Preso entre quatro paredes, sem ter pra onde ir...
Com apenas uma janela para que possa respirar,
É uma prisão onde a luz do sol não pode se sentir.
Prisão única, onde novos detentos não se podem abrigar.
Só há uma chave que possa quebrar essas correntes,
Só há uma chave que possa abrir esta imunda cela.
Aqui não há mais espaço para almas subitamente doentes.
O único sonho que tenho é poder alcançar a janela...
Por que sonhamos mais alto do que podemos alcançar?
Talvez porque o culpado disso seja o inocente vento...
Por não poder vê-lo, porque se não vir não pode se amar.
Amamos o que vemos, por isso odeio essa fria.
A pior prisão não é feita de pedras tijolo e cimento...
A pior prisão é aquela que a nossa mente cria.
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domingo, 18 de julho de 2010
sábado, 12 de junho de 2010
Nunca é tarde para amar
O frio é congelante e impiedoso este que invade
A madrugada que chega, juntamente com a tua
Pessoa que acaba de adentrar com minha propriedade
Sobre pernas brancas, e uma pele como a lua.
Chegastes tarde, mas não tanto para que deixasse
De possuir-te, de sentir teu calor corpóreo...
Chegastes tarde, mas não para que não a amasse
Mais... Meu amor é como um esboço arbóreo
Que a cada ramo, mais estão a surgir e completar
O espaço que falta até preencher tudo o que há,
O que há por fora, o que por há dentro de nós...
É algo que se nutre sozinho, basta deixar amar
Que o que tiver de ser, há de ser mais do que será.
És tu minha amada, de todo meu amor é a foz.
O que os jovens pensam
Quando jovens, pensamos que encontraremos nosso amor,
Mas as aventuras da adolescência só nos fazem perder de vista.
As cicatrizes do siso nos mostram que é preciso saber o que é a dor
Para saber que o amor não é como nos quadrinhos das revistas...
Quando jovem, confesso que caí nas armadilhas sem saber.
Confesso que não queria escutar os mais velhos, chatice...
E confesso que quando cresci, somente, pude compreender
Que é fundamental tropeçar, e passar por toda babaquice.
Quando jovem, minha doente pessoa amava uma mulher feita,
Evidente amor de adolescente, amor impossível, perigoso...
Mas o amor era puro, intenso, sequioso, ela era perfeita...
E sempre que a via, sabia que era impossível, isso fazia mais gostoso.
Até que certo dia, já homem feito, acordei em minha quente cama,
E ao meu lado, não estava ela, mas eu a amava tanto quanto quem ama.
Mas as aventuras da adolescência só nos fazem perder de vista.
As cicatrizes do siso nos mostram que é preciso saber o que é a dor
Para saber que o amor não é como nos quadrinhos das revistas...
Quando jovem, confesso que caí nas armadilhas sem saber.
Confesso que não queria escutar os mais velhos, chatice...
E confesso que quando cresci, somente, pude compreender
Que é fundamental tropeçar, e passar por toda babaquice.
Quando jovem, minha doente pessoa amava uma mulher feita,
Evidente amor de adolescente, amor impossível, perigoso...
Mas o amor era puro, intenso, sequioso, ela era perfeita...
E sempre que a via, sabia que era impossível, isso fazia mais gostoso.
Até que certo dia, já homem feito, acordei em minha quente cama,
E ao meu lado, não estava ela, mas eu a amava tanto quanto quem ama.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Astros não possuem corações Pt. II
Ela é tão brilhante como o sol enorme
Que ilumina metade da nossa terra,
Enquanto eu ilumino a outra metade.
Uma guerra que não é uniforme...
Ela é tão radiante, tão poderosa,
Que ninguém ousa olhar diretamente.
Eu não ilumino como ela, grandiosa...
Mas ilumino parte da noite, suavemente.
Tenho minhas formas diversas de aparecer,
Tudo depende. Já ela, sempre radiante...
Combinação perfeita, a noite, o dia...
Amor impossível, certo de não acontecer...
Quando sou lua cheia e estou no céu adiante
Ela não me percebe. Seu brilho me apaga.
Que ilumina metade da nossa terra,
Enquanto eu ilumino a outra metade.
Uma guerra que não é uniforme...
Ela é tão radiante, tão poderosa,
Que ninguém ousa olhar diretamente.
Eu não ilumino como ela, grandiosa...
Mas ilumino parte da noite, suavemente.
Tenho minhas formas diversas de aparecer,
Tudo depende. Já ela, sempre radiante...
Combinação perfeita, a noite, o dia...
Amor impossível, certo de não acontecer...
Quando sou lua cheia e estou no céu adiante
Ela não me percebe. Seu brilho me apaga.
Amor de papel
Tão linda como uma noite de lua,
A meus olhos nunca será feia.
Arrasa corações por andar nua
Numa noite mágica de lua cheia.
Tão linda como o nascer do sol no horizonte,
A meu corpo deixará aquecido constante.
De todo os desejos dos homes, tu és a fonte
Que afogo-me tornando-me o teu amante...
Tão linda como a mais flor de jasmim
Que inveja os pobres anjos com meros cabelos cor de mel.
Tão linda, tão mais que um simplório serafim...
Mas esse amor incessante, esse amor de papel
Não esperava que o nosso improvável fim
Acabasse com tu derramando lágrimas do céu.
A meus olhos nunca será feia.
Arrasa corações por andar nua
Numa noite mágica de lua cheia.
Tão linda como o nascer do sol no horizonte,
A meu corpo deixará aquecido constante.
De todo os desejos dos homes, tu és a fonte
Que afogo-me tornando-me o teu amante...
Tão linda como a mais flor de jasmim
Que inveja os pobres anjos com meros cabelos cor de mel.
Tão linda, tão mais que um simplório serafim...
Mas esse amor incessante, esse amor de papel
Não esperava que o nosso improvável fim
Acabasse com tu derramando lágrimas do céu.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
De todas uma
Por mais que seja muita a distância,
Nem mesmo a imensidão do universo
É capaz de inibir o brilho de uma estrela...
A distância faz do Amor perverso,
Mas inda assim sinto o seu brilho
Que ilumina o meu dia, Oh Deus,
Como pode um ser perfeito ser teu filho?
Como poder não apaixonar-me pelos olhos seus?
Mesmo que junto a mim não esteja perto
Eu posso sentir, com toda a certeza
Que o que sinto, oh céus, não é incerto.
Como lhe dizer com mais clareza
Se são com poucas palavras que lhe proclamo:
De todas as estrelas, é você a que amo...
Nem mesmo a imensidão do universo
É capaz de inibir o brilho de uma estrela...
A distância faz do Amor perverso,
Mas inda assim sinto o seu brilho
Que ilumina o meu dia, Oh Deus,
Como pode um ser perfeito ser teu filho?
Como poder não apaixonar-me pelos olhos seus?
Mesmo que junto a mim não esteja perto
Eu posso sentir, com toda a certeza
Que o que sinto, oh céus, não é incerto.
Como lhe dizer com mais clareza
Se são com poucas palavras que lhe proclamo:
De todas as estrelas, é você a que amo...
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
A marca do amor
Não conseguimos segurá-las quando sentimos dor.
É como se algo gritasse liberdade dentro do peito.
Há vezes nas quais elas descem com tanto rigor...
Mas como tudo na natureza, não tem como ser perfeito.
Lembro-me que quando meu amor encontrou o céu,
Elas escorriam e dentro de mim crescia o pavor...
Como se escorresse sangue e sujasse o seu fúnebre véu...
Ele inunda o seu lugar de repouso como meu amor...
E para debaixo da terra seu corpo há de apodrecer...
Mas sinto como se sua alma estivesse ao meu lado.
Sinto que minha carne, vermes estão a comer...
Como é a dor de ver na tua lápide, lá enterrado,
O coração que bateu por dois corpos numa só vez...
O amor que me deste quando a vi não se desfez.
É como se algo gritasse liberdade dentro do peito.
Há vezes nas quais elas descem com tanto rigor...
Mas como tudo na natureza, não tem como ser perfeito.
Lembro-me que quando meu amor encontrou o céu,
Elas escorriam e dentro de mim crescia o pavor...
Como se escorresse sangue e sujasse o seu fúnebre véu...
Ele inunda o seu lugar de repouso como meu amor...
E para debaixo da terra seu corpo há de apodrecer...
Mas sinto como se sua alma estivesse ao meu lado.
Sinto que minha carne, vermes estão a comer...
Como é a dor de ver na tua lápide, lá enterrado,
O coração que bateu por dois corpos numa só vez...
O amor que me deste quando a vi não se desfez.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
O que os olhos não vêem
Minto quando digo que a algo não estou preso.
Inda que para cada um há algo novo, talvez diferente...
Na tua ausência, já me tornei um tremendo obeso.
Há dias que me pergunto se por ti sou doente...
Ainda que não esteja aqui, comigo abraçada,
Gravo em minha memória as lembranças não vividas, e
Revivo-as em meus pensamentos trazidos pela lufada...
A cada dia eu vou descobrindo que tu deixas as rosas floridas.
Vinha observando o céu à noite, e veio a resposta divina.
Incontestavelmente eu descobri que tu és o que me prende.
Da noite escura, tu és aquilo o que da escuridão me ilumina.
Às vezes erramos, mas quase sempre a gente aprende.
Desde hoje eu sei que tu és a minha doce gravidade.
E mesmo sem poder ver-te, sei que és de verdade.
Inda que para cada um há algo novo, talvez diferente...
Na tua ausência, já me tornei um tremendo obeso.
Há dias que me pergunto se por ti sou doente...
Ainda que não esteja aqui, comigo abraçada,
Gravo em minha memória as lembranças não vividas, e
Revivo-as em meus pensamentos trazidos pela lufada...
A cada dia eu vou descobrindo que tu deixas as rosas floridas.
Vinha observando o céu à noite, e veio a resposta divina.
Incontestavelmente eu descobri que tu és o que me prende.
Da noite escura, tu és aquilo o que da escuridão me ilumina.
Às vezes erramos, mas quase sempre a gente aprende.
Desde hoje eu sei que tu és a minha doce gravidade.
E mesmo sem poder ver-te, sei que és de verdade.
Jardim abandonado
No meu jardim ontem eu cortei a grama...
Para hoje contigo estender uma toalha e sentar.
Para olhar em teus olhos e ouvir que me ama...
No meu jardim hoje eu não vejo você chegar...
Deito-me sozinho no chão à espera sem fim...
As estrelas chegam, mas você ainda não...
O sol nasce e seus raios queimam em mim...
Acordando-me deparo com o vazio chão...
E recolho dele a toalha suja com grama cortada.
O vento toca meu rosto e sinto você perto...
Procuro por todos os lados, mas não encontro nada...
Desde então os dias passam, e nunca mais acerto...
O vento desapareceu e a levou para longe sem pena.
Sem você por perto sou apenas uma criança pequena...
Para hoje contigo estender uma toalha e sentar.
Para olhar em teus olhos e ouvir que me ama...
No meu jardim hoje eu não vejo você chegar...
Deito-me sozinho no chão à espera sem fim...
As estrelas chegam, mas você ainda não...
O sol nasce e seus raios queimam em mim...
Acordando-me deparo com o vazio chão...
E recolho dele a toalha suja com grama cortada.
O vento toca meu rosto e sinto você perto...
Procuro por todos os lados, mas não encontro nada...
Desde então os dias passam, e nunca mais acerto...
O vento desapareceu e a levou para longe sem pena.
Sem você por perto sou apenas uma criança pequena...
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
E de repente, de repente
Estava frio e de repente ficou quente.
Estava ventando e de repente parou.
Estava firme e de repente desmoronou.
Estava saudável e de repente doente.
Estava sol e de repente chovia.
Estava verde e de repente apodrecido
Estava chorando e de repente ria.
Estava lembrado e de repente esquecido.
Estava longe e de repente perto.
Estava errado e de repente certo.
Estava dormindo e de repente acordou.
Estava deitado e de repente se levantou.
Estava reto e de repente torto.
Estava apaixonado e de repente morto.
Estava ventando e de repente parou.
Estava firme e de repente desmoronou.
Estava saudável e de repente doente.
Estava sol e de repente chovia.
Estava verde e de repente apodrecido
Estava chorando e de repente ria.
Estava lembrado e de repente esquecido.
Estava longe e de repente perto.
Estava errado e de repente certo.
Estava dormindo e de repente acordou.
Estava deitado e de repente se levantou.
Estava reto e de repente torto.
Estava apaixonado e de repente morto.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Pintor de céus
Sou o homem que diariamente pinta o céu.
Troco as nuvens de lugar, dando uma cor.
Uma pra lá, outra pra cá e o sol cor de mel.
Desenhar o entardecer não é pra qualquer pintor.
Momento mais indeciso é o do amanhecer...
Sem saber ao exato o que pôr na minha tela.
Do céu negro, a lua e as estrelas começo a recolher.
E lembro-me do dia em que a vi chorando na janela...
Quando vejo, o céu é cinza cor de tempestade.
E manchas aparecem distorcendo a pintura.
Trovões surgem rompendo a tranqüilidade...
Mas o dourado sol assusta a tempestade escura.
Pintar o céu é um prazer que me foi dado.
Realizo-o com prazer, ignorando não ser lembrado...
Troco as nuvens de lugar, dando uma cor.
Uma pra lá, outra pra cá e o sol cor de mel.
Desenhar o entardecer não é pra qualquer pintor.
Momento mais indeciso é o do amanhecer...
Sem saber ao exato o que pôr na minha tela.
Do céu negro, a lua e as estrelas começo a recolher.
E lembro-me do dia em que a vi chorando na janela...
Quando vejo, o céu é cinza cor de tempestade.
E manchas aparecem distorcendo a pintura.
Trovões surgem rompendo a tranqüilidade...
Mas o dourado sol assusta a tempestade escura.
Pintar o céu é um prazer que me foi dado.
Realizo-o com prazer, ignorando não ser lembrado...
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Meio Amargo
É tão negro, é tão delicioso como o chocolate meio amargo.
Que a boca antes doce, com o tempo, torna-se amarga...
Meu vazio é tão negro, e com o tempo se torna mais largo...
E o tempo torna cada vez mais pesada a minha carga...
Diferente do chocolate, o vazio não termina...
E ele se funde ao chocolate e me alucina...
Deixar-me-ia largado no chão tendo uma overdose,
E para não sentir o vazio, peço-te mais uma dose...
Assim como meu coração o amor sempre parte,
Eu quero me afundar nesse nosso chocolate...
Chocolate negro, como as tuas lembranças...
Que a minha deliciosa e dolorosa esperança,
Foi como comer chocolate, foi bom de destruir...
Agora vejo que essa overdose para sempre me fará dormir...
Que a boca antes doce, com o tempo, torna-se amarga...
Meu vazio é tão negro, e com o tempo se torna mais largo...
E o tempo torna cada vez mais pesada a minha carga...
Diferente do chocolate, o vazio não termina...
E ele se funde ao chocolate e me alucina...
Deixar-me-ia largado no chão tendo uma overdose,
E para não sentir o vazio, peço-te mais uma dose...
Assim como meu coração o amor sempre parte,
Eu quero me afundar nesse nosso chocolate...
Chocolate negro, como as tuas lembranças...
Que a minha deliciosa e dolorosa esperança,
Foi como comer chocolate, foi bom de destruir...
Agora vejo que essa overdose para sempre me fará dormir...
sábado, 5 de dezembro de 2009
O envelhecer das rosas
Quem diria que um dia uma fraca e pequenina roseira
Daria rosas tão belas cujo perfume é encantador...
Toco suas pétalas macias e lembro-me de meu amor...
Lembro e relembro-me de minha rosa a tarde inteira...
Tão jovem tão cheia de brilho, tão cheia de vida...
Que sua cor é intensa, viva de um tom reluzente.
Não há agora algum outro e melhor presente
Do que para meu viver essa rosa ter sido trazida...
O invejoso senhor do tempo então começa a agir...
E minha rosa vai perdendo o brilho e a cor...
E de minha rosa as pétalas já começam a cair...
Jamais pensei que tamanha beleza iria se for...
Vejo tristemente suas lindas pétalas murchar...
E só consigo inutilmente os meus olhos fechar.
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