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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Sentimentos eviscerados

 

Sentado na varanda em uma quinta-feira

Saco da caixa meu instumento

Higienizo minha alma com algo que cheira

A carvalho, e assim descrevo meu sentimento.

 

Entre uma puxada e outra a fumaça sai pela boca

E consigo abrir meu peito e escrever o que aqui jaz

Quando a dor que atropela não é pouca

Tendo o cuidado de não cortar fundo demais

 

E assim liberto os anjos e os demônios de mim.

E os ofereço uma dose de whisky para brindar a liberdade

Pois, um poeta não é aquele que rima e organiza palavras.

 

É aquele que sabe dissecar a alma e liberar todas as travas,

Apreciar o amor, apreciar a dor, a solidão de verdade.

É o alquimista que transforma emoções em sua varanda – ou jardim.