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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

O maior de todos

Assim como a noite para alguns é escura,
A minha é apenas com a ausência.
Assim como pelo quê você procura,
As coisas não facilitarão; ter paciência...

Mesmo que não valha a palavra,
Melhor é ter tal junto com atitude.
Mas que me vale ao lado uma escrava
Mórbida, impossibilitada e rude?

O mar não suporta mais ter o reflexo.
O coração sangrento é possuído.
O ser inabitável é, agora, corroído.

Responda ao seu oposto sexo.
Raios do sol batem em seu
Rosto e posso ver que conquistei o maior.

Às vezes entender as entre linhas é o que importa, e não entender as palavras organizadas, que com tal organização não nos permite tirar nada de compreensão; A vida não está nas coisas grandes, está no menor detalhe, no que passa despercebido para os olhos de alguns que estão cegos por algo que não lhes trarão o verdadeiro gozo; Todos sabem de sua existência quando se é grande. Mas é o detalhe que o torna diferente, especial. Mas sem a grandeza não há o pequeno, o detalhe.


Omar Namur

Três e três são sete

Sinto um ódio inexplicável.
Uma vontade imensurável,
De matar. A vida me sacaneia,
O amor e a razão me passam à perna.

Não quero trevas e solidão eternas.
Não sei a quem a vida presenteia...
Minha vez, portanto, vejo chegar e passar.
A cada pôr do sol, menos pessoas para se confiar...

Minha cabeça está a explodir...
Minhas veias a estourar
Meu corpo a queimar
Sucumbir.

Nada mais faz sentido.
Nada mais importa.
Nada têm se movido...
Minha realidade está morta.

Talvez eu tenha enlouquecido.
Não aturo mais a solidão.
Talvez precisasse de um pouco de atenção,
Que alguém pudesse ter me ouvido...

Na noite fria e sombria,
Afogo-me em meus próprios prantos...
Na luz do próximo dia,
Sou um perdedor escondido pelos cantos...

Durante anos eu segurei a espada.
Durante vidas eu venho guerreando...
O que preciso para encontrar minha amada?
O que preciso para continuar lutando?

De tanto cair eu não consigo levantar.
De tanto me iludir não consigo amar.
De tanta ilusão criei uma guerra.
Por que sou apenas quem erra?

Foram-se meus sentimentos.
Finjo tê-los para tê-los alguma vez.
Danem-se meus fúnebres pensamentos...
Quero ter paz por mais uma vez...

Desde que eu comecei a viver sem ela,
Nada mais tem importância.
Viver sem o brilho dela,
É ter câncer na infância...

Ter fé em alguma coisa ou em alguém,
É o que nos permite, da vida desfrutar.
É o que nos permite acreditar no bem.
É o que nos dá força para não desistir de lutar.

Ultimamente eu não tenho acreditado em minha fé.
Ultimamente ela têm sido como uma maré.
Ela sobe, ela desce. Ela vai, ela volta.
Sua maresia me trouxe revolta.

Ao meu redor vejo tudo ceder.
Quanto mais tempo se passa menos tudo se encaixa.
Por que não posso, sem ela, sobreviver?
Viver sem ela é andar fora da faixa.

Viver sem ela é sentir a alma vazia.
Viver com tudo dando errado é o escrúpulo.
Estar com ela faz com que minha noite vire dia.
Minha esperança, porém, se vai com o crepúsculo.


Nem sempre nós conseguimos ser fortes o suficiente para agüentar durante muito tempo... Mas quando se têm fé em algo que se acredita isso torna você capaz de tudo. Pode ser que em quê temos fé não exista, ou talvez exista, mas existindo ou não é o quê nos dá força para seguir em frente, nos faz acreditar que por alguma razão nós existimos para realizar o que alguns chamam de subir a escada, e outros, progresso. Mas o mais importante é manter a mente ocupada com algo que no final das contas dê certo, algo que termine belo, pois se não acreditarmos em nossa fé interior e nem em manter a mente ocupada, o que irá nos motivar para seguir o rumo? Em que acreditar? O segredo está dentro de você. Algo que não pode ser roubado, trocado, vendido, mensurável ... isso mesmo, é nossa fé. Seja ela o que você acreditar que seja.



Omar Namur.