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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Palavras soluçantes

Eu sempre tive a mesma essência.
Eu sempre estive no mesmo lugar.
Eu sempre soube da sua ausência.
Eu sempre acreditei no verbo amar.

Eu nunca soube ser feliz sozinho.
Eu nunca quis estar no mesmo lugar.
Eu nunca gostei de não ter o seu carinho.
Eu nunca quis ver as pessoas me deixar.

Eu queria o calor dos seus olhos comigo.
Eu queria o aroma da sua pele na minha.
Eu queria ter a sua presença mais que um amigo.

Eu odeio ter que andar sobre uma fina linha.
Eu odeio não ter a certeza de que será verdadeiro.
Eu odeio ser mais um, todos os dias, o dia inteiro.

Jeito


Eles não entendem. Como pode algo dominar a mente,
Desde quando se abre os olhos e quando se fecham de vez?
Todo santo dia, toda santa noite. Das dores, O entorpecente.
Ou quem sabe dos vícios, o mais o perigoso. Viciado? Talvez.

Mesmo com os tantos dígitos de quilometragem que separam,
A cada dia, como se crescesse, dando vida, e tirando-a, sem fim.
Como deve ser a vida daqueles os quais nunca se apegaram
A alguém, aqueles os quais não sabem o que é ouvir um sim?

Eles não entendem. Eles nunca entenderão como ela é importante.
Com tantos quilômetros que nos separam, tantas inseguranças;
Cá entre nós, quem é que não teria receio de perder algo tão perfeito?

Ele não se escolhe, ele não se compra, ele acontece, e é marcante.
Ele traz vida ao que não tem, e a esses corações, traz esperanças.
Ele, o amor, quando verdadeiro, para existir, sempre dá um jeito.