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domingo, 14 de setembro de 2008

O vento

O vento quando passa por uma cidade, muda tudo de lugar.
Leva coisas que nunca poderiam ser levadas...
Leva pessoas que gostariam de ser amadas...
O vento quando sai de uma cidade, faz o mundo girar.

O vento vai, o vento vem...
Faz-nos lembrar de um certo alguém...
E nos faz chorar de tanta saudade...
O vento passa e destrói toda a cidade...

Existe o vento frio e o vento quente.
O vento que nos faz lembrar de rostos amigos...
E o vento que nos tornou adolescentes.

O vento que nos fez esquecer daqueles belos sorrisos.
O vento que traz alegria e solidão.
O vento frio da noite sombria que sopra na escuridão.

Se o vento soprou era para ser soprado.
Se ele não tivesse passado quem teria questionado?







O.N.Á.B

Justiça ou injustiça?

Não agüento segurar mais o meu pranto...
Não entendo a justiça divina.
Não me faça esta cara de espanto...
Não consigo esquecer aquela chacina...

Suas almas me amaldiçoaram!
Tudo que planejo se estraga...
Tornar-me-ei uma das vítimas que mataram?
Por favor, tire essa praga!

Pelo que faço e me esforço, era para ser o melhor.
E sempre há um empecilho que me alucina...
Contudo, ando me conformando com o pior...

Não sei a cor da luz que me ilumina,
Mas o que quero é cumprir meu destino.
Mesmo sendo a dor gorda e o amor fino.



O.N.Á.B

Piedade

Não importa quantas mulheres eu beije.
Nenhum será igual ao dela...
Eu observo a chuva cair pela janela...
Quero-a agora... A outra que me deseje.

Estou trancado nesta cela...
Ela não tem piedade nem que eu rasteje.
Não canso de ver-te pura e bela...
Mas estou morrendo de sede!

Sede de amor, de aventura...
E ela me mantém na cela escura...
Sou seu servo; seu escravo;

Ela prefere açúcar branco e não mascavo...
Eu prometi que a esqueceria...
Mas fazer o que se ela se eternizou em minha poesia?

O.N.Á.B

Soneto à mulher desconhecida

Eu amo uma mulher que desconheço...
Mas em teu jeito de sorrir,
Algo me é familiar, acho que a conheço...
Um dia, sem motivo, ela teve de partir...

Seu cabelo parece uma samambaia...
Seus olhos eu não me recordo...
Não sou de ficar atrás de um rabo de saia,
Apenas tento lembrar dela... E acordo.

Parece um sonho... Nele não há luar...
Nele eu sou o vilão da história...
Só porque roubei o sol... Ele se recusa a brilhar...

Agora até para mim... Não sei a trajetória...
Não sei como voltar... Acordei e fui descansar...
Espero um dia poder te encontrar.


O.N.Á.B

O encontro

Só há algumas horas durante uma eternidade...
Para o Sol e a Lua poderem se encontrar...
Diante de astros e cometas eles mostram amor de verdade!
Passados alguns minutos eles devem se separar...

Um para a noite, outro para o dia...
Esse foi o acordo feito por terem se amado...
Um amor proibido, verdadeira fantasia...
Agora vivem assim... Um lá e outro noutro lado...

Ele até que aceitou bem... Brilha tanto!
Já ela tem suas fases para aparecer,
E chegada à lua cheia, deve segurar seu pranto.

E durante o término da noite, a vejo nascer.
De o amor ter se tornado uma elipse,
Eu aguardo o próximo eclipse!






O.N.Á.B