Parei de pensar
e pus duas pedras de gelo no meu copo
A fumaça do
charuto afasta os pensamentos de mim
Parece que
o tudo o que contruí se foi com um sopro
E todo amor
que vivi, amei sozinho até o fim.
Jamais
imaginei que sozinho estaria menos só
E que
caminhando nesse deserto encontraria a mim mesmo
A noite cai
e o vento leva para longe o amor que virou pó
E a lua
ilumina a ilusão alimentada por quem escreve
Perdendo a
cor, a esperança e a rima.
Assim como
o poeta, o copo se esvazia
Mas a garrafa
da vida torna-o a encher
A lua se
vai mas o sol está a nascer
Na certeza –
ou não – que o que doía
Lembra-me
que a força vem de cima.