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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Nada é esperado

Finalmente estamos a sós. Apenas eu e minha folha branca.
Dizer-te é tão fácil. Difícil é ter que viver essa realidade...
Como entre muitas, um sorriso verdadeiro nenhuma arranca.
Entre noites mal dormidas, nas quais sinto saudade...

Saudade de algo que nunca aconteceu. E então o sol nasce.
Nunca a vi, nunca a conheci inda assim me lembra uma face.
Uma face bem desenhada, cabelos compridos, um aroma doce.
Quem me dera se um sonho, um desejo, uma ilusão não fosse.

Quem me dera não estar aqui, conversando com algo inanimado.
Quem me dera agora poder estar bem perto dela, bem ao lado.
Os dias passam sem que eu permita. Sem que eu a encontre.

O sol nasce. O sol se põe. A chuva chove. A água não tem cor.
Eu sem ela... É tudo assim. Tão óbvio. Tão esperado. Tão natural.
Fico tranqüilo de saber que de tudo, nada é esperado para o amor.


- Namur.

O encaixar das peças

Eu procurava uma peça que completasse, como de praxe.
Buscava em toda parte, não encontrava uma que se encaixasse...
Certo dia, cansada de entre lugares ter que sempre buscar
Eu encontrei uma que possivelmente poderia se encaixar...

Não sei explicar exatamente como aconteceu
Ou como seu coração montou o meu
Foi arrebatador, sem comparação
O sonho, há tempos distante, agora, ao alcance de minha mão...

A noite estrelada desenhava um sorriso
Estava montado o quebra-cabeça do que preciso
A imagem correta, perfeita surgiu como um encanto
Nasceu o então concreto, o esperado que amo tanto...

A última peça finalmente se encaixou
Encontrou espaço em minha vida e ficou
O sonho, que a trouxe, mudou minha realidade
E, agora, não falta o que completa minha felicidade.

( Vanessa )

quinta-feira, 30 de julho de 2009

A última busca


Eu procurava uma peça que me completasse, como de praxe.
Buscava em toda parte, não encontrava uma que se encaixasse...
Certo dia, cansado de entre lugares ter que sempre buscar
Eu encontrei uma que provavelmente poderia se encaixar...

Pois é quando olho em teus olhos que meu coração dispara.
Quando sinto teu perfume, que nem o de uma rosa se compara...
Quando mecho em teu cabelo, quando ouço teu coração bater...
É quando me pego pensando que nunca irei querer te esquecer.

Quando vejo tua sombra a invejo por sempre te seguir...
Quando estás de roupa quero tirá-las para sentir...
Sentir o calor. Sentir a maciez. Sentir tua pele nua...

Quero deixar que minha peça se encaixe na tua.
Não quero mais ter que entre tantos procurar.
Porque és tu, linda mulher, com quem pretendo ficar.

- Namur.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Para o começo é preciso um fim?


Nem tudo que nasce precisa, um dia, ter que morrer.
É tão difícil pensar na possibilidade de te perder...
É tão confuso pensar em viver num mundo sem você.
As coisas mudaram da água do vinho e eu nem sei por quê.

As coisas passam a não ter mais sentido, tudo sem ordem...
É tão doloroso pensar em não brincar com teu cabelo...
Ter você não dormindo ao meu lado é sonhar um pesadelo...
Quando desperto dele, olho ao meu redor e vejo desordem.

A desordem de não ter-te para iluminar-me.
A desordem de estar tudo fora do seu lugar.
A desordem que é meu coração sem ter a quem amar.

A desordem que te deixa sem desejar-me...
Não me arrependo de ter passado com você meu tempo.
Pois ao teu lado foi onde passei o melhor dos momentos.


- Namur.

terça-feira, 28 de julho de 2009

O melhor dos piores


Vejo sangue para todos os lados...
Vejo meus braços acorrentados...
Não ouço mais meu coração bater...
Vejo que restou mais uma vez perder...

Como alguém pode querer um pedaço...
Um pedaço de algo tão... Tão... Ruim...
Elas dividem em pedaços sem fim...
Dividem meu coração... E meu fracasso...

Venha. Aproxime-se... Pegue sua parte...
Divirta-se. Venha, só mais um corte.
Um de cada vez... Vagarosamente...

Sentindo a lâmina deslizar dormente.
Sentindo-me próximo de perder sorte...
Aguardo para que o recolhedor faça sua parte.

- Cadê ele?

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Sea of Darkness


Afaste-se de mim. Corra para o mais distante vilarejo.
Não arrisque caminhar perto desde mar de escuridão.
Venha e implorará por algo tão pequeno, um beijo...
Primeiro, tua boca iria sangrar, depois cairia no duro chão.

Não se iluda quanto ao que sou ou ao que deixei de ser.
Sou sempre quem usufrui e depois deixa prestes a apodrecer.
Sempre sou visto como uma urna onde se deposita dor.
Não importa o quanto eu me esforce, serei sempre um perdedor.

Eu nasci perdedor. Morrerei perdedor. Que venha a morte.
Nunca a desejei como agora. Que ela acabe com esse mar...
Esse mar de sofrimento que está me afogando. E sou forte.

Forte ao ponto de desejar sucumbir. Não agüento sonhar,
E ver meus sonhos fracassarem... Resta-me esconder num canto.
Esconder-me... Afaste-se, não olhe... Deixe-me em prantos.



- Sea of Darkness.

domingo, 26 de julho de 2009

Na sombra de um vazio coração



Quando queremos muito algo e isso é tudo ou nada.
Chega à hora da luta e você cai. Você estragou tudo.
Não adianta evitar e secar as lágrimas derramadas.
Não mudará nada. Os outros permanecerão mudos.

Depois de certos acontecimentos, não é nada a morte.
Pois do que vale a vida de alguém cujos sonhos morreram?
Depois de perder tudo não há nada mais que importe...
O sol nasce iluminando o dia e matando as estrelas que nasceram.

É tudo um ciclo. É preciso perder para ganhar. E depois morrer.
Não pense que será mais fácil quando tua alma o anjo vier recolher...
Estamos acostumados a ouvir que tudo sempre acabará muito bem.

Estamos acostumados a não acreditar que a realidade nos desagrada.
Pois eu digo, quando não estamos preparados para o pior, somos reféns,
Reféns da nossa própria dor. No rosto há de escorrer a vossa água sagrada...



- Quanto mais tempo permaneceres na sombra, mais cego ficarás.