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terça-feira, 12 de outubro de 2010

De repente, não mais que de repente

Há momentos em que não consigo entender.
A solidão toma conta de mim como um arrepio,
A partir daí, já não sei mais o que fazer.
Sinto então, um inexplicável repentino frio.

É como se torturasse a alma, fazê-la implorar
Por um pouco de compaixão, constante luta
Contra o amor, maldito que fere sem avisar
Os inocentes, negando-os desejos, filho da puta.

O silêncio então assume, e elas descem pelo rosto.
O coração acelera, o corpo esfria, e tudo fica do avesso.
De repente, as coisas vão perdendo a cor, o gosto.

E meu coração vai se congelando, e eu desço
Até o inferno para tentar nosso amor salvar,
Mas perco-me diante de tanta dor, sem encontrar.


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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Soneto da ilusão




Acordei durante a madrugada e fui até a janela,
Sentei e lá fiquei observando o céu todo estrelado.
Noite gélida, uma longa lufada trouxe ela,
Para a superfície, diante dos meus olhos alienados...

Sem saber o que fazer, continuei olhando o céu,
Diante da ilusão em minha frente, a qual dizia
Que as estrelas eram pequenas bolas de papel,
E tudo aquilo, outrora se tornaria poesia.

O tempo foi passando, e as estrelas desapareciam
Do céu negro, e a voz dela, ficava cada vez mais fraca.
E era como se no meu peito, entrasse uma faca,

Cortando todas as alegrias que em meu jardim jaziam.
Assustado, -sozinho- acordei-me e situei onde estava.
Na cama, triste por não ter aquilo o qual se sonhava



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