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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

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Teus olhos não podem escapar dos meus.

Por mais que teu sorriso tente disfarçar

Vejo as cicatrizes que tua alma carrega.

Encaixo sua cabeça em meus ombros

 

E faço deles teu porto seguro, teu lar.

Meus dedos seguem as linhas do teu rosto

Tocam teus lábios e encontram tuas orelhas

Descem pelo seu pescoço até seu queixo.

 

Como é trágico e belo dois corações partidos

Poderem juntar seus pedaços de uma única vez...

Assim, podes carregar parte do meu em ti,

 

Para lembrar-te do tamanho da minha força,

E fazer-me lembrar da beleza da tua dor;

Parte que roubei para mim,


Templo de amor

 

“Nas minhas profundezas existe um lugar silencioso

Distante de todo e qualquer pensamento turbulento.

Faço dele meu refúgio, perco e reencontro-me

Quantas vezes forem necessárias, até o amanhecer chegar.

 

E lá posso sentir teu abraço, teu cheiro e tuas mãos

Segurando-me forte, até que possa ficar de pé novamente...

Então, a chuva dos meus olhos desce curando as feridas

E teus olhos guiam os meus para além desse abrigo.”

 

Diante desse caos com sangue fervendo em minhas veias

Mãos trêmulas como quem convulsiona loucamente;

Busco minha paz na esperança de conseguir construir

 

O meu templo de amor, para que minha alma possa descansar

No calor do seu abraço, na serenidade do seu olhar,

Sem precisar se desculpar por ser profunda e intensa demais...