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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Templo de amor

 

“Nas minhas profundezas existe um lugar silencioso

Distante de todo e qualquer pensamento turbulento.

Faço dele meu refúgio, perco e reencontro-me

Quantas vezes forem necessárias, até o amanhecer chegar.

 

E lá posso sentir teu abraço, teu cheiro e tuas mãos

Segurando-me forte, até que possa ficar de pé novamente...

Então, a chuva dos meus olhos desce curando as feridas

E teus olhos guiam os meus para além desse abrigo.”

 

Diante desse caos com sangue fervendo em minhas veias

Mãos trêmulas como quem convulsiona loucamente;

Busco minha paz na esperança de conseguir construir

 

O meu templo de amor, para que minha alma possa descansar

No calor do seu abraço, na serenidade do seu olhar,

Sem precisar se desculpar por ser profunda e intensa demais...