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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Escuridão sem direção


Há muito tempo uma pergunta não parava de martelar.
Até hoje ainda não encontrei uma resposta tão plausível...
“O que é necessário para que algo no qual não possamos enxergar,
Tocar, medir, pesar, seja de fato real e possa existir? É possível?”

Senão fosse; que outra explicação teria para explicar o amor?
Somente uma coisa é necessária para se tornar algo real: Sentimento.
O que seria; do teu lindo rosto sem a cor nata vinda do rubor?
Dos teus sedosos cabelos sublimes sem o movimento do vento?

Destes versos inúteis, sem que esperasse que alguém os lesse um dia?
Por qual motivo os faria, senão pela esperança de teu rosto, pelas maças
Rosadas e belas, nascesse o sorriso mais radiante que jamais imaginaria

Possível de existir... Um sorriso deste iluminaria todas as minhas manhãs,
Sete dias por semana, vinte quatro horas por dia, sempre, como o infinito.
Por mais que digam o contrário, não o vejo, mas o mais importante, o sinto.

Fatos reais

Como um músico que não saiba mais compor;
Da aurora noturna fez-se perpétua a escuridão
Onde nada pode ser visto, onde nada possui cor;
Não sei mais como escrever palavras do coração.

O tempo passa, irrefutavelmente, a cada segundo.
E motivos continuam ausentes para manter a fé
Naquilo no qual algumas vezes se torna o fim do mundo,
E outrora, é tudo o qual nos mantém firmes, em pé.

Do vento faz-se a lufada gélida da aurora não incólume,
Sórdida de sentimentos sem resgate, que encontra a’lma,
Apedrejando o coração fraquejante, diminuindo seu volume.

Desaprendi a poesia da vida, e suas maravilhas que trariam calma.
Diante disto, resta-me nada senão aguardar seja lá pelo que for...
Seja lá o que vier, o que for; que o esquecimento desapareça com o amor.