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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Minha síncope

E novamente aqui estou sem ela ao meu lado...
Sem ela nada consigo rimar, nada consigo associar...
Sem ela me sinto perdido, levado pela lufada.
E novamente, aqui estou, mais uma vez dilacerado.

A noite caminha e penso nos momentos não passados.
Minha mente, mente para mim dizendo que vou rimar.
O caos é supremo, mas quando estou com ela, quando
Respiro o seu perfume... Fico atônito de tão sublime...

Sentindo a presença dela, sou capaz de tudo rimar...
E meu frio coração sente, de repente, um intenso ardor,
Me... Deixando-me em instantâneo e louco estupor.

Finalmente meu coração agora tem motivos para crepitar.
Infelizmente, quando eu abro os olhos só vejo a mim...
Mesmo só sentindo, ainda sinto esse amor sem fim.


-Namur...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

No title

E lá se foi a minha hora abandonada
Esperando, esperando e esperando
Eis aqui a repetição que me julgou condenada
Aguardar o que nunca esteve me aguardando

E lá se foram as gotas d’água
Transbordando, transbordando e transbordando
Preenchendo esse vazio com mágoa
De tanto querer amar o que estava me afogando

E lá se foram minhas esperanças
Acabando, acabando e acabando
Deixando-me indefesa como uma criança
E a dor de estar, de meu peito, esse amor arrancando

E lá se foi aquela menina iludida
Chorando, chorando e chorando
Querendo um amor para toda a vida
Mas esse amor outra vida já está amando.

Um poema escrito para minha pessoa, o "pessoa", Omar Namur.



quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Tremenda





Não vejo à hora dessa porcaria passar...
Ver tuas lágrimas caírem, teu choro...
É o mesmo que pegar uma faca e me cortar.
Só que os cortes profundos são duradouros...

Pensei que fosse impossível tudo dar errado.
Tudo dar errado numa mesma merda de hora...
E percebo neste momento, que não é mais agora.
Não suporto mais sofrer sem que saibam, calado.

Horas me sinto instável e artificial como o Laurêncio.
Horas vejo que uma hora desejarás que eu morra...
E tem horas que não agüento mais o teu triste silêncio.

O silêncio que tomou conta desta mórbida zorra.
Silêncio este que fere os ouvidos, parte-me o coração.
Diga-me por que me tornei esta... tremenda aberração.


-Namur...

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Medo de dormir

Tenho medo de deitar na minha cama,
Sonhar estar ao lado dela e ao acordar,
Ver que fora mais um sonho a me enganar.
Assim sinto a ferida que em meu peito inflama.

E esta madrugada eu então enfrento.
Não adianta tentar não pensar nela...
É o mesmo que dizer palavras ao vento,
O mesmo que jogar-se duma janela.

Não dormir não é o problema da madrugada.
Deparar-me acordado com a sua ausência,
É dar adeus a minha querida sonolência.

O problema é não vê-la, ao meu lado, deitada.
É sentir na pele o medo de perder o meu amor.
É sentir meu peito vazio, viver uma vida sem valor.


-Namur...

Triste percepção

Poderia terminar algo antes mesmo de começá-lo?
A esperança é má e a ilusão é o seu entorpecente.
Não me resta nenhuma outra escolha decente,
Se não for abrir seus olhos ao invés de fechá-los.

O frio chega e toma conta do meu coração.
Torna-se uma pedra de gelo sem saber amar.
Não tente derreter esta pedra, evite se queimar.
Além; de se ferir, da perda de tempo, será em vão.

Já busquei de tantas maneiras fazer com que dê certo.
E de todas, de acertar, nunca cheguei muito perto.
De mágoas e falhas sem fim estou completamente coberto.

Tortura é estar próximo, muito próximo, e ver tudo ceder.
Nunca pensei que mais uma vez fosse pôr tudo a perder.
Esta última linha, infelizmente, ainda não posso escrever.


-Namur...

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Teu defeito

Não me venha chorar por sonhos de amor perfeito.
Não me venha pedir favores de um amor só teu.
Não me venha dizer que sou um ser putrefeito.
Não me venha dizer que da luz, sou o breu.

Tu não compreendes o tamanho de minha dor.
Deixe então que me possua a melancolia escura.
Deixe que a morte caminhe em meu favor.
Tu não compreendes que envenenada, não há cura.

Esqueça-me sozinho com a minha solidão.
Esqueça-me por completo, por inteiro...
Esqueça-me para preservar teu coração...

Esqueça-me e arranje algum outro parceiro.
Esqueça-me para que eu possa viver em paz.
Esqueça-me. Pelo menos disso seja capaz.


-Namur...

Parta

Não procure em mim o que você quer.
Não procure aquilo que deseja achar.
Deixe-me na minha prisão mulher.
Não liberte àquele que lhe fará chorar.

Amar-me é abrir a caixa de Pandora.
Amar-me é pedir para envenenar-se.
Faça-me o favor de pegar tuas coisas e ir embora.
Vá antes de pôr a culpa em mim por suicidar-se.

Deixe-me sozinho com a minha melancolia.
Deixe-me sozinho com a minha poesia.
Deixe-me. Deixe-me com minha nostalgia.

Deixe-me louco. Como um deixe-me parecer.
Deixe-me antes que seu coração venha a falecer.
Deixe-me. Deixe-me antes mesmo de me conhecer.


- Namur...