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sábado, 29 de dezembro de 2012

Haluch



Os segundos são como horas, as horas como dias.
Os dias são como anos, e os anos, são uma eternidade.
E assim o tempo vai passando, ou não. Fico sem vias,
Sem opções, a não ser aquelas que levam a crueldade.

A crueldade de dormir sozinho, sem estar acostumado.
A crueldade de não conseguir comer, não sentir fome.
A crueldade de pensar em você, sem estar forte, e preparado.
A crueldade de sofrer, de morrer, só de ver o teu nome.

E de repente, tudo parou.  O que andava, agora não anda.
E os pensamentos me levam até você, entro em prantos,
Na cama, no quarto, no chuveiro, na cozinha, na varanda...

A solidão invade o peito e ‘completa’ o vazio nele. Tantos
Sentimentos pra sentir, tantos momentos bons pra relembrar.
Mas o martelo não para. Socorro. Não quero mais rimar.