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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Perguntas ao vento

Quem sou eu para poder mudar o passado?
Quem sou eu para poder mudar alguém?
Quem sou eu para acabar com um sonho sonhado?
Quem sou eu para citar o que é do mal e do bem?

Quem sou eu para acreditar que há inocência?
Quem sou eu para ser o vilão da tua história?
Quem sou eu para acabar com a tua prepotência?
Quem sou eu para apagar o passado de tua memória?

Quem sou eu para negar o rigor do meu destino?
Quem sou eu para separar verdadeiramente o errado do certo?
Quem sou eu além de um surdo, medroso, e sujo menino?

Quem sou além de quem procura o caminho mais perto?
Quem sou e quem serei quando o pesado tempo passar?
Quem sou e quem hei de ser quando o sonho ou pesadelo acabar?

-Quem sou afinal das contas?

Sou aquele quem faz perguntas ao vento... Perguntas que são levadas... E as respostas, jamais trazidas...”

Após o fim, o novo começo

Há demônios tão sufocantes como o enorme mar.
Há motivos para deles, medrosamente fugir...
Pois por que valeria se arriscar e se afogar?
É tão mais fácil de tudo e todos sucumbir...

Quando os enfrentamos sentimos insegurança...
Sentimos medo. Não sei dizer do que exatamente.
Fazem-nos sentir pequenas e inocentes crianças...
Torturando amargamente nossas pobres mentes...

Fazendo-nos implorar pela grande salvadora, derrota.
Dilaceram nossos corações como o fogo a madeira...
Por todo instante, adoram nos ver como idiotas...

Porém ontem, derrotei o meu de alguma maneira...
Vejo que o maior se fora, e que há outros ao redor...
O resto é somente resto, e sei que já passei o pior...

-Namur...

Quando nos iludimos ter somente um problema e o derrotamos, vemos que há outros... Não são tão grandes como aquele, mas sempre há outros... Quando derrotamos o maior demônio, parece que encontramos o fim... Mas este grande se fragmenta e gera outros pequenos demônios. Não são tão perturbadores como o maior, mas às vezes dão um trabalho... Trabalho curto, não tão difícil de realizar. ”

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Queijo

Não sei por que, mas quando penso em você penso em queijo.
É uma palavra que rima com o que eu adoro te encher...
É engraçado como eu penso nas coisas... Como penso no seu beijo...
Vejo desejo no queijo que teu beijo o melhor do vilarejo há de ser...

Como poderia esquecer que no meio da pista há um cone?
Amo a tua cor de queijo minas como rato queijo na gaiola...
Mas de mim você me tornou um queijo provolone...
Que futuramente certamente me tornaria um gorgonzola...

E meu ódio nasceu e derreteu e virou requeijão...
Meu queijo agora é macio e fácil de passar no pão.
Não é mais queijo mussarela que é quebradiço...

Mas a inveja contra meu queijo lançou um feitiço...
E em meu queijo eu vejo que toca sertanejo...
É um queijo do interior, interior do coração que desejo...


-Namur...


Dedico esse poema para alguém que me disse tudo quando precisava... E ele disse: QUEIJO!
O nome dele, Murillo.

Cão sem dono

Sinto-me o cachorro largado, sem dono...
Numa noite de chuva, sem ter pra onde ir...
Todos me largaram, e vivo o abandono...
Não tenho casa, não tenho onde dormir...

Eu passo e não me chamam, pois não tenho nome...
E vou vagando na noite como um cão vagabundo...
Busco um pedaço de pão para enganar a minha fome...
Tomo banho de chuva, mas continuo imundo...

E essa procura sufocante por um lar...
Só aumenta a dor que é nunca encontrar...
Madrugada que parece nunca encontrar o fim...

A fome aumenta e derrubo algumas latas de lixo...
Mas não encontro o que consumir, e assim,
Sinto-me um vagante vagabundo, verdadeiro bicho.


-Namur...

Amor... Fé demais...

É ruim saber que um dia fizemos alguém descer...
É ruim saber que um dia fizemos alguém sofrer...
É ruim saber que um dia fizemos alguém esperar...
E é ruim saber que um dia não poderemos mais ajudar...

É angustiante te ver diante de mim, parada...
É atormentador te ver diante de mim calada...
Como se morasse num distante e vazio vilarejo,
Como se estivesse sempre à espera de um beijo...

Precisei um dia que alguém me desse um abraço...
Precisei um dia que me ajudassem a encontrar o pedaço,
Que em mim faltava para poder encontrar a felicidade...

Que em mim martelava por sempre sentir saudade...
Não sei o que faço já que sou a fonte de toda a dor...
Não sei o que faço já que eu perdi a estrada do amor...


-Namur...

Sangue de sofredor

Engraçado como a felicidade é tão frágil...
Demoramos às vezes uma vida inteira,
Para numa hora ela ir embora fácil...
Mas de qualquer maneira,

A dor sempre destrói a felicidade...
E a felicidade inibe momentaneamente a dor...
Um único segundo sem piedade,
É o suficiente para acabar com o amor...

E madrugadas passamos sem dormir...
Perdemos noites derramando dores,
Implorando para a dor sumir...

Derramamos sangue puro de sofredores...
Tememos que não se inicie a matança,
Pois já não temos o que chamam de esperança.

-Namur...