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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Comissário


Acabou-se o pouco que restava.
Seja bem-vindo, anjo da morte.
Há pouco tempo eu ainda amava.
Até que me abriram um grande corte.

Agora sou o carregador de almas.
Vago pela noite vazia, mórbida.
Quando as carrego sinto seus traumas.
Sinto seus corações fora de órbita.

As acolho debaixo de minha fria asa,
Durante o longo caminho para casa...
Até o dia em que cheguei ao portal,

Encontrei meu antigo amor mortal...
Não tendo uma outra escolha, a não ser...
Fui obrigado a ver nosso amor perecer.



Omar Namur

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Falso Pesadelo

Há um tempo, eu criei o pesadelo,
Com medo de uma vez poder tê-lo...
Lá, durante a noite, não há luar.
Lá é aonde eu não posso te amar.

É onde o meu sonho tornou-se demoníaco.
É onde eu não vejo seu sorriso brilhar...
É onde eu, por algum acaso tornei-me maníaco,
Cheguei ao ponto de querer matar.

Não demorei e descobri que não há pesadelo.
Não por que eu não possa poder brincar com teu cabelo,
E sim por que pesadelos têm sua data de validade...

De tanto pensar que era, eu fiz que fosse.
De tanto temer eu criei minha própria realidade.
De tanto querer que não acabasse, Acabou-se.

De tanto pensarmos acabamos esquecendo que pensávamos, e o que pensávamos que pensávamos, agora assume o lugar do que originalmente era o motivo pelo qual pensávamos.


Omar Namur

Lost In Time

O tempo passa na velocidade da luz.
Os dias agora nada são do que segundos.
Sofrendo como Jesus em sua cruz,
Não sei distinguir o tempo em meu mundo.

Hoje eu tinha certeza.
O amanhã não teria tanta clareza, pois
O ontem é um poço com espectros.
Meu tempo muda todos os aspectos.

Pensei que hoje fosse meu aniversário,
E na verdade já se passaram semanas.
Estou perdido no tempo como um otário,

Devido ao fato de não encontrar a tal humana.
Vago no universo do espaço-tempo,
Com esperança de que a encontre a tempo.


Omar Namur