Pesquisar este blog

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

"Coisa" sem nome

Esqueça-me. Esqueça tudo que um dia fiz.
Momentos de tristeza me fazem implorar...
Por favor, carregue a alma deste mero aprendiz.
Cansei de no vale do silêncio sempre caminhar...

Quando tudo parece melhorar, é um sinal.
Nada mais importa. Tenho uma pergunta...
Será que nalgum dia algo me foi real?
Espero que não tenha sido...

Que realidade mórbida algum ser desejaria?
Que ser poderia ser um ser tão estúpido?
Esta é a minha realidade. Se pudesse a mudaria...
E a cada nova tentativa, quebro esta minha cara.

Seria injusto tirar algo que é meu desde o nascimento?
Se é meu, posso eu fazer do que bem quiser... Por quê?
Não há dor maior para mim do que fracassar...
Fracassar após várias e várias tentativas... Nada importa...

Peço-te que abra a grande e manchada de sangue porta.
Abra-a para que eu finalmente fique onde mereço estar...
Este ser não poderia ser um ser sem poder tentar...
Não agüento mais, silenciosamente, me esconder e chorar...

Para que permanecer entre os homens, se dizem nada saber?
Ouço constantemente que nada sei... Vozes que não são a minha.
São de pessoas... Pessoas que se acham superior às outras...
Mas se superiores fossem, não jogariam nesta cara imunda.

Se superiores fossem, teriam mais calma e compreenderiam...
Se superiores fossem, não seriam inferiores de compararem...
Se superiores realmente são, é porque um dia não o foram.
Se superiores fossem, não estariam neste lugar dos homens.

Isso não prova, porém, que são inferiores... Nada sei.
Não posso tomar partido, pois certamente será o errado.
Quem tira o que é seu desde o nascimento não avisa.
Porque seria eu tão ingênuo e mal para avisar?

Preencho estas linhas vazias e sem sentido...
Essas linhas vazias assim como quem as escrevem.
Falar sozinho e com as paredes, faz-me ser doentio.
Uma palavra que queria possuir? PARE.




Pare com isso, por favor... Queria poder parar de escrever,
Aliás, queria não ter que ter começado esta coisa sem nome.
Queria dizer a mim mesmo: “Pare de ser esse ser errante!”.
E depois de iniciado o sentimento não cessa. Não cessa.

O sentimento some, e aparece com mais força depois.
Não por quanto tempo serei forte de agüentar isso.
Mas como os seres superiores dizem, SOU FRACO.
Sinceramente, não sei o que um dia fui e o que sou.

Carrego, infelizmente, o genótipo da figura paterna.
Embora criados em ambientes completamente distintos,
São iguais os fenótipos, infelizmente. Mas nada disso...
Nada disso importa mais... Será que um dia importou?

Senão para mim, para quem? Quem seria otário.
Otário de se importar com um ser que consegue ser
O ser mais errante do que o máximo que poderia ser?
Meus olhos ardem. Meus punhos tremem... Em breve...

Minhas unhas encontram meu braço. E a cabeça a parede.
Esqueça-me. Esqueça de tudo... Imagine uma simples rede
Na qual estamos sentados. Ela balança e eu desapareço.
Só resta o silêncio. Agora eu terei tudo o que mereço.

domingo, 6 de setembro de 2009

O fim nem sempre é ruim




A cada segundo que passa tudo está perto do fim.
Mas quem garante que o fim não é o começo?
É com ele que tudo nasce, que tudo tem um recomeço.
Só que nem sempre quando ouvimos não quer dizer sim.

E que o fim pode sim ser o fim. O fim absoluto.
Mesmo que você seja a água e eu o soluto...
Mesmo que enxerguemos tudo de um ângulo obtuso.
Eu sei que para todos, tudo isso parece um tanto confuso.

Do que estou falando? Minha bainha de mielina...
O que ela faz, acabou de pifar... O que isso quer dizer?
Agora ouça o que tenho a falar. Eu a amo menina.

Magoá-la está fora do que eu farei acontecer...
Outra vez eu pensei que eu pensava demais.
Resta-me não pensar em te deixar jamais.

- Namur...

Minha junção


Enfrento madrugadas vazias sem ela.
Noites de sono perdidas parecem não ter fim.
Sem a beleza e todo o perfume, o que é a jasmim?
Do que vale uma flor tão bela numa janela?

Quão linda é uma vermelha violeta...
Como ela consegue ser tão perfeita?
Quão perfumada é uma rosa...
Como ela é tão gloriosa...

Agora junte tudo de bom...
O que resulta é uma mulher.
Uma com uma pele de lindo tom.

Porém não sei o que ela quer...
Passo a toda e eterna madrugada,
Vendo-a sem se mexer, calada...


- ...

Dúvida

Não sei por que persisto neste poema...
É algo que eu sinto mais não vejo.
Tu és como se fosses meu floema.
Algo que sinto falta, algo que desejo...

Assim como de meu espelho eu vejo o reflexo.
Um reflexo não virtual mais sim todo real...
O reflexo real do meu não-amor imaterial.
(Como se dos anjos quisesse saber o sexo...)

Imitando os ametais o hidrogênio se comporta.
Imitando os mortais o meu cérebro se conforta.
Faltando a ti, meu gás oxigênio, torna-se morta a vida.

Não pertenço a este mundo de pura desgraça.
Eu vim para salvar-te, se és ainda tu quem duvida.
Sinto-me no eterno e tão sublime céu quando me abraça.

- Namur...


OU

Não sei por que persisto neste poema...
É algo que eu sinto mais não vejo.
Tu és como se fosses meu floema.
Algo que sinto falta, algo que desejo...

Quando não estais aqui, minha alma grita.
Procuro em todos os lugares um pouco de cianeto.
Quando não estais aqui não sinto o meu esqueleto;
(A base da sustentação de algo que não me irrita.)

Sinto de longe o suave e doce aroma do teu perfume.
Quando sinto tua pele gelada e macia na minha quente,
Elas se atraem como ímãs. Algo forte. Como de costume.

Quando consigo olhar em teus olhos ferventes,
Só consigo de teus cabelos, teu lindo rosto descobrir.
Só consigo não tentar pensar em deixar-te partir.

-Namur...