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sábado, 9 de abril de 2011

Dias


Todo mundo tem dias cinzas, onde os telefones não tocam;
Onde as campainhas não gritam e as cartas não enviadas lembradas;
E os desejos de sumir, de aparecer para todos se chocam;
Não movendo nada sequer do lugar, senão mágoas passadas...

Todo mundo tem dias que a esperança se esconde nalgum canto,
Nos quais cada segundo se torna uma eternidade a ser prolongada
Nas tantas horas que nos afogamos em nosso próprio sutil pranto,
Sem ter certeza do que fomos; do que somos; de tudo e do nada...

Todo mundo tem dias em que tudo parece ser um tanto faz,
E que nada poderia aparecer e mudar, já que não apareceria
De verdade o que unicamente seria capaz de mudar tudo...

Nem todo mundo tem os dias em preto e branco, como um rapaz
Que ao ato de fechar os olhos, encontra sua vida, e desapareceria
Ao ato de abri-los. Sua vida é o amor. E por isso nunca mais abriu os olhos...