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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Noite embaçada

Vejo a lua de hoje embaçada como névoa
No céu não se vêem mais as constelações...
A falta de amor veio como tempestade malévola
Tornando o fácil difícil, confundindo corações.

Não tê-la é ter uma noite sombria sem lua.
É sentir-se não mais do que vazio e incompleto,
Já que não posso tocar sua delicada pele nua
Com uma relva e temperatura boas, por completo...

O vento sopra na lembrança e levanta poeira.
Fazendo-me refletir não mais do que a tarde inteira
Sobre como foi, como é e como talvez fosse...

A verdade é que sinto falta do que ela não me trouxe...
Breve suspiro do amor seu que se foi sem chegar,
Como um piscar de olhos se foi sem que eu pudesse amar.

-Namur...

Flautista

Numa caminhada pelos campos do interior da cidade
Ouvi algo como uma flauta e fui seguindo seu som,
Adentrando na mata, com o céu negro cor de tempestade...
Não distante, encontrei uma bela jovem com um tom

De roupas claras, sujas com o limo das árvores no chão.
Seus cabelos eram castanhos claros, como uma avelã
Recém madura, e seus olhos eram as luzes da manhã
Que aqueceram quase que instantaneamente meu coração...

O som suavemente me encantava, fazendo-me assistir
Ao glorioso espetáculo de uma jovem compositora,
Uma jovem conquistadora que me fez sentir

Um animalzinho, um esquilo desejando sua roedora...
Quando terminara a melodia, ela não se conteve:
Nossos lábios se encontraram. “Por onde você esteve?”

- Namur...