Pesquisar este blog

quinta-feira, 11 de junho de 2015



Eu odeio despedidas. Mas, se tem algo que odeio mais é não me despedir. Todos os dias saímos de casa e não sabemos o que pode acontecer, se voltaremos ou não. Tudo muda quando a Morte entra na nossa vida. Se não muda, deveria. Ainda não sei como será quando chegar em casa e não encontrar meu amigo de quatro patas mordendo meu calcanhar, olhando-me pedindo colo, quase que falando comigo. Não consigo lembrar da última vez que me despedi dele. Eu deveria estar arrumado para o trabalho e não queria sujar a roupa, provavelmente. Arrependimento não é máquina do tempo; arrependimento não muda o passado. Ainda consigo lembrar da energia do seu balançar de rabo ao me ver. E só de lembrar surge um aperto no peito ao saber que não poderei mais pegá-lo no colo. Ela não manda cartas, Ela não avisa quando virá nos visitar. Ela vem, nos rouba e deixa o vazio.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Outono


Quando menos esperamos é quando mais temos a ganhar.
Não canso de surpreender-me com o que o acaso me traz.
Desta vez, um sorriso mais que maravilhoso, deixa-me em paz.
Desejo louco de tomar o espaço do seu abraço e seus lábios encontrar.

Quando menos tento controlar mais liberdade consigo ter.
Sua pele branca e macia realça na minha pele morena,
Longe de mim ela é alta mas, perto ela é pequena.
De noite ela é Lua e de dia ela é Sol; sempre fácil de se ver.

Sua presença é como um entardecer caloroso e relaxante.
Provocante como quem sabe o que faz, enlouquece-me.
As rimas se misturam pela cabeça, e já não sei o que sou.

Se fosse para lhe dar um nome, daria Outono.
Quando ele chega renovam-se as folhas, para que novas venham.
E que assim seja o meu Outono, repleta de novas folhas.

domingo, 10 de maio de 2015

Vinte e dois


O futuro é o passado que ainda não aconteceu.
Tudo o que temos é o agora, nosso grandioso presente.
O que já foi vivido repousa hoje na memória.
E tudo o que vivemos são apenas lembranças.

Aprendi que nem sempre o melhor é o mais importante;
Às vezes, o essencial é o que realmente faz a diferença.
Nossa vida é uma caixa de lembranças, onde moram na memória.
Prefira olhar para trás e lembrar somente do essencial.

Compete a cada um de nós escolher o que lembrar.
Depende de nós, fazer por onde poder ter boas lembranças.
Porque no final da vida, não temos nada senão elas.

Em três dias estarei completando meus vinte e dois invernos.
Não sei quantos mais precisarei completar para ter a primavera...
Que a primavera chegue logo e aqueça todas as minhas lembranças.


Quanto mais eu tento me esquivar, mais eu me aproximo. O amor é irônico, quanto mais tentamos fugir, mais estamos presos. Ele costuma acontecer quando estamos distraídos, sentados na praça ou fazendo um lanche em uma cafeteria. Não se reserva um amor como quem reserva uma mesa de restaurante. Se for, ele será imprevisível, inesperado. Não existe milagre, ou destino. O amor é coincidência. É como aquela sensação de pegar o ônibus saindo do terminal, com só uma poltrona disponível; como aquele dia que você conseguiu pegar todos os sinais de trânsito verdes e chegar à tempo no trabalho. Amor é quando você quer estar ao lado de alguém, o máximo que puder, mesmo que isso signifique se envolver no inferno que a vida dessa pessoa possa ser. Amar é deixar de tentar controlar a vida e viver para ser feliz, viver ao lado do seu amor. É quando nosso coração sorri para essa pessoa, e nós sentimos que somos capazes de amar infinitamente; é quando essa mesma pessoa torna-se tudo de melhor que conhecemos, e tudo o que queremos conhecer. O amor não se descobre uma semana depois. O amor é o sorriso do coração, é quando nossa alma fica aquecida e completa quando estamos perto um do outro. Amar é ser imortal, é plantar a imortalidade no outro. Amor é respeito; é paciência; é tolerância; é carinho; é frio na barriga; é sorrir sem motivo; é ser o motivo do riso do outro; é se sentir completo; é se preocupar; é sentir ciúmes. Como dizia o velho Bukowski, o amor é tudo aquilo que disseram, e tudo aquilo que também não disseram. Espero que o Caio Fernando esteja errado e que eu tenha nascido para sentir  viver um amor. Um amor está bom. Não existe amor pequeno, afinal, para ser amor é porque ele é grande.

Feito feiticeiro


Olha, não tem problema em quebrar as suas regras.
Você se apaixonou, não tem como controlar tudo.
Esse sentimento é bagunceiro, tira tudo do lugar.
Você tenta andar em linha reta, mas, anda torto.

Em breve, todas essas borboletas no seu estômago,
Irão sair voando por aí, e não restará mais frio na barriga.
Você verá que por ser tão pouco, será muito;
O suficiente para fazer as malas e partir.

Perceberá que não importa quantos cigarros você trague;
Você não vai conseguir trazer sua paixão para si.
Não importa quantas doses de bebida você vire;

Você não vai fazer sua paixão se virar para si.
O amor é um feitiço, e a paixão um feitiço mal feito.
Todo mundo sofre. Quem é que nunca bancou o feiticeiro?


quarta-feira, 29 de abril de 2015

Vômito



Não tenho a obrigação de agradar à ninguém.
Não serei algo que não sou, somente para atrair alguém.
Não quero saber qual é a opinião dos outros.
A única coisa que quero ultimamente, é paz.

Estou cansado dessa dieta de metades.
Meio pão, meio copo de leite, meia colher de arroz;
Meio dia, meia hora, meio longe, meio perto;
Meio apaixonado, cheio de meias verdades.

Não quero um meio sentimento, nem uma meia pessoa.
Sempre fui egoísta, e sou péssimo em dividir amores.
O que sinto não é vontade de comer, é fome. de amor.

Chega de metades, bastam as minhas duas.
A única coisa que quero, é paz diante esta guerra.
Na guerra do amor, meu colete nunca foi à prova de paixões.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

DÔI MENOS NATOS FIM


Preciso encontrar uma maneira de domar os meus demônios.
O quanto antes, antes que eles acabem comigo...
É uma dor que consome de dentro para fora; enlouquecedora.
E como tudo tem uma origem, vou explicar como aconteceu.

No início era o nada, e fez-se luz. A esperança nasceu em mim.
Ela teve uma filha, seu parto foi difícil, e foi batizada de dor.
A dor se apaixonou pelo sofrimento, e tiveram um filho, o amor.
Mas, o amor...  O amor nasceu para ser par, para ser amado, não separado.

E foi então que o amor se transformou em ódio, e envenenou meu coração.
Tornou-se um palco perfeito para meus demônios me possuírem.
E consumirem-me até a última lágrima tornar-se agonia.

No início era o nada, e fez-se luz.
Agora ainda é um nada, mas fez-se escuridão.
O fim, será uma luz escurecida com sangue.


(Demônios famintos)

Futuro mais que imperfeito

Sinceramente, certas coisas certamente nunca entenderei.
Como por exemplo, alguém que você tanto se desdobra;
Alguém que você tanto busca fazer por onde, estar presente;
Alguém que você faz questão de arrancar um sorriso, de ver bem.

Alguém que se mostra frágil e indefesa, sem o ser de fato.
Alguém que não cobra, mas você faz questão de dar tudo.
Alguém confusa, que confunde tudo na hora que não deveria.
Alguém que brinca com você, no momento de coisa séria.

Como pode alguém mostrar-se necessitada de você;
Enquanto você move montanhas e luta contra o desconhecido,
Para na hora em que você chegar, ela estar bem, estar com outro.

Como é incompreensível para aquele que faz tanto,
Perceber que no final das contas, tanto fez como tanto faz.
Como é doloroso amar um amor singular, no pretérito imperfeito


sexta-feira, 3 de abril de 2015

Já foi cravo da vida


Não há motivos para estar infeliz. Então por quê?
Por que quando passo por uma janela, penso em voar?
Sentir o chão de encontro ao peito, o ar envolvendo o rosto.
É uma loucura, é uma ideia, um pensamento emocionante.

Por que quando vejo o mar penso em nele me afogar?
Por que a dor não dói mais como doía?
Por que não podemos ser egoístas de vez em quando?
Pessoas são importantes até outras tomarem sua posição.

Só porque você acha não quer dizer que seja verdade.
Sentimentos renovam-se como folhas de uma árvore.
Se até o céu chora, por que não eu?

Perdoe-me, mas não tenho motivos.
Eu assumo toda a responsabilidade.
Ah, meu Deus, que seja breve...


sábado, 21 de março de 2015

Inversos



Sei que ela adora atenção. Já eu odeio a tensão que isso causa.
Estar distante é mais do que um problema, é uma condição...
E sei que você não precisa aceitar também... Eu não aceito tão bem.
Mas, ultimamente, a única condição que não aceito é não tê-la.

A única coisa que nos separa é o mesmo que separa o céu do mar.
O tempo me mostrou que todas as escolhas que eu julgava certas
Estavam erradas. Mas, o arrependimento não me acompanha.
Escolhas erradas me trouxeram até ela. E por ela vou lutar...

Ela é tão única como a primeira vez que nossos lábios se encontrarão.
Tão especial como um abraço apertado, coberto de saudades.
Tão vital como meu coração é para meu corpo inteiro.

Jamais vi alguém se doar e fazer o que ela faz.
Ela não tenta tirar-me da dor. Ela tira a dor de mim.
Ela transforma a dor em amor...

Elevador


Caixa vazia, gelada, que sobe e desce em um único sentido.
Pessoas entram e saem, e ele sobe e desce, sobe e desce.
A maioria lotação máxima, mas esse para dois somente.
Por enquanto ele é público, mas há de se tornar privado.

Como uma caixa metálica que se abre e fecha, sobe e desce;
Gelado como metal, vazio com espaço para dois.
Assim é a caixa de gelo que em meu peito repousa.
Pública, amassada, pichada, desgastada, quebrada.

Como pode algo ser e não ser, simultaneamente?
Só existe uma coisa que explica. Mas já está morto.
Explicaria talvez o porquê de gostar e não gostar de elevadores.

A grande confusão é: Vemos e ouvimos o que queremos ver e ouvir.
Ela no fundo tem medo, e não gosta de elevadores...
O que ela gosta mesmo, é de elevar a dor.


Alternador


Certa vez li em um dicionário de latim: "Tempus edax rerum".
E li também: " Omnia vincit amor".  Se mexer um pouco...
"O tempo vence tudo" e " O amor destrói todas as coisas".
Não é o tempo que destrói tudo, e o amor não vence tudo.

Para que algo seja esquecido, não basta o tempo passar.
Basta você decidir esquecer. Parece simples, mas não o é.
Para que algo novo seja construído, algo velho deve ser destruído.
E é por isso que digo que o amor destrói todas as coisas.

Mas, o amor não nasce amor. Ele nasce uma paixão.
E todos sabemos como as paixões costumam terminar...
Terminam molhadas, encolhidas, doídas, espalhadas pelo chão.

Uma paixão errada é como uma cerca elétrica de alta voltagem.
Você se agarra e toma uma carga absurda... Não é tão fácil se agarrar de novo.
Não é como um alternador, e simplesmente alternar a dor...

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Livros


Posso estar sendo bastante esdrúxulo ao dizer:
"Pessoas são como livros de todas as preferências."
Cada um lê o tipo de livro que gosta, isso é natural.
Não existem livros ruins, existem livros que não te atraem.

Todo mundo já começou a ler um livro que diziam ser bom,
Mas parou antes da metade porque achou um porre de leitura.
Há livros com uma linguagem mais clara e simples, e outros não.
Há livros que necessitam de uma leitura mais atenciosa, demorada.

Tudo está na mão do leitor, desde a escolha até a leitura do livro.
Nem todo mundo sabe ler, ou se sabe, é como se não soubesse.
Há excelentes livros empoeirados na sua estante, esperando para serem lidos...

Assim como pessoas, um livro terminado, é um livro terminado.
Mal lido ou não, está terminado. Ele então voltará para estante.
Se pessoas são livros, o amor seria como uma bíblia sagrada.