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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Colha o dia

Aqui estou agora, vendo a noite se tornar dia...
Ela fora agitada, quente, cheia de sofrimentos,
Que graças à lenta e melancólica melodia
Do meu violão, consigo passar por esses momentos.

Sentimento ora útil para nos trazer muita dor,
Mas a cada dia, o sinto mais flamejante e forte
Aqui dentro, no meu peito. Posso não ver o amor,
Mas eu sinto diariamente, graças ao corte...

Corte dado ao laço único de amor verdadeiro
Que tinha junto a ela... Mesmo que por um instante,
Rápido, foi mútuo o que senti, não teve nevoeiro

Para confundir o que sentia, AMOR: gritou o peito arfante!
E por viver um momento de verdade junto a ela é a prova pura
De que não importa o final, mas sim a doce doença sem cura,

Chamada Amor.



-Namur...

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Fumaças de um amor


Só me diga como, que farei exatamente da maneira que disser.
Como não enlouquecer com teus olhos claros como um rio?
Como não perder o controle quando sinto teu perfume de mulher,
Único, como teu sorriso, que quando vejo, sinto-me por um só fio

Entre a vida e a morte, entre ter-te sempre ou nunca...
Só de ver o desenho que seu lábio superior faz com o inferior,
Causa-me um arrepio desde o pé, até a minha nua nuca,
Uma vontade de unir nossos corpos, e provar do teu calor.

Diga-me o que fazer para não morrer afogado nesse sentimento,
Mas seja rápida, antes que eu comece a observar o seu cabelo...
Seja-o loiro, castanho, liso ou cacheado, todo e qualquer movimento

Que o faça, hipnotiza-me e me faz pedir minuciosamente apelo,
Pelo fato de querer tocá-lo, sentir seu volume, a leveza e maciez
Que é sentir-te perto de mim, saber que todo amor tem sua vez.



-Namur...

O fim está no começo


Já nem sei mais quantas foram as noites sem dormir,
Deitado na cama, ora andando pela casa, ora sentado
No sofá abraçado com o meu violão observando cair
As gotas que escorrem dele, fazendo um som pesado.

Ou então encostado na janela, vendo a lua iluminar
À noite, dedilhando as cordas e ouvindo um som
Estranho, típico de quem violão não sabe tocar,
Mas um som com timbres melancólicos, um tanto bom

O suficiente para lembrar que você não está aqui...
Fazendo-me mudar de idéia, largando o violão,
Indo até o armário buscar a bebida que daqui

Há poucas horas, me fará esquecer, caído no chão,
Que nalguma hora pensei em estar junto a ela,
Observando a lua, e o som do violão na janela.


-Namur...

domingo, 5 de setembro de 2010

Mais uma vez palavras


Depois de conviver tanto tempo num mesmo lugar,
Passamos a ouvir coisas que não nos agradam tanto...
Mas até que ponto deixar que elas nos prenda num canto
E torture-nos, dando luz ao ódio, difícil de controlar?

A princípio não nos importamos, mas de tanto ser dito,
Aquilo entra na gente, ferindo a moral, sem saber,
Afogando-nos num mar de dúvidas sem deixar esquecer
De tudo aquilo que fora falado, sentimento maldito.

Como ouvir com todas as vozes, o que é certo a se fazer?
Como libertar nossa mente de um desejo inesperado?
Como dizer não se de tudo não conseguimos esquecer?

Estranho seria se não estivesse mais uma vez magoado.
O que dizem não é nada, até darmos ouvidos. A pior
Palavra não pode ser escutada nem dita, mas sentida.

-Namur...