Pesquisar este blog

sábado, 24 de abril de 2010

De branco ao cinza

Ultimamente tenho estado sem o pé no chão,
Talvez seja por que a vida sem você não valha
A pena, ou que talvez seja apenas o meu coração,
Drogado pela sua ausência, essa essência falha

Que é o que sinto... Sensação de que nada
Sei hoje... Mas garanto que quando vejo
Seu lindo rosto sei de que é você a esperada
Que tanto deslumbro em meus desejos...

Não tê-la é o mesmo que se sentir uma folha
Em branco, sendo queimada a cada dia
Um pedaço, sem sequer poder ter uma escolha

Sem ser eternizá-la em uma simples poesia
Para que possa ter certeza sempre, de que
Eu nunca amei ninguém, senão você.

-Namur...

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Poema mofado


Provar do seu amor é como estar sedento
E tentar saciar a sede bebendo gotas de chuva.
Dizer não a esse amor é tentar cessar o fogo com o vento
Que só aumenta esse sentimento... Mesmo sendo turva

A cor dos seus olhos, ela ilumina inda assim minha estrada
Porque sentir sua pele, uma relva boa é como adormecer
Sem desejar acordar deste sonho em que está abraçada
Comigo, como se nada nunca pudesse me fazer esquecer

De que as estrelas que surgem no céu, representam não mais
Do que cada dia que eu a farei a mulher mais feliz...
Como me esquecer que sem ela eu não encontraria a paz?

Como naquele dia em que olhamos na praça aquele chafariz,
E a água parou de jorrar e eu disse que não tinha problema
Porque mais belo é o meu amor, que guardo neste poema.




-Namur...

E lá se foram as estações

Como são belos e dourados os campos de outono...
Como é bonito o vento movendo toda a vegetação.
Como é melancólico o suave frio do seu abandono,
E como é fraco o som das batidas do meu coração.

Como foi belo o nosso amor de verão nas águas do mar...
Como foi descobrir que você é o infinito que eu posso tocar.
Como foi inesquecível olhar para você e ver o horizonte,
E como foi saber que além de você nada resta de importante...

Como será, sem você, enfrentar o gélido inverno?
Como será a partir de agora viver sem vitalidade?
Como será viver, oh meu Deus, esse meu inferno?

Talvez o outono me prepare para essa nova realidade.
Talvez o verão fosse mais duradouro, talvez...
Talvez o inverno seja longo, talvez eu parta de vez...


-Namur...

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Triste despertar

Todos os dias quando acordo, na dúvida
De que será hoje que eu irei encontrá-la;
O dia passa e é mais um sem você na minha vida...
Mais um que somará nos tantos desperdiçados sem amá-la...

Penso em te escrever uma carta; mas sequer sei teu endereço,
Sequer sei o teu nome... Penso em pensar em coisa alguma
Mas penso na pergunta de como será o rosto que desconheço,
Se realmente um dia poderei tê-lo em meu peito em suma.

Como é ruim meu Deus, acordar todas as manhãs
E ver que o meu lado só há um grande vazio sem tu...
Quem me dera acordar com a cor de tuas maçãs

E tuas mãos de seda sobre o meu peito antes nu.
Quem me dera todos os dias não acordar
Na dúvida de que o meu amor irei encontrar...

-Namur...