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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Conversa sobre nada

Não sei como começar esse poema, mas preciso de uma conversa.
Também não sei o que conversar, mas quero evitar pensar
Em nada, já que nada sempre me faz pensar em como é perversa
A dor vinda de motivos alimentados por expectativas, sem parar...

Mas o que é nada, perto de tudo que tenho?
Nada sou eu quando não tenho quem ao meu lado
Faça-me sorrir e não obrigar-me a franzir o cenho;
Nada sou eu quando me vejo dando um sorriso forçado.

Tais expectativas geram ansiedade por algo que talvez
Não chegue nunca, ou talvez chegue tarde demais...
Fazendo-me esperar pelo que talvez não me dê ‘uma vez’...

Então por quê? Por que tudo isso se não me traz paz?
Vejo o lugar no qual parti, e no qual cheguei. É o mesmo lugar...
A expectativa fere a mim, mas fere mais não pensar em te amar.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Saudade




Até hoje eu não sabia o tamanho da força da saudade.
Primeiro, ela domina seus pensamentos, cruel tortura;
Depois, ela te faz sentir pequeno, frágil e covarde;
Trazendo o pranto à flor da pele, a procura da cura...

E cada dia distante, parece um eterno sofrimento,
Onde não temos como nos defender, como lutar...
Inutilmente solto desejos e palavras para o vento
Numa tentativa tola de que ele possa te encontrar

E trazê-la de volta até mim, para que eu possa dizer
O quanto fere minha alma, e como me deixa infeliz
Saber que está num lugar no qual não possa te ter,

Sentindo-me vazio, incompleto, uma planta sem raiz...
A saudade é uma dor que nos consome bem devagar,
Para enfrentá-la é preciso somente uma coisa: esperar.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Soneto egoísta

Noites tornam-se dia enquanto não adormeço na aurora,
Como evitar não pensar na maciez de tua pele, no rubor
De teu lindo rosto, como quem se maquiasse com amora.
E teus olhos, esses me tiram o ar, através deles vejo o amor

Em ninho que se faz em nosso peito, como porto seguro
Onde nada se perde, onde nada escapa de nossos braços,
Como se de repente sentisse leve e pesado, claro e escuro,
Lugar perfeito para se perder sem ter que encontrar nos abraços...

A insônia não vai embora, e acordo absorto sem pensar.
Vazio, busco uma forma de preenchê-lo, de esquecer...
Esquecer o porquê ele vem à tona, e consegue me dominar.

Pela janela o sol já brilha, e a noite foi-se sem perceber.
Olho de soslaio para dentro de mim e não sei mais esperar...
Egoísta, não te amar é algo que não consigo não pensar...



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