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sábado, 31 de julho de 2010

Soneto cotidiano

Há dias em que acordamos mais cedo
Só para ver o dia lentamente clarear...
E dias que acordamos tarde com medo,
Revoltados por termos de acordar...

Nesta realidade em que tudo nunca muda,
Em que tudo parece nunca estar a caminho.
Quem nos dera se a saudade fosse miúda
E que fosse menos doloroso estar sozinho.

O que faremos se o vento parar de soprar?
O que faríamos se não houvesse amor?
Certamente não seria algo bom de escutar...

Há dias que acordamos cedo e com dor,
Nesta realidade incompleta que não vê
Como seria melhor se eu tivesse você.

-Namur...

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Passam-se os tempos, eterniza-se o amor

Passam-se dias, horas, meses, anos.
Quando esquecemos é quando lembramos
Que apesar de todos os nossos desenganos,
Talvez não nos ame quem amamos.

Passam-se longos curtos segundos na hora
À qual temos tudo e ao mesmo tempo nada.
O que fazer quando não surgir a aurora
Nas noites longas e sós da gélida madrugada?

Passam-se os tempos, mudam-se as realidades.
Claramente turva se fez as águas da cachoeira
Em que prometem não mais sentir saudades

Dum amor outrora aquecido para uma vida inteira.
Passam-se as mulheres, grandes aventuras.
Eternizam-se as dores, poço de amarguras...


-Namur...