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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Soneto Sedento


Acordo e a primeira coisa a qual se passa pela mente é teus abraços,
Calor este diferente dos demais, o qual nenhum outro igual fornece;
O cabelo teu, os olhos teus, o corpo teu; não escaparão de meus braços
Resistentes como correntes que envolvem um tesouro que não se esquece.

Os dias vazios sempre foram. Agora sem teus ósculos mais os são.
A nostalgia ganha tamanho, sede esta nunca saciada. Sedento...
Desde que provei de teus lábios, toquei tua pele, e abandonei a solidão.
Esperança, palavra quase esquecida, um dia exposta ao vento;

Levou-a, e recentemente parece tê-la trago de volta, sono pesado...
O medo sempre foi presente, oscilando com a agonia, presa ao peito,
Unida aos sentimentos não sentidos, iludidos, perdidos no passado.

Relembrar é bom, mas viver o agora nunca pareceu tão... Sem jeito...
O rei finalmente encontrou sua coroa. Ela pode até não ser de ouro,
Sem mais dúvidas, melhor do que se fosse de ouro, só se fosse de louros...