voz se esconde atrás dos gritos da prisão adorada.
Meus olhos acostumados estão a não ver mais a luz do dia...
Debaixo de tantos corpos vejo a pobre esperança soterrada.

Estes versos parecem não fazer sentido a cada momento...
Assim como não parecia que Judas trairia o amado Jesus.
E é através deles que eu crucifico o meu mórbido tormento...

Eu hei de pôr todos os sentimentos ruins numa cruz,
E hei de perdoar-te por me condenar a eternidade...
Pois tenho pena de tua inútil e desprezível maldade...


-Namur...

Caçada sem fim

“Pegue uma faca e venha para perto de mim.
Pegue-a e rasgue-o até todo o seu fim...
Abra meu peito e tire dele o que é teu...
Leve-o para bem longe o que não é meu.

Fuja e se esconda na hora da minha caça.
Pois não viverei sem o teu coração ter...
Desistir é o que não farei, não importa o que tu faça...
Sempre ao teu lado é o que farei prevalecer.

Diga-me quando um beijo de amor vira mentira
E quando ao amado a amada uma pedra atira...
Diga-me quando um amor de verdade irá acabar?

Eu vos digo que nunca... Meu amor não tem fim.
Não há fim no qual te farei um dia se lembrar...
Nunca machucarei o me doce e lindo serafim...


- Namur...

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

7 minutos

Estava tão perto... Tão perto novamente...
Tão perto de conseguir o que não quero...
Tão perto de conseguir o que eu quero...
Tão perto de me matar de dor intensamente.

Tão perto de em chamas entrar
Quanto teus olhos os meus encontrar...
Tão perto de não parar de sentir...
Tão perto de meus desejos inibir...

Eu estava tão perto de ter...
Eu estava tão perto...
Eu estava perto de te perder...

Estava perto pensando estar certo.
Estou perto de encontrar meu fim...
Estou certo de nunca te ter para mim.

- Omar Namur...

Apaguem a Luz

Ando no escuro como quem anda na luz.
E foi nele que encontrei força para lutar...
Foi nele que descobri que algo em mim reluz.
Nele eu continuo sem ter quem me guiar...

Neles meus demônios são libertos sem temor.
Não há luz ao redor para em mim terem que se esconder...
Minha’lma é então descarregada, mas ainda há dor...
Pensei que nele o sofrimento não fosse nascer...

Pensei que no escuro não houvesse desigualdade,
Mas até nele eu continuo sendo o mesmo perdedor...
Sinto-me vazio, perdendo minha felicidade

Que perto de mim nunca consigo manter...
Sinto-me perdendo todo o amor,
Amor esse que nunca irei ter...

- Omar...

sábado, 21 de novembro de 2009

Soneto do desconhecido

Nada sou para quem um dia ofertei tudo o que tinha.
Jogou-me fora como se fosse uma simples peça descartável.
Tu não és mais quem meu coração previu que vinha...
Inda assim o balançou de uma forma inimaginável...

Fizeste de mim uma mísera máquina de fazer amor...
A qualquer hora, a qualquer lugar, sempre ao teu dispor...
E minha pobre alma até hoje tu não paras de atormentar...
Fostes um demônio que minha’lma ainda insistes em torturar...

Meu sangue em tuas mãos já começa a se putrefazer...
E de mim tu já estás cansada de sempre se desfazer...
Desejo apenas que me afogue em meu sangue derramado.

Para que acabes deste modo com todo o meu sofrimento...
Para que me abandones na escuridão como algo descartado.
Para que tu esqueças que existi nalgum único momento...

-Namur...

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Nem sempre

Algumas árvores, no inverno, perdem as folhas e ficam nuas.
E quando ele passa, elas nascem novamente mais belamente.
Algumas flores só se abrem quando no céu vêem a linda lua.
Outras só se abrem quando sentem o calor do sol latente...

O inverno de tão frio que é pode chegar a queimar...
Mas o vento passa e traz uma nova e outra estação.
O verão. Necessário para aquecer o nosso coração...
Desejado por aqueles que do sol querem aproveitar...

E novamente o vento passa e leva tudo embora...
Primavera! Oh quão linda é esta quimera amada!
Flores lindas ela faz surgir, sem muita demora...

E de repente, as flores murcham e são acabadas.
E servem de enfeite para o pobre e duro chão...
As estações sempre mudam... As pessoas não.


- “As estações sempre mudam... Por que sua ordem também não mudaria?
As rimas mudam... Os dias mudam... O dia vira noite, o sol vira chuva... Folhas caem, folhas nascem diferentes... Pessoas matam, pessoas roubam... Pessoas se redimem, pessoas agridem umas as outras, pessoas são gananciosas, pessoas pensam em si própria em primeiro lugar, pessoas adquirem consciência, pessoas ÀS VEZES podem mudar... Raros são os casos em que se constata a mudança efetiva... As estações SEMPRE mudam... As pessoas não!


-Namur...

domingo, 15 de novembro de 2009

Ausência de compadecimento

Maldita seja a espera pelo que não desejo esperar.
Maldita seja minha luta contra minha relutância.
Maldito seja o momento esperado para me cruciar...
Esse que talvez dê um fim em minha ignorância...

Cansado de ter em meu peito algo putrescível...
E esta síncope parece nunca encontrar o seu fim.
E minha mente não consegue ser compreensível...
Enfrenta os fatos ignorando-os e afastando de mim...

Afogo-me em todo meu inútil e desnecessário furor...
Agoniado por tanto esperar, sem ter nada a meu favor...
O vento traz a chuva assim como o amor a minha dor.

Ludibriado por todos ao meu redor não encontro saída...
Não vejo oportunidades para acabar com essa puída...
Não vejo à hora de dar um fim e torná-la destruída...


- Namur...

Ideias controversas

De tudo há um lado ruim. Veja só dar asas para voar...
Com o tempo vemos que não podemos mais segurar...
O pior é que de nada adianta se ressentir, sentir furor...
Nem tudo que pensamos em ser bom é de fato promissor...

De que me adianta ter pernas se para meu amor não posso andar?
De que me adianta ter olhos se a meu amor não posso olhar?
De que me adianta ter tudo se de tudo nada é o que me resta?
De que me adianta ter a cura se a doença em mim não se manifesta?

Talvez tudo isso não passe de uma crônica hebefrenia...
Talvez um dia eu ainda me afogue em minha poesia...
Talvez, quem sabe, sem limitações eu sinta seu primor...

E um dia talvez eu possa ver por meus olhos seu fulgor...
Enquanto esse dia não chegar, inibirei este pensamento pungente.
Enquanto não chegar, contentar-me-ei com sua ilusão não-reluzente.


-Namur...

O corvo

Ontem a noite um corvo pousou na minha janela...
Por um momento pensei que fosse minha cortina...
Mas ele viera e em sua boca estava o coração dela...
E então, a dor chegou e até agora ainda me abomina.

Jovem demais para partir, cedo demais para sucumbir...
Triste é para aqueles que não enxergam outra saída...
Triste é para mim, ver-te durante minha vida dormir...
Desistiria dessa... Fecharia assim esta minha ferida...

Derramo lágrimas tão negras como as suas penas...
Escorrem pelo meu rosto e encontram o chão duro,
No qual estarei aqui neste quarto completamente escuro...

Seu coração frígido me traz lembranças pequenas...
Nas quais me afundam cada vez mais em meu cruor...
Não busco outra saída, senão o seu triste doce amor.



-Namur...

sábado, 14 de novembro de 2009

O real em minha mente

Tão linda como a branca e maravilhosa Lua.
Tão macia e perfumada como uma pétala de rosa.
Tão perfeito é tocar na tua desejada pele nua...
Que me perco nesta louca latente linda prosa.

Tão gélida como a neve na doce manhã de inverno.
Tão sensível como a mais cara e rara porcelana...
Tão exato como o meu amor que será sempre eterno...
Tão impossível de aceitar que és apenas mera humana...

Tu és o sol do meu limitado e pobre sistema solar...
Tu és o raio de sol que toca meu rosto na manhã.
Tu és a única deusa mortal que consigo admirar...

Tu és como uma estrela nova, uma estrela anã.
Consegues brilhar tanto apesar de sua frigidez.
Só não consegues impedir de que a conquiste mais uma vez...

- Namur...

Frenesi

Finalmente agora eu sinto meu coração fundente.
Após tanto tempo vagando em intensa gangrena,
Deixo esta em que estão os iludidos inocentes...
Não serei mais um no qual a dor envenena...

Agora nasceu meu júbilo em que a vida há de compadecer...
Cansei de entre os homens viver sempre injuriado...
Agora, sinto-me impotente, sem saber o que fazer...
Cansei de entre as mulheres, viver sendo ludibriado...

Dúvida esta que surge temendo o sonho ser ilusão.
Dúvida essa que faz meu peito aceleradamente fulminar.
Será que tudo isso não é mera vertigem do meu coração?

Caso me engane, vida mórbida esta irá novamente me cruciar.
Caso me engane, a água vira vinho e me afogarei em meu cruor.
Será que novamente, outra vez serei cominuído pelo amor?

- Namur...

Fim da espera

E agora bate à porta
Aquele por quem estive esperando
Senti a alegria outrora morta
Confesso que medo tive de estar sonhando

Mas aqui estás sorrindo
Estendendo-me a mão como presente
E a angustia de sem ti viver sumindo
Como escuridão espantada pelo sol reluzente

Esse meu amor chegou como flecha
Acertou meu coração com completa suavidade
Sarando a ferida que agora fecha
Completando o meu alvo com felicidade

Finalmente aqui estás
Meu amado ser importante
Sinto um alívio com tua paz
Pois o teu amor meu torna a alegria um prazer constante.

- Vanessa.

Soneto revelador

E então com a mente vazia eu inicio esse poema.
Como a árvore em estado de crescimento, tu és o floema.
Um diferente dos demais, tal que sua função é a inversa...
Não me restando opção a não ser esperar essa perversa...

Perversa resposta que para minha alma traz agonia.
Consolo-me nestes versos e afogo-me na poesia,
Esta em que contigo posso viver qualquer aventura.
Não a verdade crua em que tu és a doença sem cura...

Doença essa em que de nada tudo quero sem paciência.
Doença essa que com uma lufada levou minha inocência.
Doença essa que apesar de me matar desejo mais e mais...

E do meu cruor nasce uma dor que não me da paz.
E do meu cruor nasce uma rosa linda e bela.
E de todo meu amor, coloco essa em sua janela...



- Namur...

Trovões

Inutilmente eu contava horas para te encontrar...
E meu céu agora negro com nuvens tão densas...
O azul se foi como o brilho do teu lindo olhar...
Agora nada me resta além de noites extensas...

Trovões rasgam o céu com o som ensurdecedor...
Tão rápidos que meus olhos mal conseguem ver...
Lembro-me das noites frias em que trocávamos calor...
E de muitas outras que certamente tu irás esquecer...

Alguns romances são como trovões que atravessam o céu.
Em seu início é tão brilhante como um lindo diamante.
E como um relâmpago ele desaparece destruindo o véu...

Após vem o grito de raiva que sai do peito arfante...
Perdido está meu confuso e tosco coração,
Se este não passou de mais um mero trovão...


-Namur...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Desejo que temo

Foi-se o tempo em que dormia tranquilamente noite adentro.
Agora são os problemas que me possuem, e que são o centro...
Lágrimas não cansam de escorrer vaga e dolorosamente...
E de tudo apenas nada consigo esquecer utilmente...

Muitos são aqueles que lutam com força até o final...
Outros desistem quando perdem a esperança...
Receio que eu seja aquele que a perdeu sem deixar sinal... Por
Tentar apagar as dores das minhas lembranças...

E agora nada mudou, permaneço sozinho nesta noite...
Agonia, dor, sofrimento, tristeza, solidão, burrice...
Muitas coisas das quais são as minhas tolices...

Antes de partir, olhe em meus olhos e diga que... Foi-te...
Depois que partistes, deixou-me sem chão, sem coração.
Agora para mim, recusa-se a pedir um mísero perdão...


-Namur...

Pedido Sutil

Perto... Tão perto de conquistar uma vitória...
Revejo e vejo que não passa de mera memória...
E o passado se assemelha ao pobre presente...
Caindo em pedaços, sem forma descente...

Inevitável é a forma como eu não aceito...
Sem revolta minha sofrida alma não está.
Outrora gostaria que encontrasse em meu peito,
Dois pedaços de coração, que não se partirá...

E vejo que estes versos são uma confusão...
Agora nem eu mesmo consigo entender mesmice...
Já era hora de ver no início deles a chatice

Uma repetição que somente me faz bobão.
Depois de perceber o meu pedido...
Ajude-me... Estou perdido e iludido...


-Namur...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Um segundo

Existem poucas palavras que preenchem um segundo...
Umas quando ditas são a coisa mais importante do mundo...
Algumas o destroem com uma eficácia inexplicável...
Mesmo que isso não importe, o que sinto é imensurável...

O que estes versos vazios pretendem me contar?...
Vazio como se torna meu peito quando a ti não encontra.
O que fazer quando as lágrimas descerem sem me avisar?
Certamente para todo o meu sentimento não estás pronta...

E assim eu me conformo com a dissidência...
Amo tanto que por instantes perco minha consciência...
Meu peito vazio não aceita a falta de compreensão...

O tempo continua e a doce solidão toma conta do meu coração...
Resplandecente como a luz do sol que toca tua pele,
... É esse amor meu que para ti apenas me repele...

- Namur...

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Morte para a prata

Diga-me por que depois de subir na mais alta colina,
Tu me empurras por ela abaixo, lançando-me no abismo?
Sempre foste tu a minha preciosa lua que me ilumina...
E agora vejo que sempre a predominou o absolutismo...

Não nego que fostes para este carrasco uma rainha...
Pondo-me em segundo plano, como uma segunda opção...
Sendo eu o teu escravo, nunca contrariaria a minha...
Estar sempre disposto a manter vivo o teu coração...

Sobre mim tu lanças o precioso e adorado escarro...
Como de quem cospe no prato em que se come...
Chamando-me de ‘coisa’ por esquecer meu nome...

E de minhas imperfeições, começa a tirar sarro...
Fui teu servo, fazendo sempre o que sempre quis...
Do abismo me levanto, e tu não passas de mais uma cicatriz...

Soubeste muito bem interpretar como uma bela atriz...
Esqueceste dos crimes que por ti já cometi, pelo que fiz...
Agora sou o segundo, estou em teu segundo plano...
Errei por pensar que você era uma deusa, não um ser humano...
Sozinho agora hei de cuidar de minhas feridas...
Estas que surgiram pelo engano do amor para toda vida...
O puro e inocente papel branco não deve se manchar...
O puro e inocente amor deve descobrir o que é amar.
Como sinto amor se não descobri o que é amar alguém? (Não sinto amor?)
Como descobrir sem que este inicie o meu réquiem?


-Namur...

domingo, 25 de outubro de 2009

A raiva nasceu do ódio

Raiva é o sentimento que surge por não conseguir odiar.
E quando a mente te induz a pensar, não adianta adiar...
Quando as lágrimas pesam, não adianta tentar segurar...
E quando a ferida se abrir novamente, deixe-a sangrar...

Uma hora ele há de cessar... E irá cicatrizar-se outra vez.
Ódio... Por que em mais de mil pedaços tu me fez?
Por que para ti não passo de mero peão no jogo xadrez?
Diga-me para quê toda essa tua inútil e dolorosa rigidez...

E então novamente o vazio encontra o seu lugar em meu peito.
A esperança então se torna nada mais que um mero defeito.
A doce e cruel verdade me assombra sem me perguntar se aceito...

Desde então, passo a não sentir mais o que deveria sentir.
E do tudo vejo que no nada não há nada que não deva inibir...
E do nada, vejo que em mim o ódio não tem onde poder dormir.


- Namur...

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Soneto do drogado

Nada de tudo o que é bom é tão bom quanto devia ser.
Tudo o que é nada encontra a solução quando te encontra.
É tão delicado que nunca sei quando a vida me apronta.
Não adianta ser do contra, e nem estar pronta... Saber.

É preciso saber que o vício só é ruim porque vicia...
E então, diga-me onde se encontra a adorada cura.
É fácil dizer que o viciado nem sequer a procura...
O difícil é saber como é que a droga o induzia...

Não se sabe o que se passa na cabeça de um drogado.
Não se sabe como é bom estar completamente alucinado...
Não sabem como é bom esquecer tudo e ficar ao teu lado...

E meu vício por teu amor parece nunca acabar...
Você é a minha droga que não canso de usar.
Uma droga única... Cuja cura não quero encontrar.

-Namur...

Longa e Sombria

Quando o sol se põe pego a longa e sombria estrada.
Lembranças surgem e fazem meus pensamentos sangrar.
Como se do mundo simplesmente eu não soubesse amar...
Como se de tudo, eu esquecesse que apenas sei o nada.

Quando vejo o céu, ele está completamente negro...
Quando o vejo novamente, vejo faixas brancas de luz...
Quem sabe se eu tivesse um poder de um deus grego,
Eu não encontraria a solução desse dor que me seduz?

A velocidade da lufada é absurdamente gigantesca...
E a água torna-se vinho sem que eu saiba controlar...
Diga-me o porquê desta transformação dura e grotesca.

E dessa longa e sombria, o final pareço nunca encontrar.
O fim se aproxima e meus pensamentos estão manchados.
O fim se aproxima e vejo partes de mim por todos os lados...

- Namur...

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Amor é sofrimento ou sofrimento é amor?

Sentimento tão sublime é aquele chamado amor.
Mas até o sublime nos causa certo tormento...
Na ausência dele, possuídos somos pela querida dor.
Por mais belo que seja o amor, sempre há sofrimento.

Nos momentos em que o amor se ausenta, ele age...
Quando o sublime se afasta, ele assume o comando.
Ele se mistura ao vazio em meu peito e isso reage
De uma maneira que lágrimas vermelhas vão se formando...

O amor e o sofrimento juntos sempre caminham lado a lado.
Quando um descansa o outro já está tomando o seu lugar.
O sofrimento ensina a dar valor ao amor quando se pode amar.

Mas nem sempre sofrer é o melhor para se ter um aprendizado...
Esquecer os sofrimentos... É quase impossível apagá-los da memória...
Mas um amor verdadeiro... Não sei se isso é só mais uma história...


Já perdi a conta de quantas noites perdi pensando no amor... O que eu não aceitei é que quase sempre... quase sempre o sofrimento o acompanha... E eles revezam o papel de possuidor de nossos corpos... O amor é ternura, é calor... O sofrimento é funesto, é frio... É só sentirmos o amor que logo após certo tempo, sentiremos o sofrimento... O sofrimento pode vir de todos os lados... Pode vir do amor, pode vir de uma amizade, de um fracasso, da solidão, melancolia, erros cometidos... Infinitas possibilidades... Mas a sensação que o amor nos fornece... É única... É sem definição... Certa vez eu pensei que se é amor, não há sofrimento... e se há sofrimento, não é amor... Mas hoje eu penso... O amor é sofrimento ou será que o sofrimento é amor? E se o amor fosse tão bom assim, não saberíamos o que é sofrer por amor... Torna-se evidente, portanto, que o amor e o sofrimento andam juntos... São como água e vinho... Quem me dera se fossem como óleo e água...”

- Namur...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Não esta noite...

Temo deitar na cama e te encontrar nos meus sonhos...
E quando acordar, ter a sensação de que minha mente,
Enganou-me por mais uma noite solitária, vazia...
Mas por mais que eu sofra com tudo isso, não importa...

Eu durmo mesmo assim... Eu durmo só pra te encontrar...
O que importa é estar com você... Até nas ilusões...
Minha mente grita, implora para estar perto de você...
Ela não te perde por um simples instante... Não te perde...

Ela não esquece como é o doce aroma de tua pele...
Ela não esquece como é o formato de teus lábios...
Ela não esquece como é lindo o teu sorriso...
Ela não esquece que teus olhos são faróis...

Faróis que me guiam pela estrada que chamo de vida.
Ela não esquece que se eu te perder, eu vou me perder...
Ela não esquece que sem você, a dor é imensurável...
Ela não esquece que sem você, eu perco todo o brilho...

Recuso-me a dormir esta noite... Se amanhã acordar,
E olhar para o lado e não ver você... Não sei o que faço.
Esta noite encontrarei alguma maneira de controlar...
Controlar essa dor, essa raiva, que é estar longe de você...

Sinto uma carga pesada em minha pobre alma...
Quero aliviá-la... Quero tornar-me um ser feliz...
Quero que os erros tornem-se acertos desta vez...
Peço que todos me perdoem... Perdoem-me...

Juro mudar... Por mais estranho que isso me seja,
Eu mudarei por mim... Eu mudarei para o bem maior.
Eu mudarei por teus olhos... Pelos faróis de minha vida...
Eu mudarei por todos que me amam. Fá-los-ei orgulhosos.


- . . .

domingo, 11 de outubro de 2009

Mostre-me o porquê

Por que as noites não passam sem ter lágrimas derramadas?
Por que depois de me conhecer, temeste tanto as madrugadas?
Por que este inútil escrevente não faz tuas lágrimas pararem?
Por que este inútil não faz as cicatrizes fundas cicatrizarem?

Por que este ser que escreve não consegue fazer nada certo?
Por que este ser putrefeito não faz algo para ficar perto?
Por que quando teus olhos enchem d’água os meus os imitam?
Por que não consigo estraçalhar esse teu medo... Transmitam...

Por que todos cismam em transmitir todo o mal para cima de nós?
Por que tudo parece dar errado? Por quê?... Por que não funciona?
Por que ao invés de machucarmos, simplesmente não detona?

Por que eles não detonam essa bomba de ódio e dor?
Por que eles não me deixam ser feliz com meu amor?
Por que cismam de ecoar em minha mente gritando: ‘Babaca’?


- Babaca...

Botão

Era somente um simples botão de rosa no meu jardim.
A chuva chegava e nutria o solo com a água necessária...
E durante todos os dias eu dava a devida atenção diária.
Até que começou a chover demais, quase iniciando o fim.

Com o solo encharcado foi mais difícil cuidar do botão.
E minha roseira começou a ficar cada vez mais fraca.
Consegui sua segurança fincando junto a ela uma estaca.
E o botão começou a abrir, sua cor era a cor da paixão.

O sol rasgou as nuvens que estavam no céu, dilacerando-as.
Os raios foram o suficiente para adiantar seu desabrochar.
E ela era tão linda que as demais, com inveja, deixou-as.

Seus espinhos eram longos, fariam qualquer dedo sangrar.
Exceto o meu. Eu fui o único que assistiu ao seu crescimento.
E seria eu quem estaria com ela a todo e qualquer momento...


-Namur...

Soneto Proibido

O escuro da noite me engole como uma baleia...
O frio penetra minha alma com uma leve lufada.
A morte seduz como um canto de uma sereia.
E vou lutando contra as vontades que surgem pela madrugada.

As gotas negras da chuva caem em um ritmo melancólico.
A vida, esta grande ferida, uma hora há de parar de sangrar...
E com base nisso tudo é impossível não ficar neurótico...
Uma hora, ah que hora, sei que ela há de cicatrizar...

Tanto me importa se o que pensas é idiotice...
Tanto me importa se este não te agrada...
Deixe-me com teu pensamento de ‘babaquice’...

Deixe-me... Estou mesmo à espera da desejada...
A desejada hora que uma hora há de chegar...
A desejada hora que uma hora há. Mudar.

-Namur...

Anjo

Quando tudo parecia estar perdido, sem saída...
Surgiu um anjo para me salvar de toda a dor.
Mas o anjo era diferente... o anjo tinha uma vida...
Ele tinha o mesmo nome que o do meu amor.

Era meu anjo que trazia harmonia para minha alma.
Para todo e qualquer lugar, sempre sentia tua presença...
Quando a dor era incessante, ele tocava minha palma,
E sentia que sem ele, seria muita a minha diferença.

E chegou o momento de que sem ele não viveria mais...
E se eu o perdesse, eu estaria me perdendo também.
E a primavera – rosa-, o verão - sol-; não voltariam jamais...

Teu afago é tão angelical... Perdê-lo é ganhar meu réquiem.
Tê-la por perto meu anjo, para mim é algo essencial...
Suplico-te para que não abandone este mero mortal...


-Namur...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Aletófilo

Apague a luz, deixe-me no completo e eterno escuro.
Meus olhos choram sangue ao ver a tua patranha...
Esqueça-me sozinho, pois somente assim eu me curo.
Não queria olhar em teus lindos olhos e ver uma estranha...

Afaste-se das palavras vindas da ira de um poeta...
Um cansado do teu modo de esconder os fatos...
Um, farto de toda a tua imunda, putrefeita peta.
Rasgue agora estes versos natos...

É insuportável viver com mais e mais lorota...
Deixe-me no meu eterno, que lá nada posso ver.
Suplico-te para que me deixes, cansei de ser idiota.

Por que não paras com essa persuasão podre e falsa?
De fato a vida é tua, tu tens esse direito de poder...
Mas longe de mim, antes que alguma merda eu faça.


Uma mentira quase sempre parece ser verdade. Ela somente é a forma de escondê-la.

-Namur...

Minha adorável

Tem coisas que só depois de certo tempo são percebidas.
E também tem coisas que nem após ele conseguem ser.
Nem todos sabem o que é melhor para as suas vidas...
Há tempos em que antes as pessoas pensavam saber.

Percebo que tenho, a ela, uma adorável alergia.
E essa adorável, faz meus olhos lentamente lacrimejar...
Quando perto dela estou, do torpor consigo uma fatia,
Fatia essa que tão cedo conseguirei, totalmente, me livrar.

Mas há um remédio para, dessa adorável, dar um fim.
Será estranho no começo viver sem a ela... Diferente.
Quem garante que seria bom? Não fui quem disse que sim.

Não sei se sou um doente consciente ou um consciente doente...
Por mais que me seja diferente, eu nunca encontrarei igual...
Sei que ela é uma adorável, mas ainda sim não me faz mal...


-Namur...

Confissão de um amor

Quando sinto o leve afago de tua mão na minha,
É como se um raio de sol invadisse meu frio coração.
Quando ao meu lado tu graciosamente caminhas,
É como se não existisse mais em meu peito a solidão.

E quando nossos olhares se encontram, não cessa...
Meu olhar sustenta o teu e de ti eles não desviam...
E de meus abraços, em meus braços nada atravessa.
Perdeste deles é um risco do qual eles não correriam...

Sentir teus lábios nos meus é como se o tempo parasse.
O triste é saber, a todo instante, que ele continua...
Se pudesse prolongá-lo só mais um pouco, sem que acordasse...

Sem que acordasse deste sonho, em que tu és; minha lua,
Minha lua que, minha noite escura, há de iluminar...
Meu amor, amor este, que jamais irei deixar de amar.

-Namur...

domingo, 4 de outubro de 2009

Soneto da tua ausência

Quanto estás ausente, no meu peito abre uma cratera.
E sinto no jardim, o doce perfume das rosas da primavera.
E lembro-me de quão grande é a falta que tu me faz.
Lembro-me que é a ti a fonte de toda a minha paz.

Tu me deixas absorto, sempre pensando... e pensando...
Tu controlas de minha respiração ao meu batimento.
Quando a vejo, meu músculo estriado cardíaco vai acelerando.
Querer me afastar de ti é o mesmo que jogar palavras ao vento.

Porque o meu desejo por ti é algo sem fim, imensurável.
Amar outra mulher senão a ti, é algo imperdoável...
Se os dias passassem sem a ti, viver seria insuportável.

Se a vida não contivesse a ti, ela teria outro nome.
Se meu amor não fosse a ti, minha alma sentiria fome.
Pois é a ti o alimento que faz com que tudo funcione.



-Namur...

Foda-se a ilusão

A ilusão é sempre mais branda que a verdade.
Foda-se quão bela, foda-se quão perfeita seja.
Não importa se ainda seja tua boca a que me beija,
Esse mero desejo é ilusão. Não é a realidade...

A verdade por mais que nos faça sangrar,
Nunca muda. A ilusão faz de nós covardes.
Covardes que só sabem reclamar, chorar.
Quando a ilusão acabar, pode ser tarde...

Por mais que minha solução seja escrever nesta folha,
Jamais escolheria esconder-me numa falsa bolha.
Por mais fria que a realidade seja ela não é uma ilusão.

Iludir-se por mais caloroso que seja afoga o coração.
A ilusão é boa até o instante curto em que tudo termina.
A ilusão é má, pois, a alma do iludido, ela cruelmente abomina.


-Namur...

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Minha síncope

E novamente aqui estou sem ela ao meu lado...
Sem ela nada consigo rimar, nada consigo associar...
Sem ela me sinto perdido, levado pela lufada.
E novamente, aqui estou, mais uma vez dilacerado.

A noite caminha e penso nos momentos não passados.
Minha mente, mente para mim dizendo que vou rimar.
O caos é supremo, mas quando estou com ela, quando
Respiro o seu perfume... Fico atônito de tão sublime...

Sentindo a presença dela, sou capaz de tudo rimar...
E meu frio coração sente, de repente, um intenso ardor,
Me... Deixando-me em instantâneo e louco estupor.

Finalmente meu coração agora tem motivos para crepitar.
Infelizmente, quando eu abro os olhos só vejo a mim...
Mesmo só sentindo, ainda sinto esse amor sem fim.


-Namur...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

No title

E lá se foi a minha hora abandonada
Esperando, esperando e esperando
Eis aqui a repetição que me julgou condenada
Aguardar o que nunca esteve me aguardando

E lá se foram as gotas d’água
Transbordando, transbordando e transbordando
Preenchendo esse vazio com mágoa
De tanto querer amar o que estava me afogando

E lá se foram minhas esperanças
Acabando, acabando e acabando
Deixando-me indefesa como uma criança
E a dor de estar, de meu peito, esse amor arrancando

E lá se foi aquela menina iludida
Chorando, chorando e chorando
Querendo um amor para toda a vida
Mas esse amor outra vida já está amando.

Um poema escrito para minha pessoa, o "pessoa", Omar Namur.



quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Tremenda





Não vejo à hora dessa porcaria passar...
Ver tuas lágrimas caírem, teu choro...
É o mesmo que pegar uma faca e me cortar.
Só que os cortes profundos são duradouros...

Pensei que fosse impossível tudo dar errado.
Tudo dar errado numa mesma merda de hora...
E percebo neste momento, que não é mais agora.
Não suporto mais sofrer sem que saibam, calado.

Horas me sinto instável e artificial como o Laurêncio.
Horas vejo que uma hora desejarás que eu morra...
E tem horas que não agüento mais o teu triste silêncio.

O silêncio que tomou conta desta mórbida zorra.
Silêncio este que fere os ouvidos, parte-me o coração.
Diga-me por que me tornei esta... tremenda aberração.


-Namur...

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Medo de dormir

Tenho medo de deitar na minha cama,
Sonhar estar ao lado dela e ao acordar,
Ver que fora mais um sonho a me enganar.
Assim sinto a ferida que em meu peito inflama.

E esta madrugada eu então enfrento.
Não adianta tentar não pensar nela...
É o mesmo que dizer palavras ao vento,
O mesmo que jogar-se duma janela.

Não dormir não é o problema da madrugada.
Deparar-me acordado com a sua ausência,
É dar adeus a minha querida sonolência.

O problema é não vê-la, ao meu lado, deitada.
É sentir na pele o medo de perder o meu amor.
É sentir meu peito vazio, viver uma vida sem valor.


-Namur...

Triste percepção

Poderia terminar algo antes mesmo de começá-lo?
A esperança é má e a ilusão é o seu entorpecente.
Não me resta nenhuma outra escolha decente,
Se não for abrir seus olhos ao invés de fechá-los.

O frio chega e toma conta do meu coração.
Torna-se uma pedra de gelo sem saber amar.
Não tente derreter esta pedra, evite se queimar.
Além; de se ferir, da perda de tempo, será em vão.

Já busquei de tantas maneiras fazer com que dê certo.
E de todas, de acertar, nunca cheguei muito perto.
De mágoas e falhas sem fim estou completamente coberto.

Tortura é estar próximo, muito próximo, e ver tudo ceder.
Nunca pensei que mais uma vez fosse pôr tudo a perder.
Esta última linha, infelizmente, ainda não posso escrever.


-Namur...

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Teu defeito

Não me venha chorar por sonhos de amor perfeito.
Não me venha pedir favores de um amor só teu.
Não me venha dizer que sou um ser putrefeito.
Não me venha dizer que da luz, sou o breu.

Tu não compreendes o tamanho de minha dor.
Deixe então que me possua a melancolia escura.
Deixe que a morte caminhe em meu favor.
Tu não compreendes que envenenada, não há cura.

Esqueça-me sozinho com a minha solidão.
Esqueça-me por completo, por inteiro...
Esqueça-me para preservar teu coração...

Esqueça-me e arranje algum outro parceiro.
Esqueça-me para que eu possa viver em paz.
Esqueça-me. Pelo menos disso seja capaz.


-Namur...

Parta

Não procure em mim o que você quer.
Não procure aquilo que deseja achar.
Deixe-me na minha prisão mulher.
Não liberte àquele que lhe fará chorar.

Amar-me é abrir a caixa de Pandora.
Amar-me é pedir para envenenar-se.
Faça-me o favor de pegar tuas coisas e ir embora.
Vá antes de pôr a culpa em mim por suicidar-se.

Deixe-me sozinho com a minha melancolia.
Deixe-me sozinho com a minha poesia.
Deixe-me. Deixe-me com minha nostalgia.

Deixe-me louco. Como um deixe-me parecer.
Deixe-me antes que seu coração venha a falecer.
Deixe-me. Deixe-me antes mesmo de me conhecer.


- Namur...

sábado, 26 de setembro de 2009

Por onde anda meu amor?

Onde estás tu com meu lindo e doce rubor?
Ardi no fogo no inferno, provei do sublime céu.
Tudo para saber onde estás tu com meu amor.
Quero provar novamente dos teus lábios de mel...

Diga-me por onde andas que irei te buscar.
Diga-me o que precisas que darei tudo.
Não demore. Aguardo-te para te amar...
Enquanto os outros fazem barulho, estou mudo.

-Nenhuma mulher nesta terra se compara a ela.
Nenhuma mulher tem o cheiro de rosa dela.
Nenhuma mulher consegue ser mais bela. -

Quando estás por perto minha alma está em harmonia.
Quando não estás aqui, minha alma grita de agonia.
Sem teu amor, vida mais vazia e fúnebre não teria.



- Namur...

O Amor existe

O amor existe. Tolo é aquele que se engana.
Não sou louco de sonhar um sonho surreal.
Eu senti teu rosto lindo, tua pele de porcelana.
Descobri que viver uma vida sem a ti, é fatal.

O amor existe. Idiota é aquele quem duvida.
O amor é um broto de rosa puro e eterno.
Uma vida vivida sem amor não é vida.
Não sobrevivo sem teu afago sempiterno...

O amor existe. Não perca seu tempo provando que sim.
Nunca é tarde para amar um amor único, de verdade.
Se um dia o amor acabar, se ele chegar ao chamado fim,

Esse sim não foi um amor. Amores são para a eternidade.
A cada sol que se põe tenho mais certeza que a amo.
A dúvida já é nula. Meu amor é como o puro oceano.


Podes ver o início, não podes ver o fim. Podes ver a superfície, não podes saber a sua profundidade. Sempre que olhar o oceano verá meu amor. Verá o teu reflexo nas águas cristalinas...


-Namur...

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Ferida Aberta

Sempre pensei que seria forte para controlá-la.
Agora ela bate em meu peito querendo liberdade.
São poucas as maneiras de conseguir silenciá-la.
A dor vem à tona e encontra a minha realidade.

Ela me consome e destrói tudo que há em mim.
Ela faz-me sentir como se o amor nunca nascesse.
Ela torna tudo um completo vazio, sem fim.
Ela mata a vida dentro de mim, como se tudo morresse.

Meus olhos vêem o mundo sem nada enxergar.
Meu coração bate inutilmente sem motivos para continuar.
Não posso viver com essa ferida aberta, sem cicatrizar...

Alguma coisa me mantém aqui, neste lugar, neste fedor.
Já não sei distinguir... O que era dor agora é torpor...
Quero matá-la. Agora mais do que nunca matarei sem amor.


-Namur...

Folha Impura

Antes de escrever percebi que esta folha antes vazia,
Era mais cheia que o meu peito cheio de porcaria.
Percebi que sem palavras, ela era mais pura...
Mais pura que esta poesia morta e sem ternura.

Palavras não são o bastante para mostrar algum sentimento.
Palavras numa folha são como palavras ditas ao vento.
Palavras ditas em um momento de intensa e maldita dor,
São palavras ditas com vigor, sem um pingo de amor...

Palavras não são nada quando encontro o teu olhar.
Palavras não importam muito quando se têm fé.
Palavras não são fortes o suficiente para me fazer esquecer.

Palavras podem tentar, mas nunca dirão o que é amar.
Palavras ajudam a levantar, ajudam a nos manter em pé.
Palavras ajudam a nos derrubar, e facilita no apodrecer.



-Namur...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Não deixe a Rosa morrer




O tempo nunca fora tão terrivelmente lento,
O quanto está sendo agora sem você aqui comigo.
Posso não ver-te e inda assim sentir-te... É como o vento.
Mas o medo de nunca mais te ver, esse sim é meu inimigo.

Não sei o que seria sem o doce aroma de teu perfume,
Não sei o que seria sem o lindo brilho do teu sorriso...
Sem o afago de tuas mãos, tornar-se-ia o inferno meu paraíso.
Tornar-me-ia um peixe perdido do seu gigantesco cardume...

As madrugadas nunca pareceram não ter um desejado fim.
Agora os pesadelos a levam para um lugar distante de mim...
Acordo em desespero, pensando estar acordado, em outro pesadelo.

Diga-me que sentirei, alguma outra vez, o teu lindo cabelo...
Onde quer que esteja eu irei buscá-la, aonde quer que for.
Regarei esta linda rosa para não deixar morrer o nosso amor...


- Namur...

domingo, 20 de setembro de 2009

Perdendo palavras

Segure firme. Não tenha medo do que possa acontecer.
Estou com você independente do que venha ocorrer.
Me dê suas mãos para que eu as possa proteger.
Venha para meu peito que eu irei te acolher.

Os versos estão a cada vez encolher...
E vou ficando sem o que dizer...
Sem saber o que fazer...
Sem poder te ver...

Sem saber te esquecer...
Sem saber viver...
Sem te ter...

Queria que os dias acabassem sem ter que ver-te partir.
Queria que quando estivesse com ti, o fim não viesse a vir.
Queria que o tempo parasse quando a vejo sublimemente sorrir.


- Namur...

Vale

Corro pelos longos caminhos do vale da escuridão.
Sinto que dentro de mim há escondido um demônio.
Meu organismo necessita de um determinado hormônio.
Preciso sentir medo... Não sinto minhas pernas no chão.

Vejo na pureza das águas meu sangue flutuar.
Sinto no odor da natureza meu corpo queimar.
No reflexo das águas não vejo nada se formar.
No verde da natureza vejo a esperança se matar.

De olhos vermelhos, lágrimas estão a cair.
De corações partidos, amores a partir.
De dores intensas, mais a surgir.

Esse demônio quer algo que não darei.
Ele quer acabar com a vida que não viverei.
Tirar os sonhos de amor que ainda não sonhei.


- Namur...

sábado, 19 de setembro de 2009

Amar-te-ei

Amar-te-ei em dias de chuvas, em dias nublados.
Amar-te-ei em dias de sol quente e escaldante...
Amar-te-ei independente de tua roupa gritante...
Amar-te-ei inda com teus segredos revelados.

Amar-te-ei durante toda a vida e após a morte.
Amar-te-ei em todo e qualquer que seja o lugar.
Amar-te-ei com bravura e com fidelidade fortes.
Amar-te-ei, pois, não sei viver sem a ti amar.

Amar-te-ei em todas as épocas e em todos os anos.
Amar-te-ei e atravessarei oceanos para te encontrar.
Amar-te-ei e meu amor nada é capaz de derrubar...

Amar-te-ei. Vigiar-te-ia até e após a dor virar poesia.
Amar-te-ei antes e depois do enorme sol se pôr.
Amar-te-ei. És tu linda mulher, meu eterno amor.



- Namur...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

"Coisa" sem nome

Esqueça-me. Esqueça tudo que um dia fiz.
Momentos de tristeza me fazem implorar...
Por favor, carregue a alma deste mero aprendiz.
Cansei de no vale do silêncio sempre caminhar...

Quando tudo parece melhorar, é um sinal.
Nada mais importa. Tenho uma pergunta...
Será que nalgum dia algo me foi real?
Espero que não tenha sido...

Que realidade mórbida algum ser desejaria?
Que ser poderia ser um ser tão estúpido?
Esta é a minha realidade. Se pudesse a mudaria...
E a cada nova tentativa, quebro esta minha cara.

Seria injusto tirar algo que é meu desde o nascimento?
Se é meu, posso eu fazer do que bem quiser... Por quê?
Não há dor maior para mim do que fracassar...
Fracassar após várias e várias tentativas... Nada importa...

Peço-te que abra a grande e manchada de sangue porta.
Abra-a para que eu finalmente fique onde mereço estar...
Este ser não poderia ser um ser sem poder tentar...
Não agüento mais, silenciosamente, me esconder e chorar...

Para que permanecer entre os homens, se dizem nada saber?
Ouço constantemente que nada sei... Vozes que não são a minha.
São de pessoas... Pessoas que se acham superior às outras...
Mas se superiores fossem, não jogariam nesta cara imunda.

Se superiores fossem, teriam mais calma e compreenderiam...
Se superiores fossem, não seriam inferiores de compararem...
Se superiores realmente são, é porque um dia não o foram.
Se superiores fossem, não estariam neste lugar dos homens.

Isso não prova, porém, que são inferiores... Nada sei.
Não posso tomar partido, pois certamente será o errado.
Quem tira o que é seu desde o nascimento não avisa.
Porque seria eu tão ingênuo e mal para avisar?

Preencho estas linhas vazias e sem sentido...
Essas linhas vazias assim como quem as escrevem.
Falar sozinho e com as paredes, faz-me ser doentio.
Uma palavra que queria possuir? PARE.




Pare com isso, por favor... Queria poder parar de escrever,
Aliás, queria não ter que ter começado esta coisa sem nome.
Queria dizer a mim mesmo: “Pare de ser esse ser errante!”.
E depois de iniciado o sentimento não cessa. Não cessa.

O sentimento some, e aparece com mais força depois.
Não por quanto tempo serei forte de agüentar isso.
Mas como os seres superiores dizem, SOU FRACO.
Sinceramente, não sei o que um dia fui e o que sou.

Carrego, infelizmente, o genótipo da figura paterna.
Embora criados em ambientes completamente distintos,
São iguais os fenótipos, infelizmente. Mas nada disso...
Nada disso importa mais... Será que um dia importou?

Senão para mim, para quem? Quem seria otário.
Otário de se importar com um ser que consegue ser
O ser mais errante do que o máximo que poderia ser?
Meus olhos ardem. Meus punhos tremem... Em breve...

Minhas unhas encontram meu braço. E a cabeça a parede.
Esqueça-me. Esqueça de tudo... Imagine uma simples rede
Na qual estamos sentados. Ela balança e eu desapareço.
Só resta o silêncio. Agora eu terei tudo o que mereço.

domingo, 6 de setembro de 2009

O fim nem sempre é ruim




A cada segundo que passa tudo está perto do fim.
Mas quem garante que o fim não é o começo?
É com ele que tudo nasce, que tudo tem um recomeço.
Só que nem sempre quando ouvimos não quer dizer sim.

E que o fim pode sim ser o fim. O fim absoluto.
Mesmo que você seja a água e eu o soluto...
Mesmo que enxerguemos tudo de um ângulo obtuso.
Eu sei que para todos, tudo isso parece um tanto confuso.

Do que estou falando? Minha bainha de mielina...
O que ela faz, acabou de pifar... O que isso quer dizer?
Agora ouça o que tenho a falar. Eu a amo menina.

Magoá-la está fora do que eu farei acontecer...
Outra vez eu pensei que eu pensava demais.
Resta-me não pensar em te deixar jamais.

- Namur...

Minha junção


Enfrento madrugadas vazias sem ela.
Noites de sono perdidas parecem não ter fim.
Sem a beleza e todo o perfume, o que é a jasmim?
Do que vale uma flor tão bela numa janela?

Quão linda é uma vermelha violeta...
Como ela consegue ser tão perfeita?
Quão perfumada é uma rosa...
Como ela é tão gloriosa...

Agora junte tudo de bom...
O que resulta é uma mulher.
Uma com uma pele de lindo tom.

Porém não sei o que ela quer...
Passo a toda e eterna madrugada,
Vendo-a sem se mexer, calada...


- ...

Dúvida

Não sei por que persisto neste poema...
É algo que eu sinto mais não vejo.
Tu és como se fosses meu floema.
Algo que sinto falta, algo que desejo...

Assim como de meu espelho eu vejo o reflexo.
Um reflexo não virtual mais sim todo real...
O reflexo real do meu não-amor imaterial.
(Como se dos anjos quisesse saber o sexo...)

Imitando os ametais o hidrogênio se comporta.
Imitando os mortais o meu cérebro se conforta.
Faltando a ti, meu gás oxigênio, torna-se morta a vida.

Não pertenço a este mundo de pura desgraça.
Eu vim para salvar-te, se és ainda tu quem duvida.
Sinto-me no eterno e tão sublime céu quando me abraça.

- Namur...


OU

Não sei por que persisto neste poema...
É algo que eu sinto mais não vejo.
Tu és como se fosses meu floema.
Algo que sinto falta, algo que desejo...

Quando não estais aqui, minha alma grita.
Procuro em todos os lugares um pouco de cianeto.
Quando não estais aqui não sinto o meu esqueleto;
(A base da sustentação de algo que não me irrita.)

Sinto de longe o suave e doce aroma do teu perfume.
Quando sinto tua pele gelada e macia na minha quente,
Elas se atraem como ímãs. Algo forte. Como de costume.

Quando consigo olhar em teus olhos ferventes,
Só consigo de teus cabelos, teu lindo rosto descobrir.
Só consigo não tentar pensar em deixar-te partir.

-Namur...

domingo, 30 de agosto de 2009

Mudança de humor

O quê é que altera tanto o humor?
Hora quero amar, hora quero matar.
Não sei mais o que poder pensar...
Sinto falta da tua presença, do teu amor.

Será que nalgum dia eu já o possuí?
Ou será que em pura ilusão eu caí?
Não sei mais o que devo e posso fazer.
Não sei mais se verei brilho no viver...

Não vejo o que vi em outra menina.
Não vejo outra que com o anel combine...
Não vejo outra que comigo tudo rime...

Não vejo outra que a noite ilumina.
Diga-me o que faz tanto meu humor mudar.
Diga-me antes que meu coração eu faça parar
.


- Namur...

Era uma vez o telefonema

Não sabia como era difícil dar um simples telefonema.
Não sabia como era esconder e só depois ver o problema.
Não sabia que quando ligasse não teria quem atendesse.
Não sabia se era ou não para deixar que eu me esquecesse.

Quando deu o primeiro toque eu desliguei de tanto medo.
Liguei novamente, com meu coração batendo acelerado...
E liguei, liguei e liguei até que parecia um tremendo retardado.
Queria que me contasse quais são os seus tantos e tantos segredos...

E de repente o telefone estava no chão, em pedaços pequenos.
Queria tanto que me ligasse, ou que atendesse pelo menos...
Agora não sei mais quando eu ligarei. Isso se eu conseguir...

Seria tão fácil se de tudo eu pudesse abrir mão e desistir...
Eu não sabia que um telefonema poderia salvar uma vida.
Eu não sabia que um não telefonema causaria uma ferida...


- Namur...

sábado, 29 de agosto de 2009

Sonho Sonhado

Há alguns dias eu sonhara que sonhava.
Ondas psíquicas me induziram ao lugar...
O lugar aonde a luz do sol não alcançava.
Que de tudo nada eu pudesse conquistar...

Estava tudo fora de seu controle e domínio.
Acordei antes mesmo do som do alarme...
Não sei controlar todo esse meu fascínio,
Que de tanto não falar é melhor calar-me.

Como posso estar num lugar onde não esteja?
Por mais que seja tão intenso e certo o desejo...
É no pequeno, desabitado e fúnebre vilarejo,

Que acontece o crime no qual me esquarteja.
No qual me deixa em pequenos pedaços,
Enquanto eu só queria estar em teus braços...


- Namur...

Meu doce amor

Quando eu olho em teus olhos eu vejo o amor.
Quando eu sinto o teu cheiro eu enlouqueço...
Quando eu toco teus lábios, nasce o doce rubor.
Quando eu escuto tua voz é quando não esqueço.

Não esqueço de que só tu és capaz de mudar.
És capaz de transformar meu inferno no paraíso.
Não esqueço de que tua voz sempre desejo escutar.
Não esqueço quão belo é no teu rosto um sorriso...

Foi com você que aprendi a respirar.
Foi com você que soube não errar...
Foi com você que eu descobri o que é amar.

Sem você não sou nada mais do que um perdedor...
Sem você não me resta nada além de viver para a dor.
Sem você é como se o dia não terminasse. Sem o sol se pôr.


- Namur...

domingo, 23 de agosto de 2009

Sonhos

Sonhar é cair em puro prazer.
Sonhar é não ter medo de perder.
Sonhar é aproveitar o que não é real.
Sonhar é na maioria das vezes letal.

Sonhos são bonitos, são quase realidade.
Sonhos são inocentes, não custam dinheiro.
Sonhos trazem na maioria, felicidade.
Sonhos são sonhos. É sempre passageiro.

Sonhar é tão bom quanto se alienar.
Sonhar é bom enquanto dura.
Sonhar é esperar pela fruta madura.

Sonhos são como frutas a estragar.
Sonhos sempre chegam ao fim.
Sonhos sempre te afastam de mim...

- Namur...

Soneto do Obcecado

Sem você absolutamente nada importa.
Sem você minha vida torna-se morta...
Sem você eu não consigo desejar viver...
Sem você tudo me faz querer perecer...

Estar sem você é perder o brilho que havia.
Estar sem você é escrever numa folha vazia,
Palavras frias, palavras sem vida de minha poesia.
Palavras manchadas de dor, cheias de maresia...

Esperei tanto tempo por um amor verdadeiro...
Esperei tanto tempo para demonstrar um sentimento
Que fosse puro, sincero, sucinto, verdadeiro...

Com ou sem você carrego-te em meus pensamentos...
Com ou sem você eu não consigo não pensar...
Não consigo não pensar em não poder te amar...

- Namur...

Uma folha qualquer

Minha vida era uma folha em branco até ela chegar.
Uma folha usurpada. Uma folha cheia de cicatrizes.
E quando ela chegou várias cores começou a pintar.
E quando respiramos o mesmo ar, encostamos nossos narizes...

É quando minha folha fica completamente colorida...
Quando a vejo com outrem, minha folha começa a chorar.
Começa a restaurar todas as antigas e dolorosas feridas...
Começa a misturar todas as cores... Começa a manchar...

E de todas as cores, agora só resta uma.
Vermelho é a cor que agora ela assume.
E tudo volta ao normal... Agora se resume

Novamente, a antiga cor branca... Suma.
Saia de meus pensamentos... Só piora...
Não suporto tê-la somente em outrora...

- Namur...

Noites Vermelhas

Quando tu não estás por perto,
É como se tivesse um punhal
Enfiado no meu peito incerto...
Minha realidade se aliena no irreal.

Meu céu da noite é manchado de vermelho...
Para onde quer que eu olhe, só vejo a ti.
Não enxergo meu reflexo no vazio espelho...
Não importa onde estou senão perto de ti...

Minha vida perde o motivo... A cor...
Perco o apetite, perco completamente a fome.
Perco os sentimentos... E não esqueço a dor...

Quando penso, só penso em um nome...
Quando respiro, sinto apenas teu perfume.
Quando acordo, minha mente em ti se resume...

- Namur...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Teus pés em cima dos meus

Ouve mais de uma testemunha.
Vermelho é a cor da tua unha.
Fizemos uma divertida aposta.
Uma que me deixou sem resposta...

Uma que fez o meu bater forte.
Uma que me fez temer a morte.
Temer não estar ao teu lado.
Temer não tocar seu cabelo cacheado...

Quero tocar novamente teus lábios de mel.
Quero sentir teu hálito soprar em mim.
Quero que se torne o meu lindo serafim.

Peço-te que venha. Sem a ti não há céu.
Não há tamanho céu gigante que possa admirar.
Pois é a ti, mulher, a que não me canso de olhar.

- Omar.

08/17/09

Sinto teu cheiro em tudo que se cheira.
Sinto tua presença independente do lugar.
Sinto que sempre me lembrarei desta segunda-feira.
Sinto vontade de correr para tua mão segurar...

Nunca senti tanta vontade de viver como agora.
Não sei o que seria sem teu brilho, teu esplendor.
Diga-me que chegou a até então almejada hora.
A hora de encontrar-te e dar adeus a minha dor...

A noite chega e espero que ela seja breve.
Amanhã irei me sentir, como nunca, leve.
Amanhã poderei tocar teu rosto angelical.

Imploro. Por favor, me bata se isto não for real...
Você foi a minha morfina no momento de dor.
Você é a cura para meus momentos de torpor.

- Namur.

Day 17

Estou aqui para contar-lhes uma história.
Uma que jamais em qualquer momento,
Sairá de minha inesquecível memória.
Uma que sempre levarei em pensamento...

Estava num dia no qual não agüentava segurar
Minhas lágrimas. Batia minha cabeça, arranhava meus braços...
Não conseguia conter meu pranto. Quando encontrei teu olhar
Em mim, senti que não estava sozinho. Senti que chegara o pedaço.

Seria como se eu fosse o poço e ela fosse a brilhante luz.
Como se eu fosse o céu da noite e ela fosse a minha lua.
Como se eu fosse Jesus cristo, e ela a minha cruz.

Fiel, comigo até a morte. Nunca pensei que minha boca na tua
Faria me sentir como jamais sentira antes. Acorde-me, por favor...
É como se minha rocha agora deixasse de ser rocha. É o amor.

- Namur.

sábado, 15 de agosto de 2009

Filhos da Esperança



Quem me dera se a esperança não fosse cruel.


Esta que por horas nos ilude, nos engana.


Essa que por anos suas mentiras profanam.


Aquela que de certezas nada nos é certo, fiel.



A esperança me torna um babaca. Um cego.


Faz-me esperar por algo que nem sei se sou capaz.


A esperança lança suas cartas e não sei qual pego.


Na esperança de pegar a melhor... É ineficaz.



Pois ela acaba me passando a perna. Novamente...


Ela nos faz pensar que conseguimos, tão malignamente.


Quem sabe esse babaca é tão otário que não percebe.



Não percebe que se não fosse à esperança.


Se não fosse à esperança estaríamos perdidos.


Como podemos depender de algo tão cruel assim?



Se não fosse à esperança, o quê nos daria o triunfo? A conquista nada mais é que a esperança concretizada. Quem vence é porque um dia teve a esperança de vencer. Mas e quem perde? Quem perde então não teve esperança de vencer? O perdedor é o iludido. O filho rejeitado da esperança.”



- Namur.

Soneto Confuso

A noite chega sem que eu pereceba.

A dor não passa nem que eu beba.

Nunca quis que o sol não nascesse.

Nunca quis que minha paixao perecesse.

O nunca passa a não ser nunca mais...

Hoje não quis que o amanhã chegasse.

Percebi que poderia não tê-la jamais.

Como seria se eu não te amasse?

Seus cabelos são como imãs para minhas mãos.

Tua boca encontra a minha e completa o que na minha falta:

Vida. É quando meu até então batimento morto salta.

É quando se torna um as metades de nossos corações.

É quando minha dor se transforma em desejo de ficar.

Desejo de ao teu lado ficar. Desejo tua mão poder segurar.

- Namur.

Um segundo


Com o coração vazio cada segundo é uma eternidade.
E meus segundos vão somando-se e já são minutos.
Como se não bastasse, os minutos se tornam horas...
E tudo que possuo vai perdendo o brilho, a rima...

As horas vão se transformando em dias inacabáveis...
A melancolia se funde a passagem do interminável tempo.
E as horas agora já não são horas. Transformaram-se em dias.
Dias frios, solitários, escuros, onde já cansei de respirar.

Meus dias vão se acumulando, tornando-se meses...
E a peça que o amor aprontou pra mim nunca acaba.
Eu assisto deitado aos meses agora...

Pois os meses se tornam anos. Nada posso fazer...
Essa eternidade não tem fim. A dor também não.
Os anos agora são minha vida. Uma vida vazia.


- Namur.

domingo, 9 de agosto de 2009

“Coisa”

Cansei dessa “coisa” que só satisfaz uma pessoa.
Cansei dessa “coisa” que pra mim não é boa.
Cansei dessa “coisa” que só me falta morrer.
Cansei dessa “coisa” que me faz querer esquecer.

Cansei de falar de mim para quem não quero falar.
Cansei de ter que mentir agora e também ter de sorrir.
Cansei, de fato, de não poder, continuamente, dormir.
Cansei destas vozes que dentro de mim não param de gritar.

Não agüento mais repetir essa mesma porcaria...
Não agüento mais ouvir criticarem minha rebeldia...
Não agüento mais ter de arrancar meus cabelos...

Não agüento mais ouvir o que sou ou o que deixo de ser...
Ainda não cansei de me afogar e morrer em silêncio.
Meu abrigo por enquanto só tem um nome. Solidão.

- Sem nome.

Sono Profundo


É duro vê-la na minha frente, deitada e dormindo...
É duro chamá-la, gritá-la, e como se não adiantasse.
É duro falar com ela deitada sem que esteja me ouvindo.
É duro dar minhas lágrimas e pensar que mesmo se voltasse

No tempo, nada adiantaria. Inda assim seria amor...
Como faria tudo possível para que pudesse levantar...
Para que olhasse em meus olhos e pudesse me abraçar...
Eu não quero esquecê-la. Acorde... Rápido por favor...

Não suporto mais essa espera que parece não ter fim.
Sinto necessidade de sentir o perfume dela, de jasmim.
Porque não respirá-lo é o mesmo que morrer vagarosamente.

A cada segundo que passo sem ela é um segundo perdido.
A cada lágrima que escorre é como se matassem lentamente...
A cada passo que dou sem ela, é um passo para o inferno.


- Namur.

sábado, 8 de agosto de 2009

Lágrimas e Sangue



Diga-me o que fazer. Qualquer coisa para poder ficar...
Ficar perto de ti. Quando tudo parece estar quebrado,
Só há um alguém que faça tudo, tudo se encaixar.
Eu desistiria por tudo só para estar ao teu lado...

Cansei de respirar um ar que não é o mesmo que o teu.
Cansei de beijar uma boca que não é a própria tua.
Cansei de diariamente, no céu da noite não ver a lua.
Definitivamente eu cansei de, nosso não-amor, ser ateu.

Diga-me o que fazer... Farei qualquer sacrifício.
Eu sei que não será nenhum. Nenhum desperdício.
Com você nada disso seria necessário agora...

Sem você tudo perde o brilho. Nasce a vontade de ir embora.
Quando fecho meus olhos e a vejo, recebo um abraço.
Quando abro meus olhos e não te vejo, caio em pedaços.


- Namur.

Caminho retrógrado

Sinto há dias que nado contra a maré...
Sinto-me estar sendo levado por ela...
É como se desse um tiro no próprio pé.
Como se fosse pular da mais alta janela.

Como se de tudo, nada eu pudesse sentir.
Como se de nada, tudo eu deixasse passar.
Por mais que eu guerreie, não posso evitar.
Evitar essa dor, esse torpor que não me deixa dormir.

Não consigo mais dormir sem acordar de madrugada.
Não consigo andar de olhos abertos com você do meu lado.
Não consigo me esquecer de quando em meu pé subistes.

Queria não deixar você por muito tempo calada.
Queria não ter cometido o erro de estar errado.
Queria que, de meus pés, não caístes...


- Namur.

domingo, 2 de agosto de 2009

Promessas não são promessas

Hoje eu fiz, para mim mesmo, uma promessa.
Prometo não tentar quebrá-la. É bem delicado...
Não quebrá-la é prometer não mover nenhuma peça.
Você prometeu não me fazer prometer. Saia do meu lado.

Há promessas que prometem não ter que fazer promessas novamente.
Há promessas que foram prometidas não ser quebradas. E foram.
Quando a primeira promessa é quebrada as outras serão conseqüentemente.
Quando as promessas não são cumpridas, as coisas simplesmente estouram.

Há maior burrice do que prometer algo para si mesmo e não cumprir?
O que prometi muitos prometeram. Eu prometo não ser igual...
Eles prometeram não sair. Eles saíram. Eu prometo, não vou sair.

Eles prometeram ser fieis. Não foram. Eu prometo, você é especial.
Não te importa o que prometeram ou o que deixaram de prometer.
O que importa é que eu prometo que não prometerei nunca te esquecer.


A cada promessa que não se cumpre, é a morte de um pedaço do seu coração. Cuidado para não ficar sem. Promessas não são promessas. Promessa é integridade. É fidelidade. É Amor. Quebrar uma promessa é nadar contra a correnteza. Quando se dá conta, já encontra-se em alto mar. O mar não promete te trazer de volta. Ele não promete te dar uma segunda chance. O mar só promete uma coisa: Prometo fazer tudo conforme a vontade Dele.”

- Namur.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Nada é esperado

Finalmente estamos a sós. Apenas eu e minha folha branca.
Dizer-te é tão fácil. Difícil é ter que viver essa realidade...
Como entre muitas, um sorriso verdadeiro nenhuma arranca.
Entre noites mal dormidas, nas quais sinto saudade...

Saudade de algo que nunca aconteceu. E então o sol nasce.
Nunca a vi, nunca a conheci inda assim me lembra uma face.
Uma face bem desenhada, cabelos compridos, um aroma doce.
Quem me dera se um sonho, um desejo, uma ilusão não fosse.

Quem me dera não estar aqui, conversando com algo inanimado.
Quem me dera agora poder estar bem perto dela, bem ao lado.
Os dias passam sem que eu permita. Sem que eu a encontre.

O sol nasce. O sol se põe. A chuva chove. A água não tem cor.
Eu sem ela... É tudo assim. Tão óbvio. Tão esperado. Tão natural.
Fico tranqüilo de saber que de tudo, nada é esperado para o amor.


- Namur.