Pesquisar este blog

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Tique-taque

Vejo três ponteiros.
Vejo girarem sem parar.
Vejo não só um inteiro,
Mas o todo, se quebrar.

Não os vejo mais girar.
Não os vejo mais tiquetaquear.
Não os sinto mais no meu ouvido.
Mas sinto-o ainda como um zumbido.

Não sei se o devo consertar.
Mas aqui em minha prisão,
Necessito de que ele possa girar...

Mesmo sendo na parede, pulso ou chão...
Até mesmo em meu pensamento.
Tive esperança até o último momento.


O.N.Á.B.

Otário

Seu cabelo é castanho.
Seus olhos são diamantes.
Perto dela sou o estranho.
E não estando distante,

Pareço um armário...
Não falo, não penso, não respiro.
Além de ser um completo otário,
Que da chuva cair eu admiro.

Perdendo minha personalidade,
Fazendo minha cabeça girar,
Sentindo-me em outra realidade,

Fazendo meu coração apenas parar.
Assim sou quando perto dela estou.
Agora veja o que seu amor me tornou.

O.N.Á.B.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Criminosos

Somos culpados por esse sentimento...
Sou culpado por este erro repentino.
Embora não seja constante o arrependimento,
Você não sente pena do pobre menino?

Aquele que ainda com o rosto fino,
Pôde despertar o que alguns chamam de amor...
Não sei o que me trará o destino.
Espero que até lá, não me trate com tanto rigor...

Numa triste tarde ensolarada,
Eu aguardava um telefonema.
Numa simples facada,

Você acaba de ferir um pateta.
Por sofrimento eu escrevo esse poema,
E por amor, eu escrevo como poeta.



"Nada. Nada nunca foi impossível. Nós seres humanos, escolhemos torná-las impossíveis, para termos uma desculpa, e inibir o medo que sentimos por não conseguirmos tudo aquilo o que é impossível viver sem. O Amor. É por amor que sofremos? Não. É insegurança de confiarmos em nós mesmos; pois para que culparmos o amor? Se há amor, não há sofrimento. Se há sofrimento, não há amor. "


O.N.Á.B.

Fugitivo

Tornei-me fugitivo.
Não quero ver-te mais.
Não quero ter-te, deixe-me paz.
Tornei-me o motivo.

Sem sol, a planta não vive.
De quê, exatamente, o homem sobrevive?
Agora eu fujo de propostas.
Agora, não buscarei respostas...

Eu irei para Pernambuco
Mas fugirei do seu amor.
Por você, eu já fui maluco...

Fugirei do seu calor.
Sim. Sem dúvidas sou otário.
Irei para a prisão se necessário.






O.N.Á.B.

domingo, 30 de novembro de 2008

Marulho

O vento soprou para a direção errada;
O tempo passou e trouxe-me martírio;
O sofrimento não trará minha amada;
O arrependimento deixou-me em delírio...

Mordendo meus próprios lábios,
Meu cérebro não registra dor.
Mesmo medicado por sábios,
Meu corpo rende-se ao calor...

Após o erro, o arrependimento.
Após o arrependimento, o erro.
Após outro erro, o esquecimento...

Reescrevo o mesmo de sempre.
Retiro-me do mesmo enterro,
Rente ao desejo de tentar novamente...




O.N.Á.B.