Pesquisar este blog

domingo, 13 de novembro de 2011

Água de coco



E sentado num banco, de frente para praia, senti.
Com um par de olhos olhando para mim, sorri.
Sorrindo, perguntei-me a mim se era sincero, menti.
Ouvindo o marulho, não sendo forte o suficiente, iludi.

E sentado, o sol aquecia, o vazio se expandia, seu cabelo,
Com um par de olhos, aquecia meu coração, apertado.
Sorrindo, sorrir para disfarçar, o medo do pesadelo...
Ouvindo o marulho, sentindo a lufada, no meu peito gelado.

O sol então se põe, e é hora de voltar pra casa, pra realidade.
A saudade é como uma dívida com altos juros a ser paga...
Talvez nunca se pague. Ou quanto mais se paga, mais aumenta...

E é em casa que tudo se encaixa... É em casa que a liberdade
Reina sobre o que pensamos, desejamos... E a dúvida vaga:
“                                                                ” espaços vazios.