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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Retrospectiva

E é mais um ano que passa, tudo novo, tudo se repete.
Festas de fim de ano com promessas e lágrimas, de branco,
Pedidos de esperança, taças com champagne no carpete,
Ou na areia da praia, onde todos saltam, para ver os fogos, do banco.

Prometemos mudar tudo o que deu errado no ano passado,
Fazer diferente, errar novos erros, ser mais felizes e amar...
Amar mais a nós mesmos, ao próximo, e manter a paz ao nosso lado
Para sempre que estivermos de baixa guarda, possamos enxergar.

Seria bom se todo dia fosse ano novo... Quanta esperança
Conseguimos ter num só dia de que tudo dará tão certo...
É uma pena que esse brilho se perca no decorrer dos dias.

A cada ano passado, nós crescemos e deixamos de ser criança,
Seja fisicamente, ou moralmente, chegamos cada vez mais perto
Da felicidade e do aprendizado, e quem sabe do amor, falso messias.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

De repente, pressão , De pressão

Quando ela chega, não tem música animada que ajude.
Não há remédio em farmácia alguma para se comprar.
Procurei algo novo, mas parece não ter algo o qual mude
Essa doença incrustada nessa carcaça prestes a desabar...

Nada muda se você não mudar junto... Sem mas e porém.
Do que adianta a perfeição se nem sempre ela é o bastante?
Nada o é nesse mundo, mas sempre há para nós um alguém
Que não é perfeito, mas preenche o espaço que era gigante.

Se ela não chegasse, estaria sem sentir calafrios no peito,
Estaria a sorrir, faria planos, tocaria músicas no violão...
Mas ela está aqui, e os sinais mostram que nada é perfeito.

E cada segundo parece ser uma eternidade na escuridão.
Só quem a conhece sabe como é, sentir-se desse jeito,
Onde parece não encontrar piedade nem compaixão.

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