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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Espaços vazios

Há tantas coisas que os olhos não podem ver
Certas coisas não vemos, mas com o coração
Lamentável quando não conseguimos saber
Se é que vemos, ou se é mera ilusão...

Hoje a boca dela não tem mais tanto sabor.
Até o perfume perdeu o seu suave aroma...
Sinto-me traído a mim mesmo quando carona
Pego atendendo aos pedidos do rancor...

Nenhuma boca é doce como a tua
Nenhum perfume me enlouquece
Como o teu num dia de lua.

Quando estou contigo, o chão estremece
O céu se abre e o mundo ganha cor,
Serei contigo para onde quer que for.


II

Há tantas coisas que os olhos não podem ver
Mas o que importa é o que vemos com o coração
Mas o coração não vê nada, como poder saber
Apenas sentindo, sem saber o que é então?

Pego carona nos meus desejos de negar-te,
Negar que não nego que é impossível...
Impossível fazer de conta que é invisível
Já que eu vejo em toda e qualquer parte.

Nenhum lábio consegue ter tanto sabor,
Quanto o teu. Teus olhos são faróis
Que me guiam o caminho para o mundo

No qual eu possa sentir diariamente o teu calor
No qual só haja um de tantos outros sóis...
Que seja em tu, que eu me perca num sonho sem fundo.

-Namur...