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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Pulseira sem graça


Eu sou só mais um contador de histórias...

Era mais um dia ensolarado, com poucas nuvens no céu... Passava pelo terminal rodoviário, e pelas estações das barcas, quando olhei aquelas pessoas vendendo coisas pela rua, com aqueles panos pelo chão, pessoas humildes, com uma aparência um tanto que rebelde, como quem questiona o modo de vida "padrão" que as pessoas da sociedade levam. Eles vendiam artesanato, de fabricação própria. Algumas pulseiras me chamaram a atenção, mas na verdade não queria para coloca-las no pulso, e sim no tornozelo. Não encontrei nenhuma que me chamasse a atenção, então agradeci o senhor dono da barraca. Ele me olhou com um olhar puro - duvido que ele pensou que eu estaria aqui agora falando disso- e disse que faria um preço camarada. Eu escolhi uma pulseira para comprar, mas não foi por causa do preço camarada, e sim pelo olhar de necessidade dele. Quando eu abri a carteira para retirar o dinheiro, pude ver um sorriso de felicidade estampado em seu rosto, então ao pagar pela pulseira, ele me deu uma outra pulseira, um pouco mais simples, comum, meio sem graça. Eu apenas agradeci, e sorri de volta. Cheguei na casa do meu amigo, afinal, estava indo para lá deixar minhas coisas e ir a praia. Coloquei a pulseira no pé, como havia pretendido fazer, e aquela mais simples, meio sem graça, eu esqueci na mochila. Fui então a praia, banhei-me no mar salgado. E quando estava saindo da água, uma onda cobriu meus pés, e eu olhando a bruma, imaginei que a pulseira havia sido levada... Quando a onda se foi, a pulseira não estava mais lá! "Merda!" Eu pensei. Me xinguei por longos trinta segundos, e deixei de lado. Chegando na casa do meu amigo, pela segunda vez, eu procurava meu iPod na mochila, e encontrei uma outra coisa... Aquela pulseira sem graça. Sim, aquela que eu não havia dado o minimo valor. A pulseira que o senhor dono da barraca havia me dado de presente. Não sei porque, mas gostei de ter perdido aquela que eu comprei, e coloquei essa pulseira sem graça no meu pulso, no seu lugar certo. Mas logo depois, eu esqueci dessa historia toda.
Passaram se algumas semanas, e hoje, quando estava escovando os dentes, as 02:54 da manhã, tudo isso veio como um trovão na minha mente, e eu pude entender algumas coisas... Que nem sempre quando perdemos aquilo que mais gostamos, quer dizer que tudo está perdido; *A beleza da vida esta nas coisas simples; nos detalhes, nos sentimentos. Não nas aparências. * É perdendo que se aprende a ganhar as coisas, e a dar valor a coisas que antes não dávamos.* Por mais que algumas coisas sejam levadas, ou até tiradas de nós, sempre haverá coisas novas para ocupar os espaços vazios, basta você deixar isso acontecer.* As vezes nos enganamos, dando tanto valor a coisas erradas, que as vezes, precisamos perdê-las para nos dar conta de que o importante de verdade, está solto por ai, talvez perdido no fundo de uma mochila.* Que na vida, podemos tirar lições de tudo. Desde as experiências dos outros, das nossas próprias, ou de uma simples pulseira sem graça.* As vezes, as coisas que passam despercebidas por nos, que não damos a minima, lá na frente, podem ser as coisas mais importantes para gente. Não estou me referindo a pulseiras, mas a pessoas. Pessoas que passam despercebidas. Que não olhamos, não lembramos, que ignoramos... Um dia, podemos precisar delas, ou um dia, nossa felicidade pode estar na mão de uma delas. Ou talvez, nada disso. Nunca se sabe.* Quando alguém sorrir pra você, sorria de volta. Não importa a cor, idade, jeito, aparência... Apenas sorria de volta.* Nem sempre as melhores coisas são aquelas que compramos, as melhores, mais caras... As mais ricas, e melhores, são aquelas que ganhamos de uma forma sincera, simples, humilde, com um sorriso singelo, coberta de sentimentos, de valor, de vida, de amor. 

Engraçado como as coisas se transformam. Talvez eu não tenha entendido nada, talvez eu seja um burro que perdeu a pulseira nova no mesmo dia. Talvez. Vai saber o que se passa nessa cabeça...

domingo, 30 de dezembro de 2012

Amor além do sangue



Às vezes, a vida desanda e precisamos de alguém.
Alguém em quem confiar para entregar nosso coração.
Impressionante como o conforto dos braços traz um bem.
Seu sorriso é tão sincero, tão forte, que ilumina minha escuridão.

Seus olhos, grandes diamantes azuis, penetram na alma,
Acariciando-a, curando as dores da vida, criando esperanças.
Encontro em sua voz uma ponte direta para encontrar a calma,
E através dela absorvo a sabedoria para lidar com as lembranças.

As feridas se fecham com a fumaça de seu cigarro,
E com sua risada, até as mais profundas são amenizadas.
Me ensinou que a vida é como uma massa fresca de barro.

Nós somos os artesões, e precisamos de modeladas.
Na vida, tudo passa. Ela dizia, há muito tempo...
“Pensamento gera sentimento que gera comportamento.”