Sentado na
varanda em uma quinta-feira
Saco da caixa
meu instumento
Higienizo minha
alma com algo que cheira
A carvalho,
e assim descrevo meu sentimento.
Entre uma
puxada e outra a fumaça sai pela boca
E consigo abrir
meu peito e escrever o que aqui jaz
Quando a
dor que atropela não é pouca
Tendo o
cuidado de não cortar fundo demais
E assim liberto
os anjos e os demônios de mim.
E os ofereço
uma dose de whisky para brindar a liberdade
Pois, um
poeta não é aquele que rima e organiza palavras.
É aquele
que sabe dissecar a alma e liberar todas as travas,
Apreciar o
amor, apreciar a dor, a solidão de verdade.
É o
alquimista que transforma emoções em sua varanda – ou jardim.