Pesquisar este blog
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Aletófilo
Meus olhos choram sangue ao ver a tua patranha...
Esqueça-me sozinho, pois somente assim eu me curo.
Não queria olhar em teus lindos olhos e ver uma estranha...
Afaste-se das palavras vindas da ira de um poeta...
Um cansado do teu modo de esconder os fatos...
Um, farto de toda a tua imunda, putrefeita peta.
Rasgue agora estes versos natos...
É insuportável viver com mais e mais lorota...
Deixe-me no meu eterno, que lá nada posso ver.
Suplico-te para que me deixes, cansei de ser idiota.
Por que não paras com essa persuasão podre e falsa?
De fato a vida é tua, tu tens esse direito de poder...
Mas longe de mim, antes que alguma merda eu faça.
“Uma mentira quase sempre parece ser verdade. Ela somente é a forma de escondê-la.”
domingo, 4 de outubro de 2009
Soneto da tua ausência
E sinto no jardim, o doce perfume das rosas da primavera.
E lembro-me de quão grande é a falta que tu me faz.
Lembro-me que é a ti a fonte de toda a minha paz.
Tu me deixas absorto, sempre pensando... e pensando...
Tu controlas de minha respiração ao meu batimento.
Quando a vejo, meu músculo estriado cardíaco vai acelerando.
Querer me afastar de ti é o mesmo que jogar palavras ao vento.
Porque o meu desejo por ti é algo sem fim, imensurável.
Amar outra mulher senão a ti, é algo imperdoável...
Se os dias passassem sem a ti, viver seria insuportável.
Se a vida não contivesse a ti, ela teria outro nome.
Se meu amor não fosse a ti, minha alma sentiria fome.
Pois é a ti o alimento que faz com que tudo funcione.
sábado, 13 de junho de 2009
Astros não possuem corações
Eis a Lua. Quando você está a nascer,
Recolho minhas estrelas do horizonte, meu lençol.
Quando você está no céu, brilhando de prazer,
Eu estou quase invisível, logo ao outro lado do planeta.
Quando eu estou no sombrio céu da noite, você desaparece.
Por ter minhas quatro fases, quase sempre você me acha careta.
E somente apenas com datas marcadas, nosso eclipse acontece.
Nosso encontro não acontece há décadas...
Assim como das mais belas rosas, as pétalas
Hão de cair. Tais como dos lindos botões
Tornar-se-ão um dia, rosas. E destas rosas,
Suas pétalas hão de cair. Astros não possuem corações,
Por isso tu és, comigo, tão irrevogavelmente maldosa.
- A Lua.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Soneto do apaixonado
Tão dependente como o resfriado e o catarro.
Tão prazeroso como na veia injetar heroína.
Tão relaxante como respirar uma cocaína.
Tão incerto como uma vontade de espirrar.
Tão certo como no céu, o sol está a brilhar.
Tão alucinado como um dependente alcoólico.
Tão eu mesmo como um mórbido melancólico.
Tão deprimido como alguém de coração partido.
Tão maldoso como o anjo que protege nossas vidas.
Tão feio como um jardim plantado apenas de margaridas.
Tão nostálgico como eu quando te tenho envolvida em meus braços.
Tão sublime como a matemática, perfeito como teus suaves e lindos traços.
Tão gostosa é a sensação de encontrar teus lábios quando mais desejo encontrar.
Destruidor de sonhos
Desde o dia em que a conquistei, não havia mérito.
Seu brilho não reluzia nos meus olhos castanhos...
E hoje, juntos, somos como dois grandes estranhos.
Seu sonho se tornara em um de meus pesadelos.
Não há mais a graça de brincar com seus cabelos...
Não quero magoá-la.
Não quero enganá-la.
Terei de matá-la.
Matá-la de sofrimento.
Esperarei pelo esquecimento.
Assim como uma água saturada não suporta
Mais sal. Estou saturado de sua conversa.
Não me venha com promessas. Nada mais importa.
Salvadora
Eu penso. Minha alma grita por socorro...
Penso a todo instante em sucumbir.
Do que adianta, em versos, tirar trevas de mim,
Se como as borboletas, elas sempre voltam?
Quando olho no espelho, não vejo meu reflexo.
Procuro pela Lua, e ela se esconde por entre as nuvens.
Meus olhos não querem mais se abrir. Minhas pernas,
Não querem mais me manter em pé.
Nada parece mudar... Para que adiar,
O que pode ser feito agora?
Venha e abra meu peito novamente.
Retire dele a outra metade do coração...
Acabe com meu sofrimento de uma vez só.
-?
sábado, 23 de maio de 2009
Lágrimas de sangue
Sei que vaga nalgum lugar.
Para quem pagarei o sorvete?
Para quem conjugarei o verbo amar? “...”
Encontro no vazio de meus dias,
Uma pobre sombria e fraca esperança.
Sem a ti não é a mesma moradia,
Que é meu coração, sofrida criança.
Quando volto para casa,
Sei que voltarei sozinho.
Quando saio, tanto faz se atrasa...
Viver sem a ti é morrer a cada segundo.
Quero fornecer a ti meu carinho. “...”
Não quero partir sem tê-la neste mundo.
Carne e romance
Posso até ser um pouco diferente,
Mais continuo com o mesmo gosto insosso...
Se eu consigo, conseguirá qualquer demente.
Posso ser atencioso, amoroso demais.
Certamente não sou um tipo de palhaço.
Faria toda mulher se sentir no espaço...
Mas não é toda mulher que me satisfaz.
Faria àquela se sentir fora de sua órbita,
Estaria perto da minha. Sempre louca,
Na procura incessante de minha boca.
Tornaria todos seus desejos reais.
Pena não tenho de meus sinais vitais.
Só quero ter meu veneno por perto.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Noites longas
À noite, olhamos para o céu.
Admiramos a Lua, as estrelas...
Algumas brilham tanto, e não sabemos
Que grande parte delas está morta.
A distância é tão grande,
Que demora para saber o que acontece.
É bonito enquanto dura.
É triste quando acaba.
À distância não me permite saber,
Se ainda há, nossa fusão nuclear.
Mas enquanto demorar, eu olharei para o céu,
E verei que você ainda brilha pra mim.
Posso não ter certeza se já acabou,
Mas tenho certeza de que já existiu.
“A distância entre nós dois, não é uma conseqüência, é uma causa. É a causa para existir a incerteza. Sua conseqüência é a dúvida do óbvio. Mas a distância distorce as coisas, algo pode se perder no caminho, um erro pequeno pode gerar um grande erro. Apenas palavras não são o suficiente para ter certeza. Palavras não percorrem grandes distâncias.”
sexta-feira, 6 de março de 2009
Ser Desumano
Tais coisas que em nosso mundo claramente existe,
Deixam-me não mais e não menos do que perplexo.
Sentimo-nos bem em gozar, que se dane o ser triste.
Esquecemos de o próximo ajudar.
Esquecemos que o bem é a moeda para o mal.
Esquecemos que é crime usurpar, matar.
Esquecemos que é de outro mundo o preconceito racial.
O tudo nunca é o suficiente.
Nós acabamos de tudo esquecer.
A culpa é do Sr. Presidente?
NÃO. Nós é que não sabemos viver.
Esquecemos de agir como seres pensantes.
A grande maioria, pedaços de merda ambulantes.
II
O que há no inocente para tornar-se culpado?
Cada dia as pessoas idolatram o derramado sangue.
Há miséria demais em todo o espaço ocupado.
A cada dia as pessoas acham “maneiro” formar uma gangue.
Queremos violência, armas, criminosos.
Queremos cada vez mais crimes dolosos.
Queremos ver mortos, dor, tragédia.
De tudo que vemos rimos, achamos comédia.
Quando acontece com quem ri,
A história é outra. A graça evapora.
Nunca mais volta, ela vai embora.
A realidade é diferente?
A verdade é que somos doentes.
Destruímos o ambiente o qual estamos subsidiados a viver.
“Somos idiotas o suficiente pra defecar no ambiente em que se mora; ignorantes, arrogantes, frios, a ponto de achar graça da triste realidade, a realidade que um dia chegará à vida de quem não sabe viver; Cínicos por achar que a culpa nunca é nossa, alias, nunca somos culpados, “Eu”? “Não fiz nada!”, bando de hipócritas; NÓS, seres Desumanos, acabaremos pondo fogo no próprio rabo, estando cada vez mais perto de nossos ancestrais, meros ANIMAIS NÃO PENSANTES.”
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Nostalgia
Para poder-nos ter um momento de quietude?
Percebemos que escolhemos outro caminho, e nesta virtude,
Percebo que talvez não seja preciso viver para saber.
E na hora que o primeiro raio matinal,
Faz um carinho em você? É como ter o amor
Como bateria. Não é diário, semanal, nem anual.
É desde o sol nascer até se pôr.
E nesse momento quase indescritível,
Vejo que sou quase invisível,
Otário e sem graça. Apenas com um lápis e papel.
Percebo que ter-te meu doce mel,
É uma tarefa quase impossível.
Nosso romance seria um pedaço de céu...
“De que importa meu pundonor?
Para que me vale ser pensador,
Se de tanto pensar no amor
Eu só ganho torpor?”
sábado, 3 de novembro de 2007
Noite profana
Não me peça para fazer promessas...
Não se preocupe como vou ficar.
O sofrimento não me assusta,
A dor não me surpreende mais.
Já cruzei o inferno algumas vezes
E minhas cicatrizes não mentem.
Se o pior acontecer, o que posso fazer
Senão suportar mais uma vez.
Acho que me acostumei tanto
Que não me incomodo com o pranto
Ou com o coração apertado.
A dor me faz lembrar que estou vivo,
E com um sorriso no rosto, permaneço calado.
Reúno meus demônios e damos um abraço coletivo.
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Passaporte para o paraíso
Talvez nunca descubra a textura dos seus lábios,
Ou a respiração taquicardíaca quando seus olhos
Miram os meus, inevitável como a onda que levanta
E que vai quebrar ao chegar perto da areia...
Eu vou confessar que enterraria meu nariz
Nas montanhas das suas curvas, do pescoço
Até seus quadris, e lá dormiria para sempre.
Prenderia seu rosto nas minhas mãos
A fim de não perder o revirar de seus olhos
E sua boca abrir involuntariamente e sorrir depois
Abraçando-me e secando o suor de nossos rostos.
Nunca imaginei que o preço do paraíso
Seria pago cometendo um pecado.
E para chegar lá passaria pelo inferno...