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quinta-feira, 10 de março de 2011

Ausência de sono


Serena como uma melodia tocada ao som de um piano,
Branca como leves cristais de neve que caem do céu,
Com olhos claros intensos, meigos, cores de mel...
Cuja pele, voz, gestos, cabelos, fazem meu coração leviano.

Tão impossível de tê-la como arrancar asas de um anjo,
Tão simples de criá-la como ir ao inferno e retornar
De mãos e peito vazios, como quem um enfeitado arranjo
De flores compra pra alguém que hoje não irá chegar...

Tão previsível és como o suave e amargo vento,
Mas que mãos encontrariam as minhas, senão as tuas?
Como desejar alguém se não tu, em qualquer vago momento?

Tão compreensível como ter no céu da noite duas luas...
Apesar de tudo, o espetáculo dos céus não pode cessar,
Com ou sem você, não há nada que me faça não te amar.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Dias frios


São dias frios como estes que tiram nossa cabeça do lugar.
É quando surge o desejo de ter ao seu lado quem te aqueça,
Quem te ouça, quem se abrigue nos braços, sem querer soltar;
Preso no doce ócio, entre risos e abraços, desejando que o fim não apareça...

São em dias frios como esses que surgem os pensamentos
Perigosos, onde tudo se torna melancólico, nostálgico.
Surge também a vontade de que tudo se vá com os ventos,
E que os mesmos tragam o amor, como um truque mágico.

São nos dias frios como esses que se torna notável a presença
De que estamos sós, obrigando-nos a pensar em como seria
Se não estivéssemos, tornando isso nada mais que uma doença.

São nos dias frios que nossas lágrimas se unem a chuva fria,
E nossos corpos se estremecem, fazendo crescer um vazio interno...
Nesses dias a única proteção é não precisar de uma, que não seja eterno.