“Nas minhas
profundezas existe um lugar silencioso
Distante de
todo e qualquer pensamento turbulento.
Faço dele
meu refúgio, perco e reencontro-me
Quantas
vezes forem necessárias, até o amanhecer chegar.
E lá posso
sentir teu abraço, teu cheiro e tuas mãos
Segurando-me
forte, até que possa ficar de pé novamente...
Então, a
chuva dos meus olhos desce curando as feridas
E teus
olhos guiam os meus para além desse abrigo.”
Diante
desse caos com sangue fervendo em minhas veias
Mãos trêmulas
como quem convulsiona loucamente;
Busco minha
paz na esperança de conseguir construir
O meu
templo de amor, para que minha alma possa descansar
No calor do
seu abraço, na serenidade do seu olhar,
Sem precisar
se desculpar por ser profunda e intensa demais...